quarta-feira, 11 de abril de 2018

a Espiritualidade da CONSCIÊNCIA dos Homens, no Cinema: 1945, de Ferenc Torok

Aula de cinema! Se assistir à trilogia "O Poderoso Chefão" (1972/USA) equivale a um curso essencial de cinema, admirar "1945" (Hungria, 2017) vale uma disciplina de mestrado nos mistérios da sétima arte. Uma comparação necessária pois importa muito enaltecer a riqueza técnica e dramática do tocante filme do diretor húngaro Ferenc Torok, cujo enredo trata do retorno de dois judeus a uma aldeia húngara em 1945 - comunidade que denunciou dezenas deles aos nazistas ainda no ano de 1944. Aproveito pra compartilhar uma crítica relevante de Isabela Boscov (Revista Veja, abril): "No excepcional 1945, um diretor húngaro parafraseia o faroeste "Matar ou Morrer" numa história de culpa nacional - e negação - diante do Holocausto (...) No preto e branco de alto contraste e nas composições de estupenda linguagem pictórica - assim como no tom mordaz -, percebe-se que o diretor Ferenc Torok admira "A Fita Branca" (2009), do alemão Michale Haneke. Como em ambos esses filmes, está em jogo aqui uma falha fundamental na cultura que leva a ética a se degradar em auto-preservação, em covardia e por fim em indiferença." É isso. A perspectiva transcendental do filme 1945 é a da Espiritualidade da Consciência dos homens - percepção permanente da alma humana que acompanha nossa espécie onde quer que estejamos. A consciência é um discernimento moral gravado em nosso ser mais íntimo, que toma forma em nossa personalidade através de um duplo temor: a percepção da existência de um Ser Supremo sobre nós - intuição humana acerca da divindade que o teólogo protestante João Calvino chamou de "sensus divinitatis". E num segundo momento, dramático e pessoal, gerando uma ansiosa sensação de culpa pela percepção de que a base de nossa dificuldade existencial origina tambem de nós mesmos, afinal. E ambas as experiências são um conhecimento e uma sensibilidade importantes demais pra curar (ocultar) debaixo de terapias somente humanas, acredite. E só pra melhorar, eis que esta essencial reflexão espiritual acerca da culpa chega até nós através de uma riquíssima linguagem de cinema, posto que baseada tanto no mestre Fred Zinnemann (A Um Passo da Eternidade, 1953) - um contador de histórias com viés documental que as dramatiza através de personagens impactantes; apoiada ainda, no neorrealismo italiano de Visconti (1940), que contempla e extrai das cenas do cotidiano a urgência das relações humanas mais febris. A partir deste entendimento, observamos "1945" fortalecer seus dramas humanos por meio do contraste das personalidades dos personagens, em relações que trazem tensão constante à história somente a partir de suas presenças naturais em cena. Eis o modo como a singular atitude dos judeus ortodoxos retornando à Hungria quando a II guerra sequer findou no Japão, acaba por carregar consigo a personalidade ética espiritual de uma "luz" que ilumina a escuridão dos homens. Pois sua digna presença em meio aos cidadãos da aldeia, rapidamente revela as mais ocultas realidades de uma comunidade, ainda e sempre, vivendo na mais profunda escuridão, da condenação. Eis o momento em que a fragilidade existencial chamada culpa pessoal assume a condução dos sentimentos enquanto esclarece as reais sensações daqueles que até ali, pareciam manter-se curados de si mesmos. Só que não. Pois o que transparece de forma inegável na comunidade é a culpa real da consciência, assim que a ética dos judeus lhes confronta quando junto deles caminham plenos de uma devoção religiosa sincera e de uma dignidade amparada na integridade de seus interesses. Pronto, eis o que é capaz de realizar em nosso meio a singela presença de pessoas decentes que foram condenadas pela vaidade de nossas paixões. Enquanto a culpa espiritual da consciência é tratada religiosamente pela confissão que reconhece o pecado, igualmente o seu saudável tratamento humanista social também nos convoca à uma humilde percepção do erro. Daí a tolice daqueles que afirmam jamais se arrepender, pois irão tão somente manter sobre si o peso da consciência, em uma ansiedade permanente, e desnecessária. Pois a verdadeira sabedoria se revela pelas atitudes que nos faz praticar, e no caso de estarmos em falta, impossível a superação da situação sem a sensível aceitação de que ali falhamos, por que não? Mas a apreciação deste belo drama e sua necessária reflexão acerca de nossa consciência espiritual são benesses que somente iremos apreciar caso nos deixemos conduzir pelo diretor da história filme adentro. Eis o desafio: todo aquele que se mantiver atento durante os 15 minutos iniciais da lenta apresentação do cotidiano da aldeia, logo irá participar de uma torrente de experiências sensíveis dos cidadãos que nos farão partilhar gravemente as particularidades essenciais de suas consciências, da alma. Bom filme!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

a ESPIRITUALIDADE no Cinema: JOGADOR Nº 1, de Steven Spielberg

O cineasta contemporâneo que melhor associa a excelência técnica cinematográfica a enredos de aventura sensacionais vivenciados pelos seres humanos mais comuns está de volta! O prodigioso diretor Steven Spielberg de "Guerra dos Mundos" e "Minority Report", incluindo "A.I. Inteligência Artificial"- se esquecermos o final "extra", já está disponível num cinema perto de você. O filme "Jogador Nº 1" (Ready Player One, USA, 2018) apresenta a mais prazerosa ficção científica da década através de um roteiro que retrata exatamente... o escapismo que o mundo virtual oferece a quase todos que andam cansados de seu cotidiano de sempre. Segundo Isabela Boscov (Revista Veja, 28/03):"O filme de Steven Spielberg é ao mesmo tempo uma brincadeira ininterrupta e uma especulação distópica sobre um futuro cada vez mais presente - aquele em que a experiência virtual se sobrepõe à vida real com tanta intensidade que chega a substitui-la." Eis, portanto, nossa primeira reflexão a partir do filme nestes tempos em que as relações virtuais já assumiram (quase) o primeiro lugar de interesse na vida de muita gente, certo? Enfim, será que nossa crescente "vida" virtual irá mesmo substituir as realidades do cotidiano que o espaço/tempo real diariamente nos impõe em seus termos? Segundo a Espiritualidade Judaico-Cristã, bem, quase mais ou menos que, sim! O negócio é que o ser humano é uma pessoa sempre integral, um ser físico-emocional-mental-espiritual pra lá de unificado em si mesmo. De tal forma que algo vivenciado por um só aspecto da nossa personalidade, como, por exemplo, "olhar" um jogo de Copa do mundo a quilômetros de distância; well, significa também que experimentamos ali diversas sensações em nosso ser total, coração e mente incluídos. Pois não será uma experiência apenas visual pra nós, sabe? Será algo completo que vai mexer com todo o nosso ser, de verdade. Eis o modo como as experiências constantes de uma vida "só" virtual tornam-se absolutamente integrais para nós, acabando por tocar todo o nosso ser. Ou seja, ainda que certas vivências movam nossos sentidos mentais anos luz à frente do corpo físico largado lá no sofá (cama), bem, isso não impede de experimentarmos pra valer cada uma destas experiências que nos serão gravemente existenciais. Tá entendendo? É bom mesmo. Pois antes de simplificar ainda vai complicar. Conforme as palavras do próprio diretor, em reportagem da revista Rolling Stone (03/2018, Stella Rodrigues): "O que me cativou foi a história de dois mundos", argumenta Spielberg para justificar por que, no fim das contas, não poderia abrir mão do projeto. "O fato de você criar "outro você" e viver na pele de uma espécie completamente diferente, ou gênero, ou personagem. Dá para viver 20 horas por dia, durante os sete dias da semana, em outra vida, em um universo paralelo de nossa própria criação... Você quase se sente mais confortável no outro mundo, e até se decepciona um pouco quando volta para o seu lugar. E, no mais, eu acho que essa é uma enorme história de aventura, mas também um alerta sobre quanto tempo nós realmente devemos passar longe daqueles que amamos e de nossas responsabilidades." Ops, agora está ficando sério, não é mesmo? É isso! Uma espiritualidade saudável reconhece que atividades que nos permitem experimentar somente um ou dois de nossos sentidos, como quando só utilizamos a visão e alguma (breve) reflexão enquanto "existimos" no facebook; então, eis algo que irá prejudicar bastante o amadurecimento da nossa personalidade em outras áreas sensíveis à humanidade. Afinal, a vida humana acontece sempre biologicamente, gente, sem esquecer que as interações físicas e locais junto dos interesses da alma também edificam nossa personalidade pra lá e pra cá, continuamente. A questão é que existir pessoalmente é uma necessidade humana que requer uma vivência aqui, lá e em todo lugar. Um primeiro engano oriundo dos exageros relacionais virtuais surge da facilidade em criarmos uma personalidade interesseira e desinibida demais quando estamos protegidos pela distância local e pessoal dos relacionamentos que praticamos. Daí para a falsidade ou até o fanatismo é um (pequeno) pulo. Outro grave engano foi aquele que nosso criativo diretor previu na entrevista. E o que ele disse é tão importante que até vale um repeteco: "E, no mais, eu acho que essa é uma enorme história de aventura, mas também um alerta sobre quanto tempo nós realmente devemos passar longe daqueles que amamos e de nossas responsabilidades." (Spielberg). Parece que o mesmo mundo virtual que nos permite experimentar um cada vez maior número de relações dando-nos a chance de fazer parte de grupos humanos diversos, também agrava a quantidade de sensações limitadas que irão manter nossa personalidade imatura desde sempre. O que ocorre é que a vida relacional humana objetivamente física da qual somos parte - enquanto filhos e irmãos de alguém, maridos e esposas uns dos outros, cidadãos da vizinhança e profissionais do mundo além, bem, podem ir por água abaixo mais rápido que a sujeira pelo ralo, amigo. Pois a maior conquista da vida virtual vêm se tornando também nossa maior derrota. A facilidade de vivencia-la a todo instante e em qualquer lugar, gera uma dependência clínica que parecia ter apenas um custo até aqui: o valor pago da internet. Só que não! Acontece que tanto as liberdades instantâneas como a aparente inconsequência das vivências só "virtuais" irão investir nossa personalidade de um egocentrismo solitário que tornarão tudo e a todos, inclusive nós próprios, em pessoas de segundo escalão deste nosso dia a dia cidadão. Enquanto somos tragados por algumas das breves alegrias e esparsos brilhos das relações virtuais que mais engolem nossa alma do que nos dão satisfação, eis a questão: como superar esta vida interior do exterior que tão fortemente nos controla e seduz, cada vez mais? Ora, eis que a Espiritualidade judaico-cristã celebra exatamente nestes meses de abril e maio as experiências de fé que informam como os seres humanos podem ultrapassar os limites desta grave exposição oriunda de uma existência virtual, cada vez mais total. Pois se a Páscoa cristã é o fato histórico em que seres humanos limitados tem seus pecados perdoados a fim de que consigam viver seu frágil cotidiano junto da forte Personalidade de Deus Pai; eis que o Pentecostes é a chegada ao planeta Terra do próprio Espírito Santo de Deus pra viver junto destes mesmos homens - numa relação que vai iniciar lá na alma deles próprios. Ou seja, Deus irá tratar nossos enganos e falsetas, perturbações e distorções gerados através das relações virtuais a partir de um tratamento existencial que inicia direto em nosso espírito. Única maneira de suportar e regrar um mundo exterior que tão fortemente conduz nossa pessoa total pra que sejamos o que não queremos, impedindo ainda de nos tornar quem poderíamos ser. Eita! Uma experiência absolutamente espiritual entre a sua alma humana e o Espírito do próprio Deus que vai iniciar assim que você fizer o primeiro pedido da maior das orações: "Pai nosso (...) que venha o teu reino e seja feita a tua vontade!"... neste meu coração angustiado e quase controlado por uma vida (virtual) que não mais consigo equilibrar, na real. Bom filme!

sábado, 31 de março de 2018

A PÁSCOA Cristã e a Oração do PAI NOSSO

A oração do Pai Nosso é uma conversa mística disponibilizada aos seres humanos a partir da Páscoa de Jesus que oferece à humanidade um encontro direto com a própria Pessoa de Deus Pai. Trata-se de um encontro com Deus que ocorre diretamente dentro do nosso próprio espírito, o que configura um contato místico entre nós e a pessoa de Deus. Pois um relacionamento "místico" é exatamente uma experiência pessoal relacional entre espíritos vivos; no caso, entre o seu e o Espírito de Deus. Eis a razão que torna esse relacionamento em algo diferente de outros encontros e experiências também "espirituais" da vida humana. Pois como Deus vai "mover" esta oração a partir de bênçãos espirituais enviadas direto ao nosso espírito, então, será de lá mesmo - de nosso interior mais íntimo, que todas as sensações deste encontro irão chegar até o nosso corpo, mente e emoções. Alcançando mais tarde toda a nossa vida individual e social. Pois na Oração do Pai Nosso a essência das experiências que iremos desenvolver junto com a Pessoa de Deus acontece primeiro e diretamente em nosso espírito. Não inicia por nossos olhos ou através de um contato físico, como em outras situações da nossa vida. Eis algo importante pra perceber, pois se trata de uma experiência espiritual diferente das que estamos acostumados a vivenciar. O que não significa que devamos ter dúvidas dela, ao contrário, pois há plenas garantias de que será um encontro abençoador para nós. Trata-se de uma relação pessoal físico-espiritual junto de Deus somente possível a partir da Páscoa, pois enquanto nossa humanidade errônea fica separada de Deus devido aos pecados - eis que a Paixão (sofrimento) de Cristo retira os pecados da gente. Pronto! Eis um relacionamento quebrado que está sendo refeito pelas obras cristãs da Páscoa. Uma outra característica interessante deste encontro místico entre você e Deus que vai iniciar no seu espírito pela oração do Pai Nosso é que Jesus será o conselheiro mor deste relacionamento. Ou seja, trata-se de uma pessoa bastante confiável pra mover algo tão íntimo e forte na sua vida. Isto significa que os pedidos que você vai fazer pra Deus através desta vivência espiritual serão mais seguros - para você mesmo, pois irão depender mais da Pessoa de Deus do que necessariamente de você, ou de qualquer outra pessoa envolvida na situação. Algo que vai ajudar muito, acredite, pois às vezes não sabemos o que pedir, seja por dúvida ou confusão ou até por estarmos vivenciando um momento difícil na vida. Mas, na Oração do Pai Nosso esta é uma dificuldade que logo se resolve. Pois o primeiro pedido nosso pra Deus é exatamente para que "Venha o Reino (dEle)" sobre nós; então, tudo fica mais fácil e verdadeiro a partir desta petição simples, mas bastante ampla e também segura. Pois Deus Pai tem sabedoria para agir da melhor maneira em tudo que existe e acontece, e assim Ele não fica limitado ao nosso pouco conhecimento das coisas ou ao nosso sentimento inconstante do dia a dia. Deus vai agir direto na veia espiritual e pessoal de cada um de nós administrando um governo e valores d´Ele mesmo sobre nós e tudo que nos cerca. Daí a importância de você desenvolver a espiritualidade através deste encontro místico entre a sua pessoa e a Pessoa de Deus, Pai; que é algo que acontece assim que você pratica a Oração do Pai Nosso. Bem, e já terminando por hoje, lembre que o grande valor deste encontro espiritual junto da Pessoa de Deus através da oração do "Pai Nosso" é que todos os seus pedidos serão benditos, pois serão orientados tanto por Jesus como também, pelos princípios do Governo de Deus. Quê são os valores desenvolvidos em cada uma das petições da oração, como: o reino e a vontade de Deus vindo até nós, bênçãos para nosso trabalho e saúde e a nossa subsistência, o perdão para nós e ao próximo, e o livramento do Mal e de nossos desejos ruins. E por aí vai! Ou seja, praticar o relacionamento espiritual da Oração do Pai Nosso irá transformar a vida a partir de sua pessoa mais íntima e sincera, que é seu próprio espírito. Eis o movimento espiritual místico através do qual a Páscoa Cristã traz vida nova pra você!

terça-feira, 27 de março de 2018

a Espiritualidade da PÁSCOA no Cinema: O Resgate do Soldado Ryan

O talentoso cineasta Steven Spielberg levou o OSCAR de direção em 1999 com este drama militar em que um grupo de soldados liderados pelo capitão Miller (Tom Hanks) assume uma só missão durante a retomada da Europa das mãos dos nazistas: eles devem resgatar o último sobrevivente (Matt Damon) de quatro soldados da família Ryan, pois três dos irmãos já morreram nas batalhas da II guerra. Eis o argumento do clássico filme de guerra "O Resgate do Soldado Ryan", USA/1988, que dramatizou a mais midiática batalha de guerra do cinema ao apresentar o desembarque dos aliados na Normandia em 1944 como um épico realista inigualável. E já que falamos de Espiritualidade por aqui, eis que a palavra "Resgate" traz consigo a ideia de uma ação ou atividade que é impossível de ser realizada pelo resgatado - ou seja, alguém terá que praticar esta boa ação por ele. Trata-se de uma conquista que depende totalmente daqueles que irão protagonizar o resgate, restando ao condenado somente aguardar a chegada de seus salvadores. E a ocorrência de um "resgate" espiritual é exatamente a experiência principal da Páscoa dos Cristãos, pois nesta a morte do cordeiro sacrificado é que irá resgatar milhões de seres humanos de seu traçado destino de morte. Trata-se de um resgate realizado por um ato de "substituição", afinal, de tal forma que assim que os cordeiros morrem, os homens antes condenados à perecer são consequentemente resgatados e livres de experimentar tal condenação existencial. Um projeto de resgate sacrificial que o Capitão Miller igualmente protagoniza como o amadurecido líder da missão urgente que assume ao liderar um pelotão de soldados em meio à Europa incendiada pela batalha mor da II guerra mundial. Uma atuação que lhe valia outro Oscar! E o ator Tom Hanks preenche sua personalidade com algumas posturas éticas que o aproximam daquelas que edificam as melhores ações espirituais entre os homens. Pois o sacrifício ao qual se dispõe é abraçado por ele integralmente assim que se dedica ao mesmo de corpo e alma. Dá até pra dizer que o (bom) capitão é um voluntário para o que der e vier, apresentando uma personalidade militar sacerdotal interessante, até pela maneira com que finaliza sua missão junto do soldado Ryan, ao desafia-lo à uma vida digna. Valores éticos de uma liderança existencial que observamos grandemente na própria Pessoa essencial da Páscoa Cristã - sim, Jesus de Nazaré também entregou-se às torturas e morte da Sexta-feira da Paixão em atitude consciente e voluntária: "Ninguém tira a minha vida de mim, eu a dou livremente", esclareceu ele na biografia autorizada do Apóstolo João. As razões de Jesus Cristo ter assumido tal sacrifício mortal-espiritual a fim de que os homens de fé não continuassem mortos na eternidade, origina das perspectivas transcendentais de sua experiência de vida terrena enquanto o homem celestial que vêm libertar a humanidade por aqui. Pois o que Jesus veio resgatar essencialmente não foi a natureza e criação ou o governo dominante desta época, mas sim, as próprias almas dos homens. Daí que pra realizar este peculiar resgate era necessário livrar a espécie humana de sua permanente experiência natural de morte, além desta vida. Jesus, então, teve que morrer exatamente pra "matar" a força da morte em si mesmo enquanto um ser humano, livrando assim a humanidade de continuar padecendo sob esta miséria, continuamente. E do mesmo modo com que o Capitão Miller desafia o jovem Ryan a abraçar ferozmente a experiência de uma vida virtuosa a partir dali - oportunidade existencial que lhe foi possível somente a partir do sacrifício de quase todo um pelotão; igualmente Jesus convoca os Cristãos no Domingo de Páscoa para que conheçam (desde já) as vivências excepcionais da Ressurreição da maneira de viver dos homens. Assim como a frase do capitão Miller é simples e direta para Ryan: "Faça valer a pena!"; da mesma forma Jesus convoca seus fiéis a "celebrarem a sua salvação da morte", vivendo desde agora como sal e luz entre os homens, fazendo brilhar uma experiência de vida humana gerada a partir da própria Personalidade de Deus. Eis aquele momento na história em que o resgate por sacrifício chamado Páscoa torce o destino da humanidade assumindo a morte sobre si para que milhares e milhões descubram uma vida, nova. Bom filme e Feliz Páscoa!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

a Espiritualidade da JUSTIÇA dos Homens!

Pra pensar algo especial acerca da Espiritualidade humana é preciso valorizar as sensações da alma de quase todo mundo, sem esquecer das profecias que comunicam mandamentos pra gente viver melhor por aqui, no planeta Terra. Então, mãos à obra pra meditar na Espiritualidade da Justiça dos Homens, pois com o "Brasil" matando em dias comuns quase tanto quanto a Síria em guerra, sendo principalmente (quase 80%) de jovens das periferias das cidades; enfim, tá na hora mesmo de pensar uma Justiça que tenha mais a ver conosco como espécie humana do que somente com as ideologias de poucos. Justiça tem a ver com colocar a casa em ordem, pois é desse jeito que falamos dela dia a dia ao dizer coisas como "seja justo, hein", ou então, "vamos fazer justiça nisto aí, certo?". Ou seja, justiça tem tudo a ver com alguma situação ou sentimento que não está dando certo na vida da gente, pois a necessidade de consertar o que está acontecendo é que nos faz buscar pôr Justiça, afinal. E entender justiça como este princípio que vai trazer ordem para a vida que eu e você partilhamos juntos na sociedade é uma compreensão até fácil, afinal; mas, não dá pra esquecer que até a "ordem" que algumas religiões desejam colocar em nossa vida interior também é descrita como fazer justiça, também. A Espiritualidade Judaico-Cristã entende que somente Deus é Justo, sendo Ele uma pessoa espiritual que tem uma personalidade totalmente ordeira e completa, sempre íntegro e puro em tudo que faz e pensa. Daí que alguns valores divinos de Justiça pra vivermos em sociedade traz pra nossa história princípios de ordem exterior e pureza interior que tem o objetivo de tornar a existência humana mais completa e sincera pra nossa espécie. Tá entendendo? Eis um olhar religioso acerca de como a Espiritualidade percebe a Justiça da Humanidade, então: trata-se de um valor que utiliza mandamentos pra organizar a maneira dos homens viverem a fim de que tudo seja mais saudável neste mundo conforme o jeito que Deus preparou a gente pra existir, desde sempre. Eis uma perspectiva e tanto para a Espiritualidade da Justiça da Humanidade, não é mesmo? Esta Espiritualidade da Justiça aproxima o Espírito dos homens e a Pessoa Espiritual de Deus para que os 10 Mandamentos de Moisés e as Leis do Sermão do Monte de Jesus realizem uma Justiça que transcende a simples aceitação de valores "dos céus" pelos homens ou a simplória organização de nossa vida comunitária por leis "espirituais" - mas, bem mais do que isto, deseja mesmo é dar aos seres humanos uma existência satisfatória a partir da autonomia que uma obediência prática das leis supre, e não o seu contrário que é a desobediência anárquica. Fala sério? E quando esta raiz espiritual da Justiça desce do céu ou surge de nosso interior pra ocupar seu lugar na sociedade é que visualizamos aquela "Justiça" que a muitos interessa, mas também preocupa: a própria Justiça do Poder Judiciário dos Homens. Eis a razão pela qual os anseios de justiça do Espírito humano e do Ser superior apresentam uma integração de leis morais e judiciais que procuram sempre unificar nossa vida interior junto da exterior, como igualmente aproximar qualquer vida individual da comunitária e social. Esta Justiça que procura organizar quem somos e como vivemos juntos acaba criando ministros da justiça diversos na história da vida da gente, sejam eles os Sacerdotes nas religiões, os Pais nos lares até chegar aos Magistrados Juízes do Estado organizado. É uma espécie de corrente pra frente que atrás vêm a ordem, sô. Cada um na sua área e região vai ter o compromisso de trazer ordem digna pra que as pessoas experimentem mais vida em cada um de seus muitos relacionamentos. Pois nos tornamos co-dependentes responsáveis pra fazer funcionar essa vida comunitária necessária em que todos existimos, desde lá de casa até a praça central da cidade em que ora, residimos. Esta espécie de Justiça delegada de cima pra baixo orienta que não pratiquemos atos de vingança aqui e acolá, mas sim, que haja uma ordem geral que administra ministrando a justiça eficaz em cada ocasião e lugar, seja nas ruas ou em nosso lar. Daí a necessidade de existirem pais e também juízes do Poder Judiciário, por aí, só pra ensinar a convivência pela disciplina da penalidade, uai. Uma experiência peculiar de aprendizado da justiça espiritual judaica reconhecia os Doze anos de idade do adolescente como o momento dele se perceber como uma pessoa consciente, pois nesta época o rapaz se tornava "filho do mandamento". Era então reconhecido como membro adulto, capaz de um aprendizado moral da justiça da sociedade através de conversações com os anciãos em que as perguntas e respostas junto deles iriam lhe trazer o amadurecimento necessário para que se tornasse um igual na comunidade. Um projeto educacional existencial que hoje está nas mãos das escolas e famílias, conquanto a sociedade do século 21 pareça negar aos rapazes adolescentes a condição e a capacidade do aprendizado moral, desconhecendo sua natureza racional e sua personalidade particular. Outras vivências da Espiritualidade da Justiça determinavam que houvessem locais de refúgio e proteção para aqueles que praticassem crimes ou avacalhassem a ordem sem culpa, ou seja, qualquer um que fizesse algo sem querer, como se fora um ato apenas culposo. Pois não se deve derramar sangue inocente na hora de trazer ordem e justiça pra desordem diária que só faz crescer a injustiça sobre a sociedade. Já os testemunhos eram atitudes fundamentais dos cidadãos no momento de realizar a justiça social, pois somente pelo depoimento de duas ou três testemunhas se estabelecia um fato, o qual seria apresentado junto de sacerdotes e juízes para o bem da comunidade. Algo que chama a atenção na Justiça Espiritual da Humanidade é que tanto a justiça pessoal diante de Deus quanto a justiça comunitária pela ação de juízes quase sempre se realiza pelas "delações" - sejam elas as confissões pessoais de pecados ou os testemunhos dos crimes uns dos outros. Pois o arrependimento religioso que aproxima alguém do Espírito divino pra torna-lo capaz de com Deus andar, e viver; também é a base moral das confissões e delações dos que assumem seus crimes individuais ou grupais, propiciando assim à sociedade a cura e tratamento dos crimes que apenas geram anarquia e miséria aos mais desgraçados: no Brasil de hoje, nossos jovens da periferia, em sua maioria. Ou seja, todo princípio de Justiça que nosso Espírito interior anseia e o Ser Espiritual superior ensina tem o propósito maior de pôr ordem na casa geral da humanidade pra que tudo e todos fiquem "justos" com a vida que todos partilhamos igualmente neste mundo, nosso lar. E pra terminar em alta nossa meditação da Espiritualidade da Justiça da Humanidade, não custa lembrar, logo, da Páscoa dos homens! Pois a Páscoa do Êxodo de Israel com Moisés e a Páscoa da Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo tornou-se um livramento da maldição da morte através de um incrível ato de Justiça espiritual-física integral que ocorreu historicamente tanto no antigo Egito quanto na Palestina do primeiro século. Pois em ambas as situações as pessoas que padeciam por viver distantes de Deus por suas próprias escolhas e ignorância, foram convidadas a se aproximar só depois de alguém pagar a penalidade da distância que era somente delas, até então - sendo que lá no Egito um cordeiro foi morto pra que seu sangue protegesse as portas das casas dos cidadãos; e na Jerusalém do ano 33 foi Jesus Cristo, o Messias cristão, quem morreu na cruz pra assumir tal situação. E assim se fez Justiça, afinal. Feliz Páscoa!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

a Espiritualidade das NOTÍCIAS, no Cinema: THE POST

"Assustada e tensa, engoli em seco e disse: "Vamos adiante. Vamos adiante. Vamos publicar". (Katharine Graham, diretora do jornal The Washington Post, junho de 1971). Notícias são as informações relevantes do que ocorre em nossos dias e que publicamos aqui, lá e em todo lugar. Até que algum tempo depois, tudo se transforma na História! Uma história humana necessária já que torna possível uma boa análise do que já foi apenas antiga notícia, pois afinal, aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo, conforme disse George Santayana, The Life of Reason (1905). Eis a importância de que as notícias sejam oportunamente publicadas (post), mesmo, pois somente assim estaremos bem informados, agora e também no futuro. Em The Post - a guerra secreta, o prodigioso cineasta Steven Spielberg apresenta um drama inspirativo acerca dos ideais do espírito humano, contando com os astros Meryl Streep e Tom Hanks envoltos em grave batalha jornalística para publicar as secretas informações acerca da atuação norte-americana na guerra do Vietnã. O jornal "The New York Times" vinha publicando as notícias dos "Pentagon Papers" naquele mesmo junho de 1971, mas se encontrava agora impedido de continuar por uma decisão judicial. A guerra (secreta) exposta neste instigante filme de Spielberg encontra seu resumo ético no belíssimo texto de Isabela Boscov, crítica da revista Veja: "o filme se chama The Post porque é uma convocação: jornalismo de primeira não deve ser ambição só dos fortes, como o The New York Times. Por ser uma necessidade democrática, um serviço público e um imperativo moral, deve ser a meta também dos quase insolventes, como o The Washington Post de 1971, e dos titubeantes, como o era ainda Katharine Graham." E junto deste princípio que revela uma essência ética do jornalismo, dá pra reconhecer que até a espiritualidade das notícias também surge de um valor oriundo da dignidade humana, assim que esta toma forma através da autenticidade da informação que damos ao próximo. Pois a veracidade das nossas informações fará de nós, sim, seres humanos mais sinceros até nos tornarmos a pessoa integral (corpo e espírito) que podemos ser como gente neste mundo. Afinal, a rica experiência de vida que temos neste planeta origina de nossa peculiar racionalidade; que é a própria condição de compreender quem somos e o que já vivemos - as "nossas" notícias, enfim, informações que vão nos tornar capazes de fazer escolhas a partir disso tudo. Eis nossa original razão consciente que é a própria centelha espiritual da humanidade, também, pois é o espírito dentro de nós "quem" pensa, por certo, jamais as nossas células e nervos. Daí o valor de anotarmos informações preciosas e divulgarmos notícias importantes no (bom) uso constante da razão, que é a própria racionalidade do espírito se movendo sobre nossa personalidade enquanto vamos amadurecendo através de pensamentos valiosos. Pensamentos percebidos e noticiados desde 40 000 anos atrás assim que a humanidade começou a contar suas histórias através de desenhos e esculturas. Pois as histórias escritas pra melhor informar quem somos e o que fizemos surgiram somente há 5 000 anos. Logo, a narração dos acontecimentos com lições morais e a preocupação em detalhar guerras e atos políticos tornou-se um método clássico de registro da história. E foi o grego Heródoto que 500 anos a.C analisou algumas notícias no objetivo de melhor investigar suas informações, e daí surgiu o nome "história", que significa "investigação" em grego. Seus textos foram validados como históricos por se basearem nos relatos de testemunhas e buscarem descrever as atitudes dos homens que foram os responsáveis pelas notícias coletadas. E o resto, bem, o resto é história... Mas precisa ser uma história digna, que se reconhece assim que o princípio técnico da coerente coleta das informações acaba por orientar e valorar o próprio conteúdo das notícias. Tá entendendo? Ora, neste quesito, o médico e Apóstolo Lucas se revelou um valoroso jornalista profissional "espiritual", pois uniu a digna busca técnica de informações (testemunhas oculares) junto de um anúncio verídico (datado e detalhado) das notícias e mensagens ditas em vida por um Profeta mundialmente aclamado, o próprio Jesus de Nazaré. Pois a espiritualidade das notícias também se reconhece por seu conteúdo e pelas informações que chegam até nós a partir de uma origem espiritual que transcende este mundo. Ou seja, são informações que tanto esclarecem temas espirituais da humanidade, como igualmente são anunciadas por mensageiros qualificados de Seres superiores; já que no caso, Jesus falava em nome de Deus, o Pai. O que "THE POST" recorda aos nossos espíritos indecisos, pois muitas vezes, calados, é o valor de se aventurar pelo conhecimento das informações relevantes, sem cansar demais pra logo não esquecer, por favor, de rápido avisar a quem quer que seja das verídicas notícias que agora já sabemos. A partir daí é correr para o abraço das boas conversações, lutando pra sermos sinceros e principalmente, corajosos e simples enquanto com ousadia e tranquilidade informamos exatamente a notícia anunciada pra que a boa mensagem seja por outros conhecida. Pois é assim que também nos tornamos uma (boa) Notícia, por aí. Bom feriado.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

a ESPIRITUALIDADE no Cinema: THE POST, A Guerra Secreta

"Assustada e tensa, engoli em seco e disse: "Vamos adiante. Vamos adiante. Vamos publicar". (Katharine Graham, diretora do jornal The Washington Post, junho de 1971). O novo e inspirativo filme de Steven Spielberg (The Post, USA 2017) contém didática aula que cobre do ensino fundamental até o mestrado um tema básico do espírito humano, que é o Ideal nosso de cada dia. Trata-se de um drama adulto com técnica cinematográfica apurada e apoiado em sinceras interpretações que revela um cineasta cada vez mais essencial ao cinema atual, e que acaba por depurar neste filme as graves e eternas diferenças entre Ideal e Ideologia. Pois os ideais são aqueles valores constantes e honestos que se transformam em meios capazes de construir um fim digno, enquanto as ideologias tem se desenvolvido enquanto fins que jamais se realizam e que apenas corrompem em nome de sua grandeza todos os meios de que toma posse pra (tentar) se fazer notável. E a diretora de jornal Katharine Graham avança rumo ao ideal de um jornalismo que serve ao povo, e não às elites múltiplas do poder, pois seu tema fundamental são simplesmente as notícias - aquelas informações verídicas do que acontece no momento e época que vivemos hoje! Até que algum tempo depois, tudo se transforma em História! Uma história humana sempre essencial já que torna possível o estudo da antiga notícia, pois afinal, aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo, conforme disse George Santayana, The Life of Reason (1905). Eis a importância e valor, então, de que as notícias sejam oportunamente publicadas (post), pois somente assim estaremos bem informados, agora e também no futuro. Em "The Post - a guerra secreta, Steven Spielberg traz os astros Meryl Streep e Tom Hanks em grave batalha jornalística para publicar as informações mais relevantes sobre a atuação norte-americana na guerra do Vietnã. Notícias que foram desprezadas pelo próprio governo dos EUA, quando seu Secretário de Defesa as ocultou consigo em sua secretaria. O jornal "The New York Times" vinha publicando as notícias secretas dos "Pentagon Papers" naquele mesmo junho de 1971, mas se encontrava agora impedido de continuar por uma decisão judicial. A guerra (secreta) exposta neste inspirador filme de Spielberg encontra seu resumo ético no belíssimo texto de Isabela Boscov, crítica da revista Veja: "o filme se chama The Post porque é uma convocação: jornalismo de primeira não deve ser ambição só dos fortes, como o The New York Times. Por ser uma necessidade democrática, um serviço público e um imperativo moral, deve ser a meta também dos quase insolventes, como o The Washington Post de 1971, e dos titubeantes, como o era ainda Katharine Graham." Junto desta ideia que revela a essência ética do jornalismo, dá pra reconhecer que até a espiritualidade das notícias também surge de um valor oriundo da dignidade humana, algo realizado a partir da autenticidade da informação que damos ao próximo . Pois a veracidade das palavras ditas vai desenvolver em nós uma personalidade mais sincera, o que nos fará amadurecer como seres humanos até que nos tornemos a pessoa integral (corpo e espírito) que podemos ser como gente neste mundo. Afinal, a rica experiência de vida que temos neste planeta origina de nossa peculiar racionalidade; que é a própria condição de compreender quem somos e o que já vivemos - as "nossas" notícias, enfim, informações que vão nos tornar capazes de fazer escolhas a partir disso tudo. Eis a nossa original razão consciente que é a própria centelha espiritual da humanidade, pois é o espírito dentro de nós "quem" pensa, por certo, jamais as nossas células e nervos. Pensamentos humanos percebidos e noticiados desde 40 000 anos atrás assim que a humanidade começou a contar suas histórias através de desenhos e esculturas. Pois as histórias escritas pra melhor informar quem somos e o que fizemos surgiram somente há 5 000 anos. Logo, a narração dos acontecimentos com lições morais e a preocupação em detalhar guerras e atos políticos tornou-se um método clássico de registro da história. E foi o grego Heródoto que 500 anos a.C analisou algumas notícias no objetivo de melhor investigar suas informações, e daí surgiu o nome "história", que significa "investigação" em grego. Seus textos foram validados como históricos por se basearem nos relatos de testemunhas e buscarem descrever as atitudes dos homens que foram os responsáveis pelas notícias coletadas. E o resto, bem, o resto é história... Mas precisa ser uma história digna, que se reconhece assim que o princípio técnico da coerente coleta das informações acaba por bem valorar o próprio conteúdo das notícias. Tá entendendo? Ora, neste quesito, o médico e Apóstolo Lucas se revelou um valoroso jornalista profissional "espiritual", pois uniu a digna busca técnica de informações (com testemunhas oculares) junto de um anúncio verídico (datado e detalhado) das notícias e mensagens ditas em vida por um Profeta mundialmente aclamado, o próprio Jesus de Nazaré. Pois a espiritualidade das notícias também se reconhece por seu conteúdo e pelas informações que chegam até nós a partir de uma origem espiritual transcendente a este mundo. Ou seja, são informações que tanto esclarecem temas espirituais da humanidade, como igualmente são anunciadas por mensageiros qualificados de Seres superiores; já que no caso, Jesus falava em nome de Deus, Pai. Quando isto acontece, as notícias posteriormente tornam-se história, só que esta se faz reconhecer entre os homens como "História Sagrada". Até o Apóstolo São Paulo orientou os princípios da boa comunicação das sagradas notícias, ao afirmar que um bom mensageiro espiritual deveria ser alguém prudente e ousado, sempre atento pra falar no momento apropriado, e bastante preocupado com as palavras que iria utilizar pra eficazmente expressar as novidades dos céus aqui pela terra. O que "THE POST" recorda aos nossos espíritos claudicantes, pois muitas vezes, calados, é o valor de se aventurar pelo conhecimento das informações relevantes, sem cansar demais pra logo não esquecer, por favor, de rápido avisar a quem quer que seja das notícias que agora já sabemos. A partir daí é correr para o abraço das boas conversações, lutando pra sermos sinceros e principalmente, corajosos e simples enquanto com ousadia e tranquilidade informamos exatamente a notícia anunciada pra que a boa a mensagem seja por outros descoberta. Pois é assim que também nos tornamos uma (boa) Notícia, por aí. Bom filme!