terça-feira, 20 de junho de 2017

a ESPIRITUALIDADE no Cinema: Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles

A cegueira básica da humanidade acerca da espiritualidade é a própria negação da existência do espírito no homem. O cidadão nega sua espiritualidade tanto ao afirmar que não acredita na alma humana, ou então, quando decide deixar pra lá qualquer análise pessoal sobre o que ocorre em seu interior enquanto vai vivendo a vida. Um resultado possível da negação é a preferência por fazer desta vida uma grande experimentação de tudo que existe e acontece, como se não houvesse amanhã. Ou então, a escolha por viver só naturalmente sem parar pra pensar que tudo que existe influencia bastante nosso ser interior, o próprio espírito que pulsa no homem. O ótimo e pesadíssimo filme do melhor cineasta brasileiro deste século, Fernando Meirelles - brilhante ao sempre unir a sutileza e profundidade técnica européia com a eficaz dinâmica hollywoodiana, apresenta através de cores fortes até onde pode chegar o ser humano quando decide viver somente para o aqui e o agora. BLINDNESS, "Ensaio sobre a cegueira", 2008, com Julianne Moore, Mark Ruffalo e Alice Braga, é cinema da melhor qualidade, em filme assim descrito por Marcos Guterman, no Estadão, seção cultura: "A cegueira pode funcionar como uma forma de enxergar a natureza humana muito além das aparências civilizadas... Bastante fiel ao livro homônimo de José Saramago, Ensaio se passa em nenhum lugar, com pessoas sem nome. Não se trata, portanto, de uma história, mas de uma reflexão a respeito do que realmente somos, em essência, e não do que pensamos que somos - e isso inclui um nome e um endereço, espécie de rótulos com os quais nos reconhecemos e somos reconhecidos. No mundo da cegueira coletiva, esses rótulos são irrelevantes. No entanto, não são apenas as referências mínimas que estão ausentes. O desmoronamento moral, de um dia para o outro e em ritmo irresistível, traduz a confusão dos conceitos em um tempo no qual todas as informações têm o mesmo peso. A cegueira de Ensaio é branca - é o brilho da luz que cega, é o excesso de informações desordenadas que confunde, em vez de esclarecer, e não deixa ver como o mundo, de fato, é. O resultado disso é o caos." A ilusão do progresso moral da humanidade que o modernismo visualizou cai por terra quando diante das necessidades mais primárias, e protegido pela obscuridade, o homem escolhe o arrojo do completo egoísmo como princípio de vida a fim de satisfazer as paixões mais primitivas da raça. A escuridão torna-se, de repente, a orientação básica de vida para os que se percebem cegos num instante, o que lhes dá o direito de praticar, enfim, tudo que desejam e sonham ser sua necessidade. E quando já não enxergam mais quem são, pois dominados pela paixão; acreditam que mais ninguém poderá vê-los assim, também, vivendo em plena devassidão. A palavra do profeta que afirma estar o coração do homem em grandes trevas, assim que seus olhos enxergam tão somente a escuridão; poucas vezes foi tão eficaz pra descrever como a humanidade distante da verdade (realidade), entrega-se rapidamente ao que se torna, então, sua única existência; a ruína do sentimento. A liberação total para a prática das paixões humanas que a escuridão de si mesmo oferece, é sempre um convite em conflito com a boa prática da espiritualidade. É muitas vezes por aí que os olhos humanos se fazem grandes vilões de atitudes de respeito e pura sensibilidade, pois quando o terror das necessidades se avizinha junto de nós, é cada um por si, mesmo - e salve-se quem puder. Eis como a crueza das lutas da vida pode, grandemente, apagar qualquer traço de uma personalidade bendita que nossa consciência (espírito) almeja trazer pra realidade física, de todo mundo. É preciso vigiar, e orar, já dizia o profeta. Pois quando o espírito está pronto, a carne se revela fraca, quase sempre. Pois o espírito do homem anseia, de verdade, alguma experiência existencial de maior profundidade. Uma busca por certa amplitude de valores e mais dignas sensações pra vida. Foi o Apóstolo São João quem melhor escreveu sobre situações da vida e ensinos de sabedoria do Profeta Jesus, acerca da escuridão da espiritualidade da humanidade. João relata que um cego de nascença fora curado por Jesus - em uma demonstração milagrosa que somente um "homem de Deus" poderia realizar. Mas os "donos" de Deus não aceitavam que um Mestre distinto deles mesmos, viesse lhes revelar ensinos do próprio Deus que diziam tanto conhecer. Não importava que milagres infinitos se realizassem diante de seus próprios olhos. O orgulho humano que nos torna amantes de nós mesmos, os impedia de serem humildes pra receber um novo ensino a fim de que sua caminhada pra conhecer Deus na terra, pudesse, ainda e sempre, amadurecer. Jamais seria assim com eles. Pois, afinal, já nasceram sabendo tudo, mesmo. Foi quando Jesus ensinou aos homens que aquele que antes fora um cego de nascença - agora enxergava, sim, os reais caminhos da espiritualidade. Não só porque bem visualizava o mundo, mas porque acreditava no Profeta. Quanto aos outros, ainda enxergavam o mundo, mas não mais a vida - e cada vez menos, o espírito. Pois face a face com o Profeta, nada viam além de si mesmos. Bem-aventurados os humildes, pois deles é o Reino dos céus - já que podem ser conduzidos pelos caminhos do espírito, de Deus! E bem-aventurados são também, os que não viram, mas creram. Porque mesmo sem ter olhos físicos na ocasião, tem olhos espirituais pra reconhecer hoje, a voz daquele que, sim, conhece muito bem a espiritualidade de quase todo mundo. Bom filme!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

a ESPIRITUALIDADE no Cinema: Um Senhor ESTAGIÁRIO

O bonito filme "Um Senhor Estagiário" (2015) se assemelha no conteúdo ao excelente "A Loja da Esquina" (de Ernst Lubitsch, com James Stewart, 1940) e ao muito bom "Mensagem pra Você" (de Nora Ephron, com Tom Hanks e Meg Ryan, 1998). Eis a primeira boa razão pra assisti-lo. Nancy Meyers o dirigiu unindo boa sensibilidade relacional junto de uma eficaz técnica de comédia, apoiada com um pouco de feminismo contemporâneo, que também atualiza socialmente seu enredo. Robert De Niro retorna às suas boas apresentações e Anne Hathaway segura junto a qualidade do script tocante que o roteiro procura desenvolver até construir o realista final emocional da história. Daniela Pacheco, em cinemadebuteco, o descreveu assim: "A narrativa leve de Meyers é outro ponto positivo. Diálogos bem construídos, especialmente aqueles entre Jules e Ben – algo essencial aqui -, um desenvolvimento natural do roteiro e transformações nos personagens que são plausíveis na maior parte do tempo. O aprofundamento dos dois protagonistas é bastante satisfatório, pois conseguimos compreender quem são, seu background e porque agem da maneira que agem. E, obviamente, Hathaway e De Niro. O filme funciona primordialmente por causa de suas atuações e química contagiante... Não, Um Senhor Estagiário não é um conto de fadas. Trata-se de um filme leve, sim, e os personagens podem ser bonzinhos demais, mas não é nada mais do que um universo recheado de indivíduos como aqueles que nos cercam diariamente. É uma produção realística e cotidiana, que reflete nossa sociedade e discute temas como machismo, família, amor, envelhecimento e amizade. Meyers faz aqui o que sempre fez de melhor e que está presente em outras obras de sua carreira." Enfim, trata-se de um bom filme, gente. Assistam, mesmo! Enquanto isso, aqui vão algumas reflexões espirituais que o filme permite pensar pra nos lembrar que a humanidade tem sim, corpo, alma e espírito vivendo (todos) juntos dentro deste sarado ser físico de quase todo mundo. Algo que, se for deixado de lado por muito tempo, vai causar estragos tanto na alma, quanto no coração de todos. "Um Senhor Estagiário" inicia (e termina) com uma interessante cena de práticas espirituais que cuidam do interior da gente enquanto "movimentamos" o corpo pra aquietar a mente, e a alma. Bacana. Mas é no desenrolar da história que algumas (boas) orientações da Espiritualidade judaico-cristã surgem de maneira instigante pra nos ajudar a cuidar da própria vida, levando em conta alguns eternos princípios espirituais. Pra começar, e até terminar de dar uma boa olhada nos valores que o filme nos traz, vale a pena reconhecer que o desprezo aos princípios éticos sociais que a nossa presente época da pós-verdade apregoa, são amplamente negados pelas vivências relacionais dos protagonistas. Não é nada, não é nada, já é um monte de coisa boa, pra quase todo mundo. Um casamento, do passado ou do futuro, ainda tem valor e merece receber aquele cuidado a mais; que não somente a decisão de tudo terminar assim que chega pra valer nossa primeira (grande) encrenca. Um pouco de coleguismo fraternal e até um olhar para a corporação inteira ajudam na tomada de decisões profissionais; ao invés desta se tornar somente uma experiência individual que pouco enxerga além do próprio pé, no traseiro dos outros. Certa sobriedade emocional e um pouco de experiência de vida são - até que enfim, apresentadas de forma mais realista, de verdade, pois (bem) descrevem que na multidão de um bom conselheiro vivencial existe bastante sabedoria. Que deixemos vir a nós os nossos idosos, please. A humildade individual que provê experiências reais de aprendizado pessoal, e a humildade comunitária que me tornam capaz de partilhar de um grupo, ali abraçando o lugar que me cabe; tornam-se, finalmente, bons valores de uma ética de convivência social que constrói personalidades no tempo, ao invés de figuras emblemáticas temporárias, egoístas e orgulhosas demais. Enfim, a humanidade pode ser (e certamente será) bem melhor do que estamos acostumados a ver (e sentir) tanto no cinema, quanto no bairro. E também nas nossas novelas (quanta porcaria!). Tudo isso nos remete a um bom número de provérbios bíblicos de sabedoria e nos recorda alguns mandamentos divinos de respeito e fraternidade, que são, sim, princípios relacionais espirituais pra quem quiser deles receber satisfação, oriundos de uma vida mais bem realizada, gente. Tanto nestes dias, quanto no porvir. Pois até a eternidade se constrói desde agora, com um (pouco) mais de temor, a Deus! Que filme agradável, e bom de assistir. Obrigado, Nancy.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

a ESPIRITUALIDADE no Cinema: Terapia do SEXO

Depois do AA (Alcoólicos Anônimos) e AE (Amor Exigente), ainda aguardamos a chegada do mais necessário grupo de apoio do século 21: o VV - Viciados Virtuais, pra libertar o povo do "face" e whats. Mas, enquanto isso, já temos os 12 passos de ajuda ao sexo do filme "Thanks for Sharing" - TERAPIA do SEXO, 2012, de Stuart Blumberg. Contando com os atores Mark Ruffalo, Tim Robbins e Gwyneth Paltrow em excelentes atuações, este drama - comédia, sensível e bom demais, trata de mostrar as paixões desenfreadas que costumam assassinar a alma humana que já não consegue mais controlar os olhos, e tampouco as mãos. Rodrigo Gomes no blog AdoroCinema, assim definiu a obra: "Sensacional. Um dos filmes mais coerentes sobre esse tema, sem pudor ou sensacionalismos, apenas a realidade do que as pessoas passam. Cenas inteligentes e magnificamente desenvolvidas, com certeza foi realizado um grande trabalho de estudo para desenvolver brilhantemente esse roteiro que retrata um tema delicado sem se tornar vulgar. Apenas vi algo semelhante em “Shame”. Verdade. Vale (muito) a pena assistir o filme. Pois as fragilidades humanas que aparecem a partir das múltiplas experiências sensuais de nossos dias são reveladas em tom cuidadoso e eficaz pelos olhares e suspiros dos corajosos atores. Algo que vai nos ajudar a perceber um pouco mais de nós mesmos - e do perigo que já passamos, ou perto estamos de viver. Pois qualquer necessidade ou oportunidade pode virar só paixão - que sem satisfação, se torna vício e opressão. Ao invés de tratamento, da carência. Atenção. Algo importante demais pra não dizer é o quanto este filme apresenta situações possíveis a quase todo mundo, e quão dolorosas são elas - pois descrevem tanto a fome de amar, quanto a força de destruir que o coração humano carrega consigo. Uma experiência de paixão que muitas vezes consome, é a própria fome de amar - abandonada (de)pois, e que assim deixamos ir, pois cremos que jamais será satisfeita. Como também, a experiência vivenciada que arruína, sim, pois celebrada em grau e números além da conta, sem sequer nos darmos conta; que é o coração que então se foi, poi este ficou lá atrás, quase morreu. Sobrou apenas, o vício e a dependência. Não mais a busca do amor, e nem sequer a esperança da prazerosa convivência. Ficamos só, animais. Difícil, isso. Mas é assim, enfim, que chega pra ficar, o vício do sexo. Cuidado. Já houve tempo em que a espiritualidade acreditou que iria livrar a alma pela liberação da paixão humana. Toda ela. Já houve época em que a espiritualidade decidiu cuidar da alma pela negação do coração, sensual. Todo ele. Já se falou, bastante na filosofia, do equilíbrio, a raiz de todos os acertos. Mas, qual é o equilíbrio da emoção, hein? Penso, enfim, que este filme "Terapia do Sexo" nos faz enxergar, quase, uma caminhada espiritual de tratamento das carências humanas, sim. Pois os doze passos do grupo, praticados (pra valer) em comunidade; conseguem apresentar um pouco da obediência e sensibilidade, da disciplina e solidariedade - tão necessárias que são, pra nos fazer melhor viver os interiores dramas do coração. Daí que revelam tanto a fraqueza individual humana, quanto a carência social de todos nós - que são, então, somente bem tratadas, em conjunto. Até para mostrar que as nossas necessidades do coração, são de gente, principalmente. A caminhada espiritual do homem aprende do grupo de apoio o grande valor da boa interação entre dedicação individual e coleguismo fraternal. E o homem aprende da espiritualidade que, sim, vamos precisar de mais "alguém" pra nos conduzir com sabedoria emocional nesta vida tão cheia de sensações; pois, que maravilha é sentir, e se querer (bem), não é mesmo? A humanidade vai ter que descobrir - e levar em conta, que é muito mais do que um pedaço de carne pensante. Pra, finalmente, quem sabe um dia, viver bem suas sensações. Somos espirituais, sim! Não aguentamos, e nem controlamos, viver da vida tudo que se vê, e que se pode pegar. Você vai ter que orar um Pai Nosso, por isso. Pense nisso! Pra saber um pouco mais do assunto, leia neste mesmo blog, os textos: a Espiritualidade da Sabedoria, Mística (1), e a Espiritualidade no Cinema: À Beira Mar, de Angelina Jolie. E abençoadas emoções pra você.

terça-feira, 16 de maio de 2017

a Sabedoria MÍSTICA do Apóstolo PAULO (Parte 3)

Para concluir os pensamentos acerca de como podemos adquirir uma sabedoria mística pra melhor viver a vida - que é uma sabedoria que recebemos através de um relacionamento espiritual. Chegamos enfim, ao terceiro e último texto desta série. Só relembrando: a Sabedoria é a capacidade de saber o jeito certo e decidir pelo melhor lugar e horário para tratar o tema necessário junto da pessoa mais importante da situação. Agora, preencha este encontro aí de cima com um pouco de bom senso e alguma misericórdia, inclua uma personalidade equilibrada e vá com um interesse genuíno pela pessoa com quem vai se encontrar, e, pronto, é isso mesmo. Assim que você orientar tuas conversações com a pessoa mais importante da questão a partir destes princípios, bem, você já estará vivendo ali com sabedoria, certo? A partir disso, já dá pra perceber que sabedoria é muito mais uma postura ética que nos faz agir de uma determinada maneira diante das pessoas, do que os dados que conseguimos acessar de alguém quando com ele nos encontramos. Pois sabedoria tem mais a ver com relacionamento do que com informações. Agora, pra conseguir aprender isso espiritualmente é preciso participar de um relacionamento místico de formação de caráter, não apenas de um encontro místico informativo de dados, ainda que misterioso. Pois bem, esse tipo de relacionamento místico foi algo que o Apóstolo Paulo praticou bastante na sua caminhada espiritual. Primeiro o Apóstolo Paulo precisava escolher com quem ele iria se relacionar espiritualmente. E Paulo decidiu que seria com a própria pessoa de... Deus. A relação mística dele iria se desenvolver junto do Espírito Santo, de Deus, portanto. O segundo passo foi entender que o mais importante para iniciar esse encontro espiritual com a pessoa de Deus seria ter... fé. Isso mesmo. Não adiantava ser um bom religioso. Explico. Paulo foi um dos melhores praticantes de sua religião por diversos anos da sua vida. Pois havia entendido que ao obedecer o maior número de regras e mandamentos, toda essa dedicação o levaria a ficar diante de Deus. Mas, de repente, um Profeta apareceu na sua vida; que foi Jesus! E disse pra ele algo muito simples. Não havia nada que Paulo pudesse fazer por si mesmo pra chegar até a pessoa de Deus. Porém, se ele tivesse fé, estaria na presença de Deus em um piscar de olhos. Algo parecido com o que Jesus disse ao ladrão na cruz. Só que Paulo iria experimentar isso ainda vivo, de verdade. Mesmo não sendo fácil, Paulo decidiu acreditar. E foi assim que ele começou a experimentar um relacionamento místico com a pessoa de Deus junto da presença do Espírito Santo de Deus. Algo importante pra isso ocorrer foi que Paulo acreditou mais no Profeta Jesus, do que em si mesmo. Após saber que Deus estava junto dele em espírito, Paulo começou a desenvolver este relacionamento místico a fim de conseguir alcançar sabedoria pra vida. A primeira atitude relacional dele foi entregar os próprios olhos pra Deus. Paulo permitiu que o Espírito de Deus indicasse pra onde ele deveria direcionar seu olhar no dia a dia. Pois os olhos são a lâmpada da alma, e se não olharmos pra luz iremos encher nosso interior com a escuridão. Paulo começou a olhar mais para a vida que tinha à sua frente do que para tudo que já tinha acontecido com ele, e buscou viver pelo exemplo do Profeta Jesus. O jeito do profeta viver passou a iluminar a maneira como Paulo deveria existir. O apóstolo deveria seguir Jesus no objetivo de construir um novo caminho e novas atitudes existenciais, agora, mais espirituais. Após começar a olhar pra vida a partir do exemplo existencial de Jesus, Paulo teve que entregar um outro pedaço da sua pessoa no objetivo de ter um relacionamento místico cada vez mais real com Deus. Agora, o apóstolo teria que entregar o coração. Ou seja, era preciso compartilhar as vontades e interesses da sua vida com o Espírito Santo de Deus. Algo bem mais difícil do que entregar o bolso, se é que você me entende. Pois parece que já nascemos agarrados às angústias e ansiedades que vêm junto com os nossos interesses e vontades, certo? E pra escapar um pouco de tanta ansiedade emocional, adquirindo uma personalidade mais equilibrada que nos permita manter uma conversa com alguma serenidade, vai ser necessário aquietar o coração, sim. Algo possível através de um relacionamento espiritual com Deus em que oramos pra Ele os nossos cansaços e depressões existenciais. Enfim, logo após dar os olhos ao Profeta Jesus e o coração ao Espírito Santo, o Apóstolo São Paulo precisava entregar, ainda, a sua própria mente pra Deus Pai. Algo que ele fez lendo os ensinamentos e mandamentos bíblicos a fim de que pudesse pensar mais pela "cabeça" de Deus, do que pela sua própria. Não dá pra ser uma pessoa mais sábia se o conteúdo com o qual analisamos a vida e as pessoas permanece o mesmo, de antes, não é? Pronto, chegamos. A partir daqui já estamos mais sábios pra ir logo encontrar a pessoa com quem precisamos nos relacionar. Nossos olhos estão voltados para a vida que teremos daqui pra frente e o nosso coração está pacificado. Nossos pensamentos são os de Deus Pai e por isso mesmo a presença d´Ele em nós também é muito grande. Algo que o Apóstolo Paulo descreveu como se fora uma sensação de estar dentro da Paz da própria pessoa de Deus. Concluindo, foi após vivenciar esta experiência relacional mística na presença do Espírito de Deus - através dos exemplos de Jesus e dos mandamentos de Deus Pai, que Paulo deu uma de suas mais fortes declarações existenciais: "Tudo posso naquele que me fortalece". Ele descreveu a condição que tinha de continuar sendo a mesma pessoa em situações bem diferentes da vida. O que lhe permitia conversar com as pessoas de uma maneira agradável e verdadeira. Uma bênção e tanto, acredite. Haja sabedoria!

sábado, 6 de maio de 2017

a ESPIRITUALIDADE no Cinema: A CHEGADA

O diretor Denis Villeneuve inicia o filme A CHEGADA sensibilizando a platéia com algumas lembranças maravilhosas da sétima arte: ele recria a cena favorita de Steven Spielberg em Contatos Imediatos do Terceiro Grau, nos faz retornar ao ambiente do planeta Alien o 8 passageiro de Ridley Scott, e ainda nos dá insights de 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Kubrick. Sensacional! Tudo isso pra nos deixar ainda mais inquietos e esperançosos à espera de seu "Blade Runner 2049". Já comprou seu ingresso? O blog AdoroCinema, pra variar, oferece uma análise objetiva e inteligente através do crítico Renato Hermsdorff: "A história se passa nos dias atuais, quando seres alienígenas descem à Terra em naves espalhadas por diversos pontos do planeta... E, para ajudar na comunicação com os ET´s, a Dra Louise Banks (Amy Adams), uma especialista em linguística, é convocada (...). Até o terço final do filme, a relação que Louise estabelece com os aliens soa confusa e carece de sentido - pelo menos, um sentido crível. A partir desse ponto, no entanto... ele começa a ser interligado (...). Apoiado na bela fotografia do experiente Bradford Young, Villeneuve se mostra também um esteta da imagem, alternando com maestria planos e enquadramentos variados, de forma a evocar o trabalho mais recente do cultuado Terrence Malick." É isso mesmo, gente. A CHEGADA é belíssimo no enredo e nas imagens, e sua história apresenta algumas das muitas dificuldades humanas que impedem um bom relacionamento entre as pessoas; tanto entre as que vivem no planeta Terra e também entre nós com seres de outro mundo. O desafio é apresentar os ganhos de uma comunicação entre seres vivos que possa ir além de uma conversa que somente realiza certa troca de informações entre eles. O convite é para superar o comum domínio relacional individualista que determina nossos encontros e desencontros sociais nestes dias de pós-modernidade. Pois o que os humanos mais praticam no filme é um convívio em constante conflito, oriundo de conversas que acontecem no objetivo de logo afirmar cada distinto interesse egoísta das partes. Em contraponto, os contatos primitivos entre a humana Dra Banks e os aliens Abott e Costelo informam pouco, mas estabelecem um relacionamento bem mais verdadeiro. Algo assim como ouvir uma música estrangeira que da letra pouco entendemos, mas que juntos muito partilhamos da melodia e movimento. Foi C S Lewis quem disse que encontrar Deus em espírito é como ser convidado para uma dança, afinal. Enfim, eis alguns pensamentos que o filme vai nos dando e que são mui importantes à Espiritualidade de quase todo mundo, já que relacionamentos espirituais requerem exatamente contatos movidos mais pelo desejo de ali estar, do que das informações e conclusões que dali se podem retirar. Afinal, os ansiosos em definir as questões pra só informar seus pontos de vista na situação, rapidamente transformam encontros relacionais em relações de poder e conquista. E haja afirmações cortantes e declarações finais pra rapidamente definir quem manda na relação. Enquanto a linguista norte-americana compartilha alguns sinais pessoais que revelam pouco a pouco, e cada vez mais algo real da sua personalidade, russos e chineses decidem fazer contato através de jogos - uma dinâmica em que o relacionamento entre os participantes está definido desde o início: é uma competição. Algo parecido com participar de uma reunião em Brasília, em que o tema são os 150 milhões de analfabetos funcionais brasileiros, e ao mesmo tempo em que você pensa "educação", o outro pensa só em marketing político pra ganhar a eleição. É desse jeito, enfim, que a história da comunicação entre humanos e aliens vai chegando ao seu climax - de um confronto sem solução, claro. Mas, a proximidade da briga também faz surgir uma espécie de contato físico que até cria um interesse de compaixão pelo outro. E agora, José: vamos partir para o abraço, ou vamos sair no braço? As dúvidas da visitação alien ao nosso planeta se tornam, então, uma sala de avaliação do nosso constante desafio vivencial da comunicação. Há alguma novidade pra melhor discutir a relação? Ou a competição irá prevalecer, bastante, pra variar? O enredo do filme constrói ideias que seguem na contramão dessas nossas alianças de ocasião, pois valoriza uma atitude relacional que busca construir uma imersão nossa pra dentro da cultura do outro, o alien, a fim de que seja possível uma reprogramação cerebral das percepções humanas, quase sempre egoístas demais. E são os extraterrestres que nos oferecem a boa resposta: somente uma sacrificial doação da personalidade de cada uma das partes irá transformar este confuso contato em um encontro do bem pra todo mundo. Integração é a palavra que explica o bom objetivo de qualquer comunicação. E a Dra Banks isso experimenta tanto ao revelar honestamente seus sentimentos aos aliens, como também quando humildemente reconhece pra onde vai seu coração assim que junto deles partilha algo novo de sua vivência, existencial. A sinceridade diante do outro e de nós mesmos é essencial ao bom aprendizado acerca de como viver os relacionamentos da vida em comunidade, e até na particularidade. Por ora, é isso. Eis algumas das ideias que o filme A CHEGADA nos permite visualizar para melhor vivenciarmos alguns dos encontros humanos que dia a dia partilhamos. Valores importantes pra nossa vida social, desde sempre. Agora, importa perceber como são essenciais para nossa vida espiritual, também. Seja tanto para um auto-conhecimento que começa a levar em conta o espírito que vive dentro de mim, ou ainda, para as relações místicas que irei desenvolver através de minha religiosidade espiritual. Pois o que muito dificulta o bom encontro de nós mesmos com nosso ser interior, e também, impede que aproveitemos a possibilidade de estar junto de Deus, que é exterior. É sim, o nosso constante egoísmo existencial. Algo que nos faz conviver, sempre, em habitual competição. Atitude que impede a vivência de qualquer boa comunicação relacional, especialmente, a espiritual. Foi o Apóstolo Tiago que definiu a imaturidade de nossas conversas, humanoides ou diante de Deus, expondo o propósito peculiar que temos de somente falar pra definir posições, sempre cheios de desejos e paixões. Quase sempre, particulares e interesseiras demais, pra ser verdade. E como são. Fala Tiago: "De onde vêm as guerras e conflitos que assolam o mundo? Vocês acham que acontecem sem razão? Raciocinem. As guerras acontecem porque vocês exigem: "é do meu jeito, ou nada feito". E para terem o que querem lutam com unhas e dentes (...) Sei que vocês nem têm coragem de pedir a Deus. É claro que não! Vocês sabem que estariam pedindo o que não devem. Vocês são crianças mimadas, cada um querendo as coisas do seu jeito... Se tudo que querem é benefício próprio e enganar os outros, acabarão inimigos de Deus." É isso. Egocentrismo demais transforma qualquer encontro diário em um confronto de informações que nos fazem passar longe de sequer, iniciar a boa prática das mais primitivas formas de comunicação. E sem comunhão, não há convívio e satisfação, gente. Nem entre uns e outros, e nem junto do nosso próprio eu interior. Imagine, então, com Deus, o Pai dos espíritos. Cuide-se!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Parte 2, a ESPIRITUALIDADE da Sabedoria, MÍSTICA

Este é o segundo texto acerca da ESPIRITUALIDADE da Sabedoria Mística. Mas, antes de começar, vamos ler um breve resumo do texto inicial. Dizem que Sabedoria é a capacidade de saber o jeito certo e decidir pelo melhor lugar e horário para tratar o tema necessário junto da pessoa mais importante. Daí a questão: será que é possível alcançar essa sabedoria pra vida por meio de uma experiência espiritual, e mística? Ora, um relacionamento místico inicia pelo encontro de dois espíritos que habitam dimensões distintas deste nosso mundo. Por exemplo, o filme A Cabana desenvolve um contato espiritual entre a Pessoa de Deus Pai e o protagonista do filme, Mack. Agora, pense: e se este encontro fosse tão somente espiritual? O Apóstolo São Tiago ensinou o que devemos fazer pra experimentar esse tipo de contato espiritual místico de Sabedoria. Olha o que ele disse: "Se vocês não souberem lidar com a situação por falta de sabedoria, orem ao (Deus) Pai. É com muita alegria que ele os ajudará! Vocês serão atendidos, e não serão ignorados quando pedirem ajuda." Ou seja, é só você iniciar a sua Oração do Pai Nosso e já pode incluir esse pedido, dizendo: "Eu preciso de Sabedoria para tal situação e diante de tal pessoa...". Pronto. É isso! Pois foi Jesus quem disse que Deus Pai enviaria seu Espírito Santo pra quem isto lhe pedisse. Agora, vamos pra segunda parte: a missão. Então, já que você vai experimentar uma relação espiritual mística com Deus Pai, acreditando tanto na orientação do Apóstolo São Tiago, como nas promessas do Profeta Jesus de Nazaré, é importante saber o que mais eles tem a dizer acerca deste relacionamento de sabedoria. Isto é algo importante até pra manter a coerência e bom andamento da sua convivência espiritual de sabedoria junto com Deus. Pois se Tiago e Jesus iniciaram esta conversa, deixa eles continuarem, certo? Só porque é espiritual não quer dizer que precisa ser também, uma anarquia mental. O espírito também pensa, e bastante. Deixa São Tiago trabalhar, digo, falar: "A verdadeira sabedoria que vem de Deus começa com uma vida digna e é vista no relacionamento com o próximo. É cheia de gentileza, bom senso, misericórdia e é pra lá de abençoada. Não muda com o tempo instável e não tem duas caras. Essa sabedoria se confirma na vida comunitária. Você poderá ter uma comunidade saudável... somente se trabalhar duro para fortalecer os relacionamentos, tratando todos com dignidade e honra." Tá entendendo? Dizem que Sabedoria é a capacidade de saber o jeito certo e decidir pelo melhor lugar e horário para tratar o tema necessário junto da pessoa mais importante. Agora, preencha este encontro aí de cima com bom senso e misericórdia, uma personalidade estável e interesse genuíno pelo grupo de que somos parte, seja a família ou qualquer outro grupo da sociedade; todo mundo, né. Pronto. Se você aceitar estes princípios como valores das tuas conversas com a pessoa mais importante da situação, bem, você já estará vivendo ali com Sabedoria, certo? Então, sempre que você fizer a sua Oração do "Pai Nosso que está nos céus....". E assim que você pedir: "eu preciso de sabedoria!". Esse relacionamento místico que você vai praticar com o Espírito Santo de Deus Pai vai levar em conta os princípios que você leu do Apóstolo Tiago sobre a Sabedoria de Deus. Pois tá tudo conectado. O teu espírito vai utilizar o que está na sua mente e o Espírito de Deus vai mover isto na sua personalidade a partir do contato (espiritual) que vocês vão desenvolver e praticar. Você logo será uma pessoa mais sábia. De verdade. Vai agir com mais dignidade em seus relacionamentos com o próximo. Será alguém mais estável e terá bom senso. É desse jeito que você vai trabalhar duro pra fortalecer os relacionamentos do seu grupo, sempre junto da pessoa mais importante da situação. A tua pessoa irá ganhar estes valores de sabedoria e você vai começar a pensar e a sentir diferente do que fazia antes, acredite. Tenha fé! E cuide bem disso, pois São Tiago já alertou: "Tenham toda coragem ao pedir e acreditem de verdade, sem pensar duas vezes. Os que duvidam quando oram são como as ondas do mar, levadas pelo vento." Enfim, acho que já deu pra perceber que Sabedoria é muito mais do que informações que conseguimos acessar, mas sim, trata-se de uma postura ética que nos fará agir de uma determinada maneira diante das pessoas. Pra aprender isso espiritualmente é preciso participar de um relacionamento espiritual de formação, não apenas de um contato místico informativo. Algo sobre o qual iremos pensar melhor na semana que vêm, observando algumas atitudes das experiências místicas do Apóstolo São Paulo. Boa semana!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

a ESPIRITUALIDADE da Sabedoria, MÍSTICA (1)

Dizem que Sabedoria é a capacidade de saber o jeito certo e decidir pelo melhor lugar e horário para tratar o tema necessário junto da pessoa mais importante da situação. Daí a questão: será que é possível alcançar essa sabedoria pra vida por meio de uma experiência espiritual mística? Veja que não se trata de uma experiência apenas espiritual ocorrendo em nosso interior, algo somente individual. Não é isso. Trata-se de uma vivência espiritual, sim, mas que vai acontecer por meio de um relacionamento místico. Ora, relacionamento místico é um encontro entre dois espíritos que habitam dimensões diferentes do mundo. E o resultado final deste contato "místico" deve ser que iremos sair dele mais sábios, do que antes. É isso. Lembrando que não vale a ideia de que os dois espíritos que vão se encontrar sejam ambos, de seres humanos "vivos". Até porque esse tipo de relacionamento físico-espiritual já temos todos os dias. Ou seja, um relacionamento espiritual místico só vai acontecer quando um ser humano vivo por aqui se encontrar com um espírito que já não vive mais por aqui, ou nunca viveu, no planeta Terra. Há um bom número de religiões e filosofias espirituais que convocam seus seguidores para praticarem um relacionamento assim, espiritual místico. Algumas religiões orientais indicam um contato místico entre nós e algum parente já falecido, para que nos seja possível obter algum tipo de conhecimento. Algumas filosofias espirituais orientam a invocação de espíritos já mortos, conhecidos da gente ou não, pra buscarmos certas informações. Uma diferença importante pra destacar agora é que tanto as religiões orientais como algumas filosofias espirituais ensinam que assim que este encontro espiritual e místico acontecer conosco, também iremos receber uma informação ou conselho, e pronto. A partir daí vamos viver a vida por nós mesmos, tentando aproveitar a orientação recebida da melhor forma possível. Mas não é bem sobre esse tipo de Espiritualidade da Sabedoria Mística que eu desejo pensar hoje, não. Pois eu pretendo ir um pouco mais além nesta reflexão espiritual, sim. Estou falando de um encontro espiritual e místico que deve durar por algum tempo. O relacionamento precisa ocorrer por alguns dias e assim vamos permanecer em contato com o outro Espírito conforme a nossa necessidade. O objetivo de se manter na experiência mística por mais tempo é para que esse encontro tenha condições de produzir a sabedoria que precisamos. Pois não é sempre que somente uma informação ou bom princípio será suficiente pra nos ajudar a definir o melhor momento e o jeito certo de tratar uma determinada questão, certo? Há situações da vida em que precisamos de algo mais do que apenas informações e provérbios, mandamentos ou conhecimentos misteriosos pra que a gente consiga vivê-las com Sabedoria. Afinal, como já se disse por aqui: Sabedoria é a capacidade de saber o jeito certo e decidir pelo melhor lugar e horário para tratar o tema necessário junto da pessoa mais importante da situação. Daí a questão: será que é possível alcançar essa sabedoria pra vida por meio de uma experiência espiritual mística? Bem, a primeira orientação pra participar desse relacionamento espiritual é de que precisamos comparecer nele com o nosso espírito, integralmente. Pois é preciso ser sincero e também introspectivo na hora de desenvolver esse contato místico. E o outro Ser, a pessoa somente espiritual com quem vamos nos encontrar; bem, ele precisa participar com a sua presença. E também com Sabedoria! Penso que é por aí que esse relacionamento espiritual e místico, vai ser, pra valer, um relacionamento que vai nos trazer alguma Sabedoria pra vida. Então, tá quase tudo pronto, certo? Pra desenvolver um relacionamento espiritual de Sabedoria mística precisamos achar um Ser espiritual que deseje participar da nossa vida. Alguém que deve ser Sábio, e também, que precisa estar a fim de compartilhar sua Sabedoria conosco, mortais finitos. E não se pode esquecer: este relacionamento tem que se manter por alguns dias e até semanas. Não pode ser algo de um momento só, não. Caso contrário, será mais informação. E menos Sabedoria. Se você assistiu o filme A Cabana, vai ficar mais fácil imaginar um tipo de contato espiritual desse tipo. Isso porque o relacionamento que a história desenvolve é exatamente o encontro de um ser humano junto da Pessoa de Deus - o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que tornam-se figuras humanas lá na filme. Então, agora, pense: e se este encontro fosse "somente" espiritual? E se a Pessoa de Deus Pai viesse nos encontrar somente por meio do seu Espírito, sem um corpo físico junto? Você consegue imaginar isso? Então, é disso que estou falando. Um relacionamento espiritual místico vai acontecer mais ou menos desse jeito. Tá entendendo? O Apóstolo São Tiago ensinou o que devemos fazer pra experimentar esse tipo de contato espiritual místico de Sabedoria. Olha o que ele disse: "Se vocês não souberem lidar com a situação por falta de sabedoria, orem ao (Deus) Pai. É com muita alegria que ele os ajudará! Vocês serão atendidos, e não serão ignorados quando pedirem ajuda." Ou seja, é só você iniciar a Oração do Pai Nosso, que diz: "Pai Nosso que está nos céus...". E logo depois, ao dizer: "Venha o teu reino e seja feita a tua vontade - você já pode incluir um outro pedido ali mesmo na oração, dizendo: "Eu preciso de Sabedoria para tal situação e diante de tal pessoa...". Pronto! É isso. Pois Jesus mesmo garantiu que qualquer ser humano que chamasse por Deus Pai pedindo a presença do Espírito Santo sobre si - receberia a visita desse Espírito, sim. Ao fazer esta prece por alguns dias e semanas, penso que você irá desenvolver um relacionamento espiritual e místico mais constante, algo que vai lhe trazer Sabedoria durante algum tempo. Não serão só algumas informações e conselhos. Mas, enfim, semana que vêm, continuamos. Enquanto isso, espero que você tenha uma boa experiência espiritual, e mística de Sabedoria.