sábado, 13 de janeiro de 2018

a Espiritualidade da POLÍTICA, no Cinema: O DESTINO de UMA NAÇÃO

O maior líder político da história recente da Inglaterra ganha seu segundo filme em 6 meses (após Churchill, 2017) com a chegada aos cinemas de "O Destino de Uma Nação", 2018, com Gary Oldman atuando como o primeiro ministro britânico que liderou o Reino Unido na II guerra mundial. O filme apresenta as três semanas de maio em que a Inglaterra e o mundo viram um homem genioso e transparente se assumir como o líder que a Europa precisava para se contrapor ao nazismo de Hitler. Winston Churchill não era um líder pronto, e nem seus colegas de parlamento enxergavam nele o congressista mais apropriado para enfrentar a dramática situação de derrota que surgia no horizonte dos mares ingleses. Eis o motivo que torna o filme eficaz pra nos ajudar na análise das lideranças humanas, pois afinal, não somos perfeitos e nem mesmo devemos nos reconhecer personalidades prontas nesta vida. Daí, o valor de meditar no caráter do líder a partir de uma perspectiva espiritual tendo por espelho este belíssimo drama histórico do diretor Joe Wright. O Profeta Jesus já afirmou que um líder comunitário espiritual somente surge durante um processo vivencial, e o que importa na caminhada além da perseverança é tanto ser conhecido, como igualmente bem conhecer as pessoas humanas que se deseja liderar. Um líder sempre entra pela porta, diz Jesus, e ele jamais adentra a sala pela janela, pra não desprezar o aprendizado e os degraus necessários da escalada da vida. Ele precisa conhecer a voz de seus liderados tanto quanto estes ouvem a sua, pois esta é a razão que os torna seguidores dele. Algo que jamais acontece com os lobos, sejam os políticos ou aqueles do mato, que só querem mesmo devorar os impostos (e a alma) da comunidade. O que já se conhece da personalidade de Winston Churchill é que suas variações de humor surgiam a partir do objetivo essencial de sua liderança política - fazer o bem ao povo inglês sem negar a dura realidade social que acometia a nação. Uma virtude humana do político bonachão que valoriza o valor espiritual universal de se amar a Deus e ao próximo, em primeiro lugar. Pois "amar" alguém, seja o Deus criador ou qualquer ser humano (povo) por aí, é uma atitude baseada no compromisso de respeitar a racionalidade da pessoa enquanto com ela nos relacionamos; apenas (tudo) isso. Algo que não deveria ser tão desprezado assim na hora de eleger nossos representantes sociais, pois os líderes políticos dos povos são aqueles que tem as maiores oportunidades tanto de fazer algo de bom à milhares de pessoas, como igualmente podem amaldiçoar milhões com suas lorotas descompromissadas com a realidade, da sociedade. Eis a importância de sabermos um pouco (muito) mais acerca da "espiritualidade" dos valores da Política dos homens, meus amigos. E o filme "O Destino de Uma Nação" facilita a meditação deste tema humano tão ardiloso, pois o diretor Joe Wright (Orgulho e Preconceito, e Anna Karenina) nos brinda com cenários suntuosos e detalhistas cujo propósito maior é revelar o contexto social e político da Inglaterra tradicional do que simplesmente servir de moldura à imagens sem conteúdo existencial, pois o filme é de uma sensibilidade social e dramática grandiloquente, acredite. Ou seja, até os técnicos deste filme "político" se preocuparam em honrar o compromisso de entregar aos espectadores algo coerente ao drama que seu título e tema anunciavam ser o real conteúdo humanista da produção. Virtude enaltecida na bela interpretação de Gary Oldman, que supera as ótimas maquiagens do rosto para dar vida (cativante) a um personagem que facilita nossa obediência ao maior mandamento espiritual político conhecido: o de obedecer as autoridades deste mundo, pois foi o próprio Criador dos espíritos que nos deixou tal relação de hierarquia comunitária como um legado social à humanidade. De verdade. Veja que até o mandamento espiritual de se dar a César o que é dele mesmo e dar pra Deus o que pertence só ao Criador, bem, não deixa de bem esclarecer tanto as diferenças, como as singularidades do que significa honrar devidamente cada pessoa e Ser com quem nos relacionamos. Na época de Jesus tal orientação pretendia explicar ambos os compromissos que temos de tanto honrar as autoridades humanas como também a autoridade divina, mais do que necessariamente separar a espiritualidade da política, tá entendendo? Um aprendizado político essencial que não deveria nos fazer confundir espiritualidade com religião e valores com doutrinas, claro, pois quanto mais laico for o Estado, maior liberdade terão pra viver suas espiritualidades todos aqueles que assim o desejarem. Afinal, tanto a religião una quanto o partido único são atividades totalitárias que apenas impedem qualquer sociedade de progredir democraticamente. E nestes tempos em que a liderança da boa camaradagem já rompeu todos os padrões da coerência só pra colocar no lugar o que grupo "chefe" pretende conquistar, eis que urge a necessidade de surgir alguma visão política que supere os esquemas simplórios de toma lá dá cá pra colocar no lugar algum valor ético comunitário decente, pra variar. O rumo final que W Churchill decidiu dar à construção de sua personalidade política na liderança da sociedade revela que a sinceridade existencial de alguém consigo próprio é o primeiro passo de uma espiritualidade humanoide saudável e digna do nome. E somente da decente palavra dita que se transforma em atitude cumprida é que nasce uma personalidade humana plena de coerência existencial. Daí que o mais importante provérbio ético espiritual pra dar (bom) rumo à existência humana permanece o mesmo: que a nossa palavra seja sempre Sim, e sim, ou não, e Não; e pronto - pois tudo que passar disso vêm do maligno! E pra bem concluir nossa visão espiritual da política nacional, nada melhor que assistir "O Destino de Uma Nação" junto do filme "Dunkirk", que apresenta como a Operação Dínamo evacuou mais de 300 mil soldados ingleses e franceses assim que estes foram encurralados na praia pelo exército alemão em maio de 1940. E o valor espiritual que se enxerga em "Dunkirk" é o da Dignidade, algo bonito de ver assim que jovens e idosos invadem o oceano em seus barcos e lanchas só pra resgatar a vida de milhares de cidadãos militares - assumindo sobre sua cidadania de civis uma guerra real e sangrenta, custe o que custar. E o que se entrega em nome do próximo é simplesmente o cotidiano vivencial e até a vida total destas pessoas comuns que se revelam seres humanos excelentes enquanto praticam uma fraternidade sacrificial. E como não há líder sem liderados que o acompanhem eticamente, eis que a dignidade relacional continua sendo o valor superior que pode, sim - um dia, dar ao Brasil alguém decente pra governar esta nação. Bom filme!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Feliz 2018: DEUS é mesmo BÃO, SEBASTIÃO?

Um filósofo que perguntou bem acerca das coisas de Deus e do mundo, foi mesmo Epicuro, pra quem seria impossível que um Deus Bom governasse com grande Poder um mundo tão desgraçado. Pois, afinal, se Deus fosse realmente bom, então não seria poderoso o bastante pra fazer as coisas irem bem por aqui, já que parecem não estar dando certo, mesmo. A partir desta cinzenta reflexão, vamos pensar algo que possa animar você a caminhar pra frente e com mais esperança neste novo ano de 2018. Pra começar, é preciso reconhecer bom valor na interessante questão de Epicuro. O que nos leva ao início da história da humanidade, pois lá sabemos que Deus criou a espécie humana à sua imagem e semelhança, ou seja, todo mundo foi feito com personalidade - gente capaz de escolher o que fazer com o que acontece de bom e de ruim diante dos nossos olhos, e mãos. E foi nesta toada que Deus também criou luz e trevas, paz e guerra, o bem e o mal; ou seja, os dois lados dessa mesma moeda chamada vida humana no Universo. Pois pessoas racionais que fazem escolhas precisam igualmente de opções pra escolher, certo? Daí que a humanidade por seu representante mítico histórico, Adão, decidiu, então, pela escolha de a quase tudo experimentar - o que se tornou real através da tal mordida da maça, o próprio fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. E com tanto conhecimento à disposição, eis que assim começou a desgraceira geral da humanidade neste pequeno planeta que gira somente ao redor de si próprio, quase sempre. Deus até enviou um juízo parcial pra limpar a terra da inicial bagunça opcional - o conhecido dilúvio de Noé. Mas, continuamos seguindo adiante, cada vez mais pra baixo. E até aqui chegamos. A maldade aumentou de tal jeito e a humanidade se tornou tão perdida que, vez ou outra, alguns profetas apareciam pra confirmar que, sim, Deus havia criado tudo e também sabia de todas as coisas: "Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.". É isso. Pois assim disse o Profeta Isaías, 2700 anos lá atrás. Enfim, se Deus sabe mesmo todas as coisas, então, melhor meditar um pouco a partir de algo dito pelos professores da disciplina d`Ele, tá certo? A ideia é pensar junto do filósofo judeu e greco-romano Paulo de Tarso, o Apóstolo São Paulo. Pois foi Paulo que notou lá pelo ano 55 que a nação de Israel se afastava da pessoa de Deus, ao mesmo tempo em que muitos gentios - o restante da humanidade na época, aproveitava da bobeira pra se aproximar do Criador. E parando pra imaginar o que ocorria, Paulo percebeu que Deus mesmo parecia endurecer o coração do povo de Israel pra que não enxergassem a Ele próprio, Deus. Mas, afinal, o que Paulo entendeu que isto significava na história da humanidade? Segundo ele, o objetivo maior era que a realidade da pessoa de Deus chegasse aos outros povos do mundo, pois Israel havia fechado a porta do conhecimento de Deus naqueles dias. A partir disso - e eis aqui a nossa (grande) questão, Paulo entendeu que o próprio Deus governou a situação abrindo uma porta pra que a humanidade pudesse, finalmente, ouvir as suas verdades. Pois alguns já estavam cansados de só saber nesta vida acerca do tal conhecimento do bem e do mal. E o fato de agora existir uma porta aberta para o conhecimento de Deus significava que a própria nação de Israel poderia, um dia, de novo entrar. Segundo Eugene Peterson: "De algum modo, Deus permite que todos nós conheçamos o que é estar de fora, para que ele, pessoalmente, possa abrir a porta pra nos receber de volta... Vocês já viram algo que se compare à graça generosa de Deus ou à sua profunda sabedoria?". Que coisa, hein homem. Israel é uma nação de seres humanos com personalidade, e foi a partir desta realidade existencial que Deus lhes permitiu escolher andar pôr outros lados, e não só ao lado d´Ele próprio. Deus respeitou a personalidade de Israel e permitiu que vivessem "fora" d´Ele, para que pessoalmente, então, Deus mesmo viesse abrir a porta para que um dia eles retornassem. Eis uma visão objetiva acerca de como Deus governa este mundo e história com muito Poder, mas também, pleno de Amor. Pois se Deus governasse o mundo só com bondade, mas sem capacidade, então suas boas intenções não conseguiriam manter as portas abertas pra humanidade voltar pra Ele, de vez em sempre. E se Deus governasse o mundo só com poder, e sem misericórdia, então Ele apenas limparia toda a maldade com um dilúvio por século, e aí começaria tudo de novo, num ciclo existencial sem razão, e quase sem Deus. Só que não! Pois Deus quer, e decidiu que também deseja, viver a história do mundo exatamente junto conosco - pessoas racionais, e cheias de bastante personalidade. Eis a razão pela qual o conhecimento da própria Pessoa d`Ele estará disponível, pra (quase) sempre. O negócio é que pra viver perto de uma humanidade adolescente que só deseja saber o que bem lhe interessa, pra só depois, talvez, pensar em saber da Verdade. Bem, restou pra Deus a oportunidade de sofrer junto conosco nesta nossa jornada de auto conhecimentos, quase sem fim. Que loucura! Enquanto isso, Deus segue governando o mundo com muito amor, e bastante poder, haja graça. Até que voltemos (tomara), dos nossos muitos conhecimentos ao real conhecimento da própria Pessoa de Deus. Feliz Ano Novo!

Feliz ANO NOVO! a Espiritualidade da PALAVRA do Homem

"Seja homem, meu filho, tenha palavra.", assim dizia meu pai. E foi a partir de princípios como este que a humanidade buscou progredir pelo século 20 até a década de 1990. Mas eis que o século 21 trouxe consigo a metamorfose ética opcional que arruína relacionamentos até o fim, deles próprios, e da gente também. Ou seja, esse negócio de ter palavra é sério demais pra iniciar um novo ano sem sequer pensar nisso. Um valor da vida que importa muito pra Espiritualidade da humanidade, pois é uma orientação ética labial que esclarece direitinho em qual estrada existencial iremos caminhar: "Quando você disser "sim", que seja de fato, sim. E quando você disser "não", que seja simplesmente não, já afirmava o Profeta Jesus. Algo que não é tão simples assim de fazer dar certo, pois uma pessoa pode dizer "sim, sim", quando na verdade está vivenciando um gritante "não", na situação. Pois embora a boca fale do que vai no coração, vai então, que o coração do cidadão está bastante cheio só de mentiras? Eis o motivo que transforma alguns "sins" em verdadeiros "nãos", e vice-versa. Complexidade humana que faz até aparelhos detetores de mentiras não se preocuparem tanto com as palavras, mas sim, olharem mais para as sensações dos nervos do cidadão, pois são estes que revelam a "realidade" da aparente verdade do que se diz. A partir disso, amigos, parece que um (bom) desafio da Espiritualidade da Palavra do Homem é de que aquilo que falamos acolá se torne, também, aquilo que somos pra cá. E daí pra melhor. O princípio é de que deve existir uma ética das palavras cada vez mais compromissada com a verdade dos interesses reais da vida da gente, mesmo que aquilo que surge na questão possa até revelar algo complicado e ruim. Pois mais vale uma só pessoa vivendo na alma da gente do que dois seres confusos brigando por espaço no nosso espírito. Veja que aquele que decide ser uma pessoa una em si mesmo, mantendo palavras e ações correspondendo enquanto vive, fará algo de bom tanto ao próximo como também pra si mesmo, no fim das contas. Afinal, alguém que ensina sua alma a continuamente contrariar suas próprias palavras, acaba por tornar-se seu maior inimigo vivencial, pois aprende eticamente a não ser fiel nem consigo mesmo. Eis aquele momento existencial em que se descobre que se a luz que há em ti são trevas, em quão densas trevas você vive, tá entendendo? Mas não precisa ser assim, de verdade, pois o princípio espiritual que melhor ensina os homens a se relacionarem com Deus, também irá nos fazer encontrar a nós mesmos, afinal. Pois quando o Profeta Jesus afirma que somente irão enxergar a Deus aqueles que d´Ele se aproximam em "espirito e verdade", trata exatamente daqueles que se achegam pra falar com o divino trazendo com sinceridade a sua real pessoa interior pra conversar. Bem, eis um desafio que requer ser enfrentado se olhando no espelho, pra bem começar. Pois as nossas múltiplas personalidades éticas podem deixar as pessoas confusas e até engana-las por algum (bastante) tempo. Mas o pior ainda está por vir, pra valer, pois jamais seremos alguém por aí, se não formos uma pessoa única por aqui, conosco mesmos. A sinceridade existencial de alguém consigo próprio é o primeiro passo de uma espiritualidade humanoide saudável e digna do nome. E somente da decente e consequente Palavra dita é que surgirá uma personalidade humana plena de coerência existencial. Daí que o mais importante provérbio ético espiritual pra dar (bom) rumo à existência humana permanece o mesmo, de novo: que a nossa palavra seja sempre Sim, e sim, ou não, e Não; e pronto - pois tudo que passar disso vêm do maligno, tá louco! Cuide-se então, pois não é somente o peixe que morre pela boca. E que venha logo um novo 2018. Palavra de escoteiro!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

a ESPIRITUALIDADE Sobrenatural do NATAL!

Chegamos à semana do Natal e a sensibilidade dos espirituais está à flor da pele, movendo-se a partir da alma e criando sensações diversas no corpo da gente. Isto porque o nascimento do Messias Cristão envolve situações espirituais maravilhosas demais até pra quem vive acostumado a pensar e experimentar o tema pela vida afora de quase todo mundo. Só que a essência do nascimento de Jesus de Nazaré não está em seu... nascimento, não mesmo. Mas sim, na maneira como ele foi concebido como um ser humano, eis a grande verdade por trás de tudo. Pois afinal, Jesus nasceu normalmente, como qualquer outro ser humano antes e depois dele na história da humanidade. Ao mesmo tempo, os relatos de sua vinda a este mundo indicam que ele não foi concebido por um pai humano, de jeito nenhum. Mas sim, pelo próprio Espírito de Deus que cobriu com sua sombra a uma jovem hebraica, que se tornou assim, a mãe humana de Jesus. É isso. A Espiritualidade do Natal se move pelo anúncio de que Jesus da Galileia foi concebido pela pessoa divina de Deus Pai na própria pessoa humana de Maria de Nazaré. E chega a ser interessante observar como a vida de Jesus foi marcada por situações excepcionais relacionadas a esta, que são aquelas em que os Céus (Deus) e a Terra (humanidade) se integram de maneira surpreendente quando comparadas à história comum dos homens. Pois são três os Apóstolos que narram a ocorrência de um outro momento Espiritual extraordinário na Terra, exatamente quando relatam o acontecimento da "Transfiguração", situação que transformou a aparência do rosto de Jesus pra brilhar como o sol e suas roupas como a luz - mas o que ali ocorreu foi muito mais até do que as aparências imaginam. Aquele lugar que se fez conhecer como o Monte da Transfiguração tornou-se uma localidade em que Céus e Terra se fizeram um só espaço e dimensão por alguns instantes, envolvendo Pessoas extraordinárias tanto da história dos homens terrenos e celestiais, como da própria história de Deus. Não é pouca coisa, não. Pois Jesus subiu ao monte como homem e levou com ele três apóstolos humanos, Pedro, Tiago e João. E lá encima eles encontraram dois Profetas humanos que já estavam existindo somente como espíritos, então, Elias e Moisés. Enquanto Jesus reluzia sua humanidade para se encontrar em uma nova essência relacional junto aqueles humanos só espirituais, eis que uma nuvem luminosa desceu e os encobriu e assim ouviu-se a voz do Deus Criador, revelando sua presença também naquele lugar, junto de todos eles. Tá entendendo? O fato é que lá nos anos 30 da presente época que hoje denominamos anos 2000, houve um encontro que "integrou" três dimensões da existência em uma só: os Céus divinos de Deus, os Céus dos espíritos humanos de Moisés e Elias e também, a Terra dos humanos Jesus e Apóstolos. Algo que ocorreu de uma maneira tão complexa e real como jamais houve na história (espiritual) de quase todo mundo, e olhe lá. Agora, o que acontece é que toda esta maravilha tornou-se uma situação passageira, também, pois logo após Jesus e os Apóstolos descerem do monte, e Deus e os Profetas espíritos subirem às dimensões celestiais, eis que o monte se fez somente uma terra comum, novamente. Foi uma integração entre céus e terra passageira, momentânea e fugaz, ainda que sensacional. No entanto, é a partir daí que os espirituais podem tremer, mais ainda, logo que passam a compreender que o Natal, gente do bem, vai muito mais adiante e além do que imaginamos saber. Pois o nascimento de Jesus realiza uma integração entre Céus e Terra que não acontece apenas num só lugar e nem tampouco é somente uma vivência passageira. Não mesmo! Trata-se de uma experiência única, pois a "união" entre as dimensões existenciais de Deus e da Humanidade cristalizou-se agora, no nascimento de uma... Pessoa, o próprio Profeta Jesus. É isso! Já existe uma Personalidade no Universo que carrega em sua essência e natureza as dimensões e a espiritualidade, e também a história e a vivência dos Seres mais fundamentais da história de quase todo mundo: Deus e os Seres humanos. Eis porque o Natal dos cristãos traz consigo, então, a maior mensagem espiritual transcendente bi-dimensional jamais anunciada e real, que se conhece. Algo que nos faz entender um pouco mais a razão deste nascimento ser envolto em tantas e tão excepcionais ações sobrenaturais, e presenciado pelos mais diversos seres espirituais e humanos de dimensões tão vastas das que compõe nosso Universo. Por isso que Jesus de Nazaré é reconhecido nas dimensões celestiais e terrenas dos pensadores espirituais como o Alfa e o Ômega, pois na sua Pessoa e personalidade a humanidade e o próprio Deus transcendem o tempo e o espaço para tornar a vida humana em algo sobrenatural, e eterno. Feliz Natal! Isso tudo sem esquecer que Jesus nasceu existencialmente de modo espiritual, pois assim foi concebido em sua humana mãe. Não é nada, não é nada, é muito a se dizer sobre a real essência Espiritual de quase todo mundo, meu rapaz. E Boas Festas.

sábado, 16 de dezembro de 2017

FELIZ NATAL: a Espiritualidade do MILAGRE de Blade Runner 2049

ALERTA de Spoiler! Alerta de SPOILER! Revelações do enredo de Blade Runner a caminho... Ufa. E agora, sigamos adiante com a Espiritualidade do Milagre de Blade Runner 2049. O maior acontecimento do filme do diretor Dennis Villeneuve está na incrível similaridade entre seu drama essencial e o drama universal da vinda ao mundo de Jesus de Nazaré. Pois o milagre de Blade Runner 2049 é nada mais, nada menos, que a ocorrência neste mundo de um "nascimento" que une espécies e seres distintos e únicos! Falo aqui do nascimento da filha de Deckard (Harrison Ford) e Rachael (Sean Young), casal protagonista de Blade Runner, o caçador de andróides (1982), pois até então, os replicantes eram "seres" somente criados - jamais nascidos. Eis o interessante enredo que vêm à tona de modo surpreendente na sensacional continuação "Blade Runner 2049", que tem Ryan Gosling como o protagonista Joe, o agente K. O nascimento milagroso da filha do casal vai tornar os Replicantes uma nova espécie, algo que os fará capazes de experimentar sensações de vida que apenas os humanos conseguiam vivenciar. Uma promessa futura que se torna uma realidade imediata para os replicantes assim que conseguem "sentir" desde já as mais verdadeiras experiências humanas da infância da filha de Deckard e Young. Pois a Dra. Anna tornou-se a melhor "criadora" de memórias disponibilizadas às personalidades replicantes, tudo para que eles possam reagir adequadamente às diversas situações relacionais que irão partilhar junto dos humanos. E o que acontece a partir daí é que as memórias compartilhadas da infância da Dra. Anna tornar-se-ão um vislumbre das melhores experiências de vida que os replicantes irão começar a sonhar viver por si próprios um dia, pra valer. Tá entendendo? Loucura maior, é pouco. Ou será somente, sabedoria? Pois além de oferecer aos replicantes que nascerão no futuro, o seu próprio gene de um ser nascido (não criado artificialmente) para que eles consigam realmente existir como gente, um dia. O que a Dra. Anna já proporciona aos replicantes desde agora são suas sinceras memórias infantis, as quais irão motivar esperançosamente os melhores anseios existenciais "replicantes" para o (novo) futuro que lhes aguarda. Eis então, a bela oportunidade vivencial "humano-replicante" compartilhada que é uma experiência existencial bastante próxima daquela que é igualmente oferecida pelo próprio nascimento de... Jesus de Nazaré, povo bom. Pois o Profeta Jesus Cristo também nasceu como um homem por aqui - exatamente para internalizar na espécie humana um estilo de vida lá dos céus. Ele veio trazer a este mundo e época as "memórias" da vida que sempre experimentou por lá, junto de Deus Pai. Uma realidade existencial relacional que a humanidade um dia já teve com a Pessoa de Deus, mas que foi (bem) perdida - há muito tempo atrás. Só que agora, Jesus está trazendo de volta! Eis a razão pela qual, da mesma forma que os "replicantes" se alegram nas memórias de infância (que nunca tiveram) da Dra. Anna, como se fossem as suas. De um jeito próximo, a humanidade olha para Jesus e se surpreende com as atitudes e palavras do jeito dele de "ser": experiências de vida que não conseguimos vivenciar por nós mesmos, jamais! E agora, José, e Jesus e Maria, também? Bem, acontece que uma das (boas) noticias do Evangelho de Jesus é exatamente a de que os homens irão receber o seu Espírito para experimentarem a vida da maneira como Ele a viveu! Quê é a mesma esperança que os replicantes de Blade Runner 2049 tem de se tornarem uma nova espécie existencial a partir da herança genético-robótica que Dra. Anna está lhes doando. É isso! Eis uma parábola existencial que esclarece (bastante) a realidade do que Jesus realiza em qualquer um que pretende espiritualmente recomeçar sua história - nascendo da água e do espírito, como se diz. Uma oportunidade espiritual de vida extraordinária pra humanidade que se tornou possível por aqui exatamente a partir do Milagre do Natal. Boas Festas!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

a Espiritualidade no Cinema: À ESPERA DE UM MILAGRE

Este belíssimo filme de Frank Darabont (diretor de "Um Sonho de Liberdade", 1994) torna-se uma fábula bastante interessante para aqueles que buscam compreender a existência espiritual da humanidade. Baseado no livro de Stephen King e lançado no ano de 2000, tendo o ótimo Tom Hanks como protagonista, trata-se de um drama miraculoso que o blog adorocinema intitula de Fantasia/Policial e apresenta assim por sua sinopse: "1935, no corredor da morte de uma prisão sulista. Paul Edgecomb (Tom Hanks) é o chefe de guarda da prisão, que tem John Coffey (Michael Clarke Duncan) como um de seus prisioneiros. Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso." A atmosfera sensível deste filme que tem boa parte de suas cenas no corredor da morte é a sensação que irá permanecer na alma dos espectadores, especialmente a partir da mansidão simplória e quase ingênua demonstrada pelo ator John Coffey. Seus atos de milagre irão receber uma reação crível dos guardas da prisão, o que se torna um feliz aprendizado acerca de como se constrói uma fé consciente diante do maravilhoso, pois os policiais partilham de tudo que ocorre naturalmente ao vivenciarem o miraculoso como homens de sua época e realidade. Um feliz entendimento acerca de temas espirituais que se apoia em grande parte na atuação carismática do quase gigante ator negro Coffey, que segue utilizando seus dons de milagre aqui e acolá, sempre no objetivo de realizar ações benditas para a humanidade. Em meio a mais importante e urgente delas ele será envolvido em uma confusão digna dos que desejam fazer o bem sem ver a quem, algo que acabará o levando até o corredor da morte, e condenado como um assassino. Eis o aspecto policial deste drama espiritual com Tom Hanks que acaba por tocar com grave profundidade em um dos mais essenciais temas histórico-religiosos da humanidade: a própria separação e conflito entre terra e céus. Pois desde sempre os homens buscam uma religião (religação) que nos aproxime dos céus, no propósito de assim resolver os problemas existentes entre Deus e a humanidade. A partir disso a grande maioria dos agrupamentos e povos, etnias e raças humanoides da história tem pensado sacrifícios para que um sacerdote os represente (bem) diante de Deus - sempre no objetivo de que estes resolvam os conflitos entre céus e terra que seriam a razão das desgraças que nos assolam por aqui, neste mundo. Dentro desta perspectiva espiritual de cura de maldições através de consagrações sacrificiais, eis que surge uma cura em especial que John Coffey realiza que vai permitir a quase todo mundo entender, espiritualmente, por exemplo, a maneira como o cristianismo está resolvendo este eterno conflito existencial universal. O diretor da prisão está com a esposa gravemente enferma, de câncer, e Tom Hanks resolve levar o homem de dons miraculosos para uma visita ao casal esperando que alguma ação bendita ocorra na senhora que está à beira da morte. O ritual de cura que acontece é bastante incomum e surpreende os espectadores quase tanto quanto deixa atordoado ao marido e chefe de polícia, mas, o tratamento é um sucesso. Porém, ao sair da casa e se dirigir à Pickup da polícia para retornar a prisão, o bondoso John Coffey expele de si mesmo e de um modo igual ao modo como realizou a cura, toda a enfermidade da esposa do chefe da prisão. Ou seja, para retirar as doenças e dores da esposa enferma o bom prisioneiro teve que puxar (engolir) sobre si mesmo todas as desgraças que acometiam a pobre mulher - pois este é um ritual de salvação de maldições que requer um sacrifício, sim, só que este precisa ser o do próprio salvador. Pois toda cura que o prisioneiro realiza também gera nele mesmo as dores dos doentes como uma contrapartida sobre si. É isso! Eis então, o modo espiritual como a religião cristã explica que Deus resolve seus problemas com a terra: Ele simplesmente os coloca todos sobre a pessoa de Jesus Cristo, que desse modo se torna o Messias miraculoso da humanidade assim que salva todo mundo da morte... morrendo Ele próprio na cruz. Haja espiritualidade! E um ótimo filme pra você.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

a Espiritualidade do DIA de AÇÃO de GRAÇAS

Não há feriado mais brasileiro do que o Dia de Ação de Graças - embora poucos cidadãos tupiniquins festejem esta celebração reconhecida mundialmente. Mas o feriado é bastante nosso, sim, pois não há outro povo neste mundo que tanto diga: "Graças a Deus!", como os milhões de brasileiros que neste país lutam pra viver a (boa) vida que Deus nos dá! Ao mesmo tempo, cenas de filmes norte-americanos e a mídia em geral continuam anunciando o famoso "Thanksgiving Day", principalmente nesta quarta quinta-feira do mês de novembro, data em que a festa é celebrada nos Estados Unidos da América. Quê é o feriado mais importante deles desde sempre, pois viajam grandes distâncias pra comemorar com os parentes a "ceia do peru", lembrou? Pois é, tudo começou em 1621 na localidade de Plymouth, Massachusetts, assim que peregrinos cristãos fundadores da vila e povos indígenas da região se reuniram pra agradecer a boa colheira daquele ano. E a partir dali se organizou a cada outono uma festa de Gratidão a Deus pelo alimento e pela vida, e o resto é história, pois Abraham Lincoln definiu a data como feriado nacional americano em 1863 e até o nosso Brasil a instituiu como Dia Nacional de Ação de Graças através de lei em 1966. E as pessoas espirituais tem muito a ver com esta data, sim, pois reconhecem que a vida é muito mais do que o acaso e também buscam, pra saber mesmo, a razão da continuidade da vida natural sobrenatural de quase todo mundo que respira vivendo neste planeta. E todo cidadão brasileiro que diz "Graças a Deus", também evoca uma frase religiosa e cultural que, no final (início) das contas, aponta para nossa origem e futuro, por que não? Pois é uma expressão que afirma e deseja recordar esta essencial realidade da humanidade - a de que não estamos sozinhos no universo, e de que não fomos criados ou permanecemos vivos, somente a partir de nossos próprios esforços. Eis porque dizer "Graças a Deus", significa lembrar ao nosso próprio coração que há um Ser Pessoal e Superior no Universo, que tanto olha para nós como - necessariamente, também cuida da gente! E o sol e a chuva que diariamente são derramados sobre o mundo continuam afirmando esta (espiritual) realidade, especialmente aqui em Curitiba. Enfim, e como bons brasileiros, vale dar um passo adiante nesta espécie de reconhecimento agradecido diante de Deus, um sentimento que (às vezes) se encontra um pouco distante de nossos corações. Pois, afinal, se os próprios "céus celebram a glória de Deus e suas obras de arte estão expostas no horizonte", por que eu e você não podemos separar um dia pra bem celebrar nossa subsistência dada por Deus, em gratidão? Mas dá pra ir mais longe, de verdade, pois como bem pensou o teólogo e filósofo Ariovaldo Ramos, assim que Deus criou o mundo, Ele também realizou tudo que há e existe "através de Jesus Cristo". E o motivo é muito simples: a razão é para que no momento em que a humanidade viesse a se afastar de Deus, tudo não se arruinasse assim, de repente, num só piscar de olhos. Pois, afinal, como poderiam os seres humanos ainda continuar existindo, assim que distantes da presença do Pai Espiritual que a tudo criou e hoje sustenta? Foi pensando nisso que Deus já criou "tudo" em Jesus, exatamente para que o perdão do Messias sacrificado pudesse alcançar o planeta e manter vivos todo mundo que aqui reside e suspira. Brincadeira, não! Trata-se da bonita e bendita "Graça Comum" de Deus que a todos abençoa e faz viver, mesmo quando nem nos damos conta de quem somos - e principalmente, de quem Deus é! Eis um bom motivo pra separar algum tempo e até uma refeição para com (boa) parte do mundo agradecer ao Deus criador e sustentador do mundo e da vida, aqui, lá e em todo lugar. Feliz Dia de Ação de Graças!