sábado, 17 de fevereiro de 2018

a Espiritualidade da JUSTIÇA dos Homens!

Pra pensar algo especial acerca da Espiritualidade humana é preciso valorizar as sensações da alma de quase todo mundo, sem esquecer das profecias que comunicam mandamentos pra gente viver melhor por aqui, no planeta Terra. Então, mãos à obra pra meditar na Espiritualidade da Justiça dos Homens, pois com o "Brasil" matando em dias comuns quase tanto quanto a Síria em guerra, sendo principalmente (quase 80%) de jovens das periferias das cidades; enfim, tá na hora mesmo de pensar uma Justiça que tenha mais a ver conosco como espécie humana do que somente com as ideologias de poucos. Justiça tem a ver com colocar a casa em ordem, pois é desse jeito que falamos dela dia a dia ao dizer coisas como "seja justo, hein", ou então, "vamos fazer justiça nisto aí, certo?". Ou seja, justiça tem tudo a ver com alguma situação ou sentimento que não está dando certo na vida da gente, pois a necessidade de consertar o que está acontecendo é que nos faz buscar pôr Justiça, afinal. E entender justiça como este princípio que vai trazer ordem para a vida que eu e você partilhamos juntos na sociedade é uma compreensão até fácil, afinal; mas, não dá pra esquecer que até a "ordem" que algumas religiões desejam colocar em nossa vida interior também é descrita como fazer justiça, também. A Espiritualidade Judaico-Cristã entende que somente Deus é Justo, sendo Ele uma pessoa espiritual que tem uma personalidade totalmente ordeira e completa, sempre íntegro e puro em tudo que faz e pensa. Daí que alguns valores divinos de Justiça pra vivermos em sociedade traz pra nossa história princípios de ordem exterior e pureza interior que tem o objetivo de tornar a existência humana mais completa e sincera pra nossa espécie. Tá entendendo? Eis um olhar religioso acerca de como a Espiritualidade percebe a Justiça da Humanidade, então: trata-se de um valor que utiliza mandamentos pra organizar a maneira dos homens viverem a fim de que tudo seja mais saudável neste mundo conforme o jeito que Deus preparou a gente pra existir, desde sempre. Eis uma perspectiva e tanto para a Espiritualidade da Justiça da Humanidade, não é mesmo? Esta Espiritualidade da Justiça aproxima o Espírito dos homens e a Pessoa Espiritual de Deus para que os 10 Mandamentos de Moisés e as Leis do Sermão do Monte de Jesus realizem uma Justiça que transcende a simples aceitação de valores "dos céus" pelos homens ou a simplória organização de nossa vida comunitária por leis "espirituais" - mas, bem mais do que isto, deseja mesmo é dar aos seres humanos uma existência satisfatória a partir da autonomia que uma obediência prática das leis supre, e não o seu contrário que é a desobediência anárquica. Fala sério? E quando esta raiz espiritual da Justiça desce do céu ou surge de nosso interior pra ocupar seu lugar na sociedade é que visualizamos aquela "Justiça" que a muitos interessa, mas também preocupa: a própria Justiça do Poder Judiciário dos Homens. Eis a razão pela qual os anseios de justiça do Espírito humano e do Ser superior apresentam uma integração de leis morais e judiciais que procuram sempre unificar nossa vida interior junto da exterior, como igualmente aproximar qualquer vida individual da comunitária e social. Esta Justiça que procura organizar quem somos e como vivemos juntos acaba criando ministros da justiça diversos na história da vida da gente, sejam eles os Sacerdotes nas religiões, os Pais nos lares até chegar aos Magistrados Juízes do Estado organizado. É uma espécie de corrente pra frente que atrás vêm a ordem, sô. Cada um na sua área e região vai ter o compromisso de trazer ordem digna pra que as pessoas experimentem mais vida em cada um de seus muitos relacionamentos. Pois nos tornamos co-dependentes responsáveis pra fazer funcionar essa vida comunitária necessária em que todos existimos, desde lá de casa até a praça central da cidade em que ora, residimos. Esta espécie de Justiça delegada de cima pra baixo orienta que não pratiquemos atos de vingança aqui e acolá, mas sim, que haja uma ordem geral que administra ministrando a justiça eficaz em cada ocasião e lugar, seja nas ruas ou em nosso lar. Daí a necessidade de existirem pais e também juízes do Poder Judiciário, por aí, só pra ensinar a convivência pela disciplina da penalidade, uai. Uma experiência peculiar de aprendizado da justiça espiritual judaica reconhecia os Doze anos de idade do adolescente como o momento dele se perceber como uma pessoa consciente, pois nesta época o rapaz se tornava "filho do mandamento". Era então reconhecido como membro adulto, capaz de um aprendizado moral da justiça da sociedade através de conversações com os anciãos em que as perguntas e respostas junto deles iriam lhe trazer o amadurecimento necessário para que se tornasse um igual na comunidade. Um projeto educacional existencial que hoje está nas mãos das escolas e famílias, conquanto a sociedade do século 21 pareça negar aos rapazes adolescentes a condição e a capacidade do aprendizado moral, desconhecendo sua natureza racional e sua personalidade particular. Outras vivências da Espiritualidade da Justiça determinavam que houvessem locais de refúgio e proteção para aqueles que praticassem crimes ou avacalhassem a ordem sem culpa, ou seja, qualquer um que fizesse algo sem querer, como se fora um ato apenas culposo. Pois não se deve derramar sangue inocente na hora de trazer ordem e justiça pra desordem diária que só faz crescer a injustiça sobre a sociedade. Já os testemunhos eram atitudes fundamentais dos cidadãos no momento de realizar a justiça social, pois somente pelo depoimento de duas ou três testemunhas se estabelecia um fato, o qual seria apresentado junto de sacerdotes e juízes para o bem da comunidade. Algo que chama a atenção na Justiça Espiritual da Humanidade é que tanto a justiça pessoal diante de Deus quanto a justiça comunitária pela ação de juízes quase sempre se realiza pelas "delações" - sejam elas as confissões pessoais de pecados ou os testemunhos dos crimes uns dos outros. Pois o arrependimento religioso que aproxima alguém do Espírito divino pra torna-lo capaz de com Deus andar, e viver; também é a base moral das confissões e delações dos que assumem seus crimes individuais ou grupais, propiciando assim à sociedade a cura e tratamento dos crimes que apenas geram anarquia e miséria aos mais desgraçados: no Brasil de hoje, nossos jovens da periferia, em sua maioria. Ou seja, todo princípio de Justiça que nosso Espírito interior anseia e o Ser Espiritual superior ensina tem o propósito maior de pôr ordem na casa geral da humanidade pra que tudo e todos fiquem "justos" com a vida que todos partilhamos igualmente neste mundo, nosso lar. E pra terminar em alta nossa meditação da Espiritualidade da Justiça da Humanidade, não custa lembrar, logo, da Páscoa dos homens! Pois a Páscoa do Êxodo de Israel com Moisés e a Páscoa da Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo tornou-se um livramento da maldição da morte através de um incrível ato de Justiça espiritual-física integral que ocorreu historicamente tanto no antigo Egito quanto na Palestina do primeiro século. Pois em ambas as situações as pessoas que padeciam por viver distantes de Deus por suas próprias escolhas e ignorância, foram convidadas a se aproximar só depois de alguém pagar a penalidade da distância que era somente delas, até então - sendo que lá no Egito um cordeiro foi morto pra que seu sangue protegesse as portas das casas dos cidadãos; e na Jerusalém do ano 33 foi Jesus Cristo, o Messias cristão, quem morreu na cruz pra assumir tal situação. E assim se fez Justiça, afinal. Feliz Páscoa!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

a Espiritualidade das NOTÍCIAS, no Cinema: THE POST

"Assustada e tensa, engoli em seco e disse: "Vamos adiante. Vamos adiante. Vamos publicar". (Katharine Graham, diretora do jornal The Washington Post, junho de 1971). Notícias são as informações relevantes do que ocorre em nossos dias e que publicamos aqui, lá e em todo lugar. Até que algum tempo depois, tudo se transforma na História! Uma história humana necessária já que torna possível uma boa análise do que já foi apenas antiga notícia, pois afinal, aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo, conforme disse George Santayana, The Life of Reason (1905). Eis a importância de que as notícias sejam oportunamente publicadas (post), mesmo, pois somente assim estaremos bem informados, agora e também no futuro. Em The Post - a guerra secreta, o prodigioso cineasta Steven Spielberg apresenta um drama inspirativo acerca dos ideais do espírito humano, contando com os astros Meryl Streep e Tom Hanks envoltos em grave batalha jornalística para publicar as secretas informações acerca da atuação norte-americana na guerra do Vietnã. O jornal "The New York Times" vinha publicando as notícias dos "Pentagon Papers" naquele mesmo junho de 1971, mas se encontrava agora impedido de continuar por uma decisão judicial. A guerra (secreta) exposta neste instigante filme de Spielberg encontra seu resumo ético no belíssimo texto de Isabela Boscov, crítica da revista Veja: "o filme se chama The Post porque é uma convocação: jornalismo de primeira não deve ser ambição só dos fortes, como o The New York Times. Por ser uma necessidade democrática, um serviço público e um imperativo moral, deve ser a meta também dos quase insolventes, como o The Washington Post de 1971, e dos titubeantes, como o era ainda Katharine Graham." E junto deste princípio que revela uma essência ética do jornalismo, dá pra reconhecer que até a espiritualidade das notícias também surge de um valor oriundo da dignidade humana, assim que esta toma forma através da autenticidade da informação que damos ao próximo. Pois a veracidade das nossas informações fará de nós, sim, seres humanos mais sinceros até nos tornarmos a pessoa integral (corpo e espírito) que podemos ser como gente neste mundo. Afinal, a rica experiência de vida que temos neste planeta origina de nossa peculiar racionalidade; que é a própria condição de compreender quem somos e o que já vivemos - as "nossas" notícias, enfim, informações que vão nos tornar capazes de fazer escolhas a partir disso tudo. Eis nossa original razão consciente que é a própria centelha espiritual da humanidade, também, pois é o espírito dentro de nós "quem" pensa, por certo, jamais as nossas células e nervos. Daí o valor de anotarmos informações preciosas e divulgarmos notícias importantes no (bom) uso constante da razão, que é a própria racionalidade do espírito se movendo sobre nossa personalidade enquanto vamos amadurecendo através de pensamentos valiosos. Pensamentos percebidos e noticiados desde 40 000 anos atrás assim que a humanidade começou a contar suas histórias através de desenhos e esculturas. Pois as histórias escritas pra melhor informar quem somos e o que fizemos surgiram somente há 5 000 anos. Logo, a narração dos acontecimentos com lições morais e a preocupação em detalhar guerras e atos políticos tornou-se um método clássico de registro da história. E foi o grego Heródoto que 500 anos a.C analisou algumas notícias no objetivo de melhor investigar suas informações, e daí surgiu o nome "história", que significa "investigação" em grego. Seus textos foram validados como históricos por se basearem nos relatos de testemunhas e buscarem descrever as atitudes dos homens que foram os responsáveis pelas notícias coletadas. E o resto, bem, o resto é história... Mas precisa ser uma história digna, que se reconhece assim que o princípio técnico da coerente coleta das informações acaba por orientar e valorar o próprio conteúdo das notícias. Tá entendendo? Ora, neste quesito, o médico e Apóstolo Lucas se revelou um valoroso jornalista profissional "espiritual", pois uniu a digna busca técnica de informações (testemunhas oculares) junto de um anúncio verídico (datado e detalhado) das notícias e mensagens ditas em vida por um Profeta mundialmente aclamado, o próprio Jesus de Nazaré. Pois a espiritualidade das notícias também se reconhece por seu conteúdo e pelas informações que chegam até nós a partir de uma origem espiritual que transcende este mundo. Ou seja, são informações que tanto esclarecem temas espirituais da humanidade, como igualmente são anunciadas por mensageiros qualificados de Seres superiores; já que no caso, Jesus falava em nome de Deus, o Pai. O que "THE POST" recorda aos nossos espíritos indecisos, pois muitas vezes, calados, é o valor de se aventurar pelo conhecimento das informações relevantes, sem cansar demais pra logo não esquecer, por favor, de rápido avisar a quem quer que seja das verídicas notícias que agora já sabemos. A partir daí é correr para o abraço das boas conversações, lutando pra sermos sinceros e principalmente, corajosos e simples enquanto com ousadia e tranquilidade informamos exatamente a notícia anunciada pra que a boa mensagem seja por outros conhecida. Pois é assim que também nos tornamos uma (boa) Notícia, por aí. Bom feriado.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

a ESPIRITUALIDADE no Cinema: THE POST, A Guerra Secreta

"Assustada e tensa, engoli em seco e disse: "Vamos adiante. Vamos adiante. Vamos publicar". (Katharine Graham, diretora do jornal The Washington Post, junho de 1971). O novo e inspirativo filme de Steven Spielberg (The Post, USA 2017) contém didática aula que cobre do ensino fundamental até o mestrado um tema básico do espírito humano, que é o Ideal nosso de cada dia. Trata-se de um drama adulto com técnica cinematográfica apurada e apoiado em sinceras interpretações que revela um cineasta cada vez mais essencial ao cinema atual, e que acaba por depurar neste filme as graves e eternas diferenças entre Ideal e Ideologia. Pois os ideais são aqueles valores constantes e honestos que se transformam em meios capazes de construir um fim digno, enquanto as ideologias tem se desenvolvido enquanto fins que jamais se realizam e que apenas corrompem em nome de sua grandeza todos os meios de que toma posse pra (tentar) se fazer notável. E a diretora de jornal Katharine Graham avança rumo ao ideal de um jornalismo que serve ao povo, e não às elites múltiplas do poder, pois seu tema fundamental são simplesmente as notícias - aquelas informações verídicas do que acontece no momento e época que vivemos hoje! Até que algum tempo depois, tudo se transforma em História! Uma história humana sempre essencial já que torna possível o estudo da antiga notícia, pois afinal, aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo, conforme disse George Santayana, The Life of Reason (1905). Eis a importância e valor, então, de que as notícias sejam oportunamente publicadas (post), pois somente assim estaremos bem informados, agora e também no futuro. Em "The Post - a guerra secreta, Steven Spielberg traz os astros Meryl Streep e Tom Hanks em grave batalha jornalística para publicar as informações mais relevantes sobre a atuação norte-americana na guerra do Vietnã. Notícias que foram desprezadas pelo próprio governo dos EUA, quando seu Secretário de Defesa as ocultou consigo em sua secretaria. O jornal "The New York Times" vinha publicando as notícias secretas dos "Pentagon Papers" naquele mesmo junho de 1971, mas se encontrava agora impedido de continuar por uma decisão judicial. A guerra (secreta) exposta neste inspirador filme de Spielberg encontra seu resumo ético no belíssimo texto de Isabela Boscov, crítica da revista Veja: "o filme se chama The Post porque é uma convocação: jornalismo de primeira não deve ser ambição só dos fortes, como o The New York Times. Por ser uma necessidade democrática, um serviço público e um imperativo moral, deve ser a meta também dos quase insolventes, como o The Washington Post de 1971, e dos titubeantes, como o era ainda Katharine Graham." Junto desta ideia que revela a essência ética do jornalismo, dá pra reconhecer que até a espiritualidade das notícias também surge de um valor oriundo da dignidade humana, algo realizado a partir da autenticidade da informação que damos ao próximo . Pois a veracidade das palavras ditas vai desenvolver em nós uma personalidade mais sincera, o que nos fará amadurecer como seres humanos até que nos tornemos a pessoa integral (corpo e espírito) que podemos ser como gente neste mundo. Afinal, a rica experiência de vida que temos neste planeta origina de nossa peculiar racionalidade; que é a própria condição de compreender quem somos e o que já vivemos - as "nossas" notícias, enfim, informações que vão nos tornar capazes de fazer escolhas a partir disso tudo. Eis a nossa original razão consciente que é a própria centelha espiritual da humanidade, pois é o espírito dentro de nós "quem" pensa, por certo, jamais as nossas células e nervos. Pensamentos humanos percebidos e noticiados desde 40 000 anos atrás assim que a humanidade começou a contar suas histórias através de desenhos e esculturas. Pois as histórias escritas pra melhor informar quem somos e o que fizemos surgiram somente há 5 000 anos. Logo, a narração dos acontecimentos com lições morais e a preocupação em detalhar guerras e atos políticos tornou-se um método clássico de registro da história. E foi o grego Heródoto que 500 anos a.C analisou algumas notícias no objetivo de melhor investigar suas informações, e daí surgiu o nome "história", que significa "investigação" em grego. Seus textos foram validados como históricos por se basearem nos relatos de testemunhas e buscarem descrever as atitudes dos homens que foram os responsáveis pelas notícias coletadas. E o resto, bem, o resto é história... Mas precisa ser uma história digna, que se reconhece assim que o princípio técnico da coerente coleta das informações acaba por bem valorar o próprio conteúdo das notícias. Tá entendendo? Ora, neste quesito, o médico e Apóstolo Lucas se revelou um valoroso jornalista profissional "espiritual", pois uniu a digna busca técnica de informações (com testemunhas oculares) junto de um anúncio verídico (datado e detalhado) das notícias e mensagens ditas em vida por um Profeta mundialmente aclamado, o próprio Jesus de Nazaré. Pois a espiritualidade das notícias também se reconhece por seu conteúdo e pelas informações que chegam até nós a partir de uma origem espiritual transcendente a este mundo. Ou seja, são informações que tanto esclarecem temas espirituais da humanidade, como igualmente são anunciadas por mensageiros qualificados de Seres superiores; já que no caso, Jesus falava em nome de Deus, Pai. Quando isto acontece, as notícias posteriormente tornam-se história, só que esta se faz reconhecer entre os homens como "História Sagrada". Até o Apóstolo São Paulo orientou os princípios da boa comunicação das sagradas notícias, ao afirmar que um bom mensageiro espiritual deveria ser alguém prudente e ousado, sempre atento pra falar no momento apropriado, e bastante preocupado com as palavras que iria utilizar pra eficazmente expressar as novidades dos céus aqui pela terra. O que "THE POST" recorda aos nossos espíritos claudicantes, pois muitas vezes, calados, é o valor de se aventurar pelo conhecimento das informações relevantes, sem cansar demais pra logo não esquecer, por favor, de rápido avisar a quem quer que seja das notícias que agora já sabemos. A partir daí é correr para o abraço das boas conversações, lutando pra sermos sinceros e principalmente, corajosos e simples enquanto com ousadia e tranquilidade informamos exatamente a notícia anunciada pra que a boa a mensagem seja por outros descoberta. Pois é assim que também nos tornamos uma (boa) Notícia, por aí. Bom filme!

domingo, 28 de janeiro de 2018

a Espiritualidade das MÁGOAS e RESSENTIMENTOS, no Cinema: A LUZ ENTRE OCEANOS

"Você só tem que perdoar uma vez. Mas para se ressentir, você tem que fazer isso o dia todo, todo dia." O aprendizado espiritual que o filme "A Luz entre Oceanos" oferece é valioso pois enquanto os ressentimentos assombram o convívio dos personagens, a virtude do perdão ilumina a alma deixando claro que a humanidade requer compreensões e oportunidades novas se desejamos viver melhor esta vida breve que nos toca. Lançado em novembro de 2016 e disponível na NET e locadoras, este drama romântico toca as corações dos espectadores através das sinceras interpretações de Alicia Vikander, Michael Fassbender e Rachel Weisz, sob a direção segura e sábia de Derek Cianfrance, pois sua narrativa cinematográfica utiliza a boa técnica para transmitir de forma realista um drama interessante. Tom Sherbourne (Michael) é o veterano da primeira guerra contratado para manter funcionando um farol entre os oceanos Pacífico e Índico, que se casa com Isabel (Alicia) e juntos vão morar na ilha. As dificuldades da esposa engravidar e a aparição de um bebê trazido pelo mar para o casal irão mover este interessante drama existencial pelo qual as consciências dos personagens serão desafiadas no transcorrer da história, de suas vidas. Há um diálogo no terço final do filme trazido do passado de Raquel Weisz que se torna uma meditação constante a desafiar os protagonistas para que escrevam um novo enredo ao incrível drama que agora domina seus corações. Raquel questiona assim seu marido alemão sobre sua maneira de viver: "- Você já passou por tantas coisas na sua vida e mesmo assim está sempre feliz. Como faz isso? - Para perdoar, basta uma vez. Para se ressentir, precisa do dia todo. Todos os dias. O tempo todo. Precisa se lembrar constantemente de coisas ruins. Dá muito trabalho." Haja trabalho nisso! Poucas atividades são mais cansativas que lembrar diariamente as desgraças que recebemos uns dos outros, tudo por culpa de nossa malvada e confusa humanidade, certo? Mas, fazer o que, somos apenas humanos, não é mesmo? E haja dificuldade e trabalho, e muito trabalho mesmo pra dia a dia ruminar as ruínas relacionais que constantemente damos uns aos outros em nossa compartilhada sobrevivência, humana. E não há "desculpa" que realmente liberte nossa alma de manter consigo as mágoas e ressentimentos que ficaram, embora o aprendizado do esquecimento "pareça" manter longe as dores que já partilhamos por aí em nossa história. A verdade é que nossa interior (exterior) personalidade sempre irá carregar os traços de quem realmente "somos", pois o lugar onde estão depositadas nossas desgraças é simplesmente a alma - e dela jamais fugimos, acredite. Uma outra grave enfermidade que acolhemos por tratar a vida somente por meio das desculpas é que a simplória tentativa de esquecer as mágoas jamais irá nos libertar de repetir as situações em que recebemos o mal. E nem de reprisar as atitudes em que maldades praticamos. Pois as desculpas nunca analisam o que ocorreu e por isso mesmo impedem as possíveis mudanças que somente os arrependimentos mover. Eis o modo como permanecemos os mesmos, tanto pra receber quanto pra praticar o mal nesta vida, tão cansativa de mágoas e ressentimentos. E não adianta só manter a convivência pra experimentar de novo a situação em que algo de mal já nos ocorreu - pois desse mato (e jeito) não sai coelho, novo. Resta o perdão como uma outra solução para este jeito de viver que só faz a gente cansar cada vez mais, pois como disse o bom marido alemão de Raquel Weisz, se ressentir dá muito trabalho, e também leva muito tempo da vida, da gente. Fazer o que, então? Bem, "aquele que pede, também recebe", esclareceu já desafiando o Profeta Jesus. É isso! "Perdoa-nos, assim como nós perdoamos.", orienta o ensino. Eis a oração dependente que realiza uma conversa espiritual junto do Deus (Pai) Nosso para aqueles que tem fé. Ou seja, se você orar a frase inteira - com sinceridade, tanto o que você já fez quanto o que lhe fizeram, irá ser tratado pelas mãos do próprio Deus. Pois, afinal, perdoar é divino, lembra? Eis o que torna tão necessária, então, esta objetiva petição. Segue abaixo a linda carta de uma mãe para sua filha, no filme, o que nos ajuda a recordar que tanto com perdão ou mesmo sem ele, as consequências dos malfeitos recebidos e praticados sempre estarão conosco, pois assim é a vida. A diferença é que o perdão faz descansar, e avançar. "Minha querida Lucy, já faz muito tempo. Muito tempo... No baú com esta carta estão alguns dos seus primeiros pertences: sua roupa do batizado, seu cobertor amarelo, alguns desenhos que você fez. E há coisas que fiz para você ao longo dos anos – roupas de cama e mesa e assim por diante. Guardei-as para você – coisas dessa parte perdida de sua vida. Para o caso de você vir em sua busca. Você é uma mulher agora. Espero que a vida tenha sido boa com você. Espero que possa me perdoar por ter ficado com você. E por tê-la deixado ir embora. Saiba que você sempre foi amada. Com todo meu amor." Um bom filme pra você. E vê se descansa mais, pois é pra isto que serve o Domingo.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

a Espiritualidade do PERDÃO, no Cinema: A LUZ ENTRE OCEANOS

"Você só tem que perdoar uma vez. Mas para se ressentir, você tem que fazer isso o dia todo, todo dia." De vez em quando a América produz um filme que contém a coerência e fluidez narrativa norte-americanas associada ao olhar e sensibilidade cinematográfico europeus, e A LUZ ENTRE OCEANOS é um bom exemplo de uma destas obras singulares. O aprendizado espiritual que o filme oferece é valioso pois a virtude divina do perdão assombra (ilumina) o convívio dos personagens deixando claro que a existência humana requer compreensões e oportunidades novas se desejamos viver juntos esta vida breve que nos toca. Lançado em novembro de 2016 e disponível na NET e locadoras, este drama romântico toca as corações e almas dos espectadores através das sinceras interpretações de Alicia Vikander, Michael Fassbender e Rachel Weisz, sob a direção segura e sábia de Derek Cianfrance, pois sua narrativa cinematográfica utiliza a boa técnica para transmitir de forma realista um drama interessante. Tom Sherbourne (Michael) é o veterano da primeira guerra contratado para manter funcionando um farol entre os oceanos Pacífico e Índico, que se casa com Isabel (Alicia) e juntos vão morar na ilha. As dificuldades da esposa engravidar e a aparição de um bebê trazido pelo mar para o casal irão mover este interessante drama existencial pelo qual as consciências dos personagens serão desafiadas no transcorrer da história, de suas vidas. A indicação de "Plano Extra" (site) é esclarecedora: "Se A Luz Entre Oceanos (The Light Between Oceans) vale a pena ser visto, isso não há dúvidas; apesar de seu tratamento antiquado e de uma história que não é lá das mais originais, vinga aqui a edificante fotografia de Adam Arkapaw (Macbeth) que traz uma nuance contemplativa digna de um filme de Terrence Malick, ainda mais quando os cenários são complementados com frases bonitas, vide a explicação sobre a origem da ilha. Uma vez que seus astros principais não precisam provar mais nada ao mundo, mas entregam as boas performances de praxe, o título é um drama bem-vindo quando pairam as dúvidas sobre o perdão e o ressentimento." Há um diálogo no terço final do filme trazido do passado de Raquel Weisz que se torna uma meditação constante a desafiar os protagonistas para que escrevam um novo enredo ao incrível drama que agora domina suas vidas. Raquel questiona assim seu marido alemão sobre a maneira de viver sua existência: "- Você já passou por tantas coisas na sua vida e mesmo assim está sempre feliz. Como faz isso? - Para perdoar, basta uma vez. Para se ressentir, precisa do dia todo. Todos os dias. O tempo todo. Precisa se lembrar constantemente de coisas ruins. Dá muito trabalho." Haja trabalho nisto! Poucas atividades são mais cansativas que lembrar diariamente as desgraças que recebemos uns dos outros, por culpa deliberada da nossa malvada e confusa humanidade, certo? Mas, fazer o que, somos apenas humanos, não é mesmo? Além disso, todo mundo sabe que perdoar é divino, certamente. E saiba que não há ditado social mais sábio e verídico do que este na história da espiritualidade da alma de quase todo mundo. De verdade. Pois este dito popular revela exatamente uma orientação essencial do princípio espiritual do Cristianismo. Veja que o Profeta Jesus desafiou seus alunos existenciais a perdoarem diversas vezes uma mesma pessoa, sendo que logo os discípulos retrucaram pedindo, então, que a fé deles fosse aumentada. Jesus confirmou que era uma questão de fé, sim, e rapidamente ensinou que se tratava - ao mesmo tempo, da mais simples atitude de fé. Pois a prática do perdão era um dever básico de seus seguidores. Mas a dúvida e a dificuldade ficaram no ar, e assim permanecem conosco até hoje. E haja dificuldade e trabalho, e bastante trabalho pra dia a dia ruminar as ruínas relacionais que constantemente damos uns aos outros em nossa compartilhada existência, humana. Não há "desculpa" que realmente liberte nossa alma de manter consigo o que nesta vida fizemos ou recebemos, embora o aprendizado do esquecimento "pareça" manter longe o que já partilhamos por aí em nossa história. A verdade é que nossa interior (exterior) personalidade sempre irá revelar os traços do que "somos", pois o lugar onde estão depositadas as desgraças feitas ou recebidas é simplesmente a nossa alma - e dela jamais fugimos, acredite. As desculpas do esquecimento não nos livram de reprisar as situações em que recebemos o mal e nem de repetir as atitudes em que maldades praticamos. Pois desculpas jamais analisam o que ocorreu e por isso mesmo impedem os arrependimentos e suas possíveis mudanças. Eis o jeito como continuamos os mesmos, tanto pra receber quanto pra fazer o mal nesta vida, cansativa. E não adianta manter a associação e partilhar novamente da situação em que tudo de mal algumas vezes já ocorreu - pois desse mato (e jeito) não sai coelho. Resta o perdão como uma outra solução para este jeito de viver que só faz a gente cansar cada vez mais, pois como disse o bom marido alemão de Raquel Weisz, se ressentir dá muito trabalho, e também leva muito tempo da vida, da gente. Fazer o que, então? Bem, "aquele que pede, também recebe", esclareceu já desafiando o Profeta Jesus. É isso! Eis o humilde pedido dependente que precisa ser feito ao Deus (Pai) Nosso por aqueles que (ainda) tem fé: "Perdoa-nos, assim como nós perdoamos". Ou seja, se você orar a frase inteira - com sinceridade, tanto o que você já fez quanto o que lhe fizeram, irá ser tratado pelas mãos do próprio Deus. Pois, afinal, perdoar é divino, lembra? Eis o que torna tão necessária, então, esta objetiva petição. Segue abaixo a linda carta de uma mãe para sua filha, no filme, o que nos ajuda a recordar que tanto com perdão ou mesmo sem ele, as consequências dos malfeitos recebidos e praticados sempre estarão conosco, pois assim é a vida. A diferença é que o perdão faz descansar, e avançar. "Minha querida Lucy, já faz muito tempo. Muito tempo... No baú com esta carta estão alguns dos seus primeiros pertences: sua roupa do batizado, seu cobertor amarelo, alguns desenhos que você fez. E há coisas que fiz para você ao longo dos anos – roupas de cama e mesa e assim por diante. Guardei-as para você – coisas dessa parte perdida de sua vida. Para o caso de você vir em sua busca. Você é uma mulher agora. Espero que a vida tenha sido boa com você. Espero que possa me perdoar por ter ficado com você. E por tê-la deixado ir embora. Saiba que você sempre foi amada. Com todo meu amor." Um bom filme pra você. E vê se descansa mais, pois é pra isto que serve o Domingo.

sábado, 13 de janeiro de 2018

a Espiritualidade da POLÍTICA, no Cinema: O DESTINO de UMA NAÇÃO

O maior líder político da história recente da Inglaterra ganha seu segundo filme em 6 meses (após Churchill, 2017) com a chegada aos cinemas de "O Destino de Uma Nação", 2018, com Gary Oldman atuando como o primeiro ministro britânico que liderou o Reino Unido na II guerra mundial. O filme apresenta as três semanas de maio em que a Inglaterra e o mundo viram um homem genioso e transparente se assumir como o líder que a Europa precisava para se contrapor ao nazismo de Hitler. Winston Churchill não era um líder pronto, e nem seus colegas de parlamento enxergavam nele o congressista mais apropriado para enfrentar a dramática situação de derrota que surgia no horizonte dos mares ingleses. Eis o motivo que torna o filme eficaz pra nos ajudar na análise das lideranças humanas, pois afinal, não somos perfeitos e nem mesmo devemos nos reconhecer personalidades prontas nesta vida. Daí, o valor de meditar no caráter do líder a partir de uma perspectiva espiritual tendo por espelho este belíssimo drama histórico do diretor Joe Wright. O Profeta Jesus já afirmou que um líder comunitário espiritual somente surge durante um processo vivencial, e o que importa na caminhada além da perseverança é tanto ser conhecido, como igualmente bem conhecer as pessoas humanas que se deseja liderar. Um líder sempre entra pela porta, diz Jesus, e jamais adentra a sala pela janela para não desprezar o aprendizado e os degraus necessários da escalada da vida. Ele precisa conhecer a voz de seus liderados tanto quanto estes ouvem a sua, pois é isto que os torna seguidores dele. Algo que jamais acontece com os lobos, sejam os políticos ou aqueles só do mato, que apenas querem devorar os impostos (e a alma) da nação. O que já se conhece da personalidade de Winston Churchill é que suas variações de humor surgiam a partir do objetivo essencial de sua liderança política - fazer algo de bom ao povo inglês sem negar a dura realidade social que acometia a nação. Uma virtude humana do político bonachão que valoriza o valor espiritual universal de se amar a Deus e ao próximo, em primeiro lugar. Pois "amar" alguém, seja o Deus criador ou qualquer ser humano por aí, é uma atitude baseada no compromisso de respeitar a personalidade do outro enquanto com ele nos relacionamos; ou seja, é preciso investir em alguma honestidade de coerência básica como padrão das conversações e atitudes entre nós, apenas (tudo) isso. Algo que não deveria ser tão desprezado assim na hora de eleger nossos representantes sociais, pois os líderes políticos dos povos são aqueles que tem as maiores oportunidades tanto de fazer algo de bom à milhares de pessoas, como igualmente podem amaldiçoar milhões com suas lorotas descompromissadas com a realidade, da sociedade. Eis a importância de sabermos um pouco (muito) mais acerca da "espiritualidade" dos valores da Política dos homens, meus amigos. E o filme "O Destino de Uma Nação" facilita a meditação deste tema humano tão ardiloso, pois o diretor Joe Wright (Orgulho e Preconceito, e Anna Karenina) nos brinda com cenários suntuosos e detalhistas cujo propósito maior é revelar o contexto social e político da Inglaterra tradicional do que simplesmente servir de moldura à imagens sem conteúdo existencial, pois o filme é de uma sensibilidade social e dramática grandiloquente, acredite. Ou seja, até os técnicos deste filme "político" se preocuparam em honrar o compromisso de entregar aos espectadores algo coerente ao drama que seu título e tema anunciavam ser o real conteúdo humanista da produção. Virtude enaltecida na bela interpretação de Gary Oldman, que supera as ótimas maquiagens do rosto para dar vida (cativante) a um personagem que facilita nossa obediência ao maior mandamento espiritual político conhecido: o de obedecer as autoridades deste mundo, pois foi o próprio Criador dos espíritos que nos deixou tal relação de hierarquia comunitária como um legado social à humanidade. De verdade. Veja que até o mandamento espiritual de se dar a César o que é dele mesmo e dar pra Deus o que pertence só ao Criador, bem, não deixa de bem esclarecer tanto as diferenças, como as singularidades do que significa honrar devidamente cada pessoa e Ser com quem nos relacionamos. Na época de Jesus tal orientação pretendia explicar ambos os compromissos que temos de tanto honrar as autoridades humanas como também a autoridade divina, mais do que necessariamente separar a espiritualidade da política, tá entendendo? Um aprendizado político essencial que não deveria nos fazer confundir espiritualidade com religião e valores com doutrinas, claro, pois quanto mais laico for o Estado, maior liberdade terão pra viver suas espiritualidades todos aqueles que assim o desejarem. Afinal, tanto a religião una quanto o partido único são atividades totalitárias que apenas impedem qualquer sociedade de progredir democraticamente. E nestes tempos em que a liderança da boa camaradagem já rompeu todos os padrões da coerência só pra colocar no lugar o que grupo "chefe" pretende conquistar, eis que urge a necessidade de surgir alguma visão política que supere os esquemas simplórios de toma lá dá cá pra colocar no lugar algum valor ético comunitário decente, pra variar. O rumo final que W Churchill decidiu dar à construção de sua personalidade política na liderança da sociedade revela que a sinceridade existencial de alguém consigo próprio é o primeiro passo de uma espiritualidade humanoide saudável e digna do nome. E somente da decente palavra dita que se transforma em atitude cumprida é que nasce uma personalidade humana plena de coerência existencial. Daí que o mais importante provérbio ético espiritual pra dar (bom) rumo à existência humana permanece o mesmo: que a nossa palavra seja sempre Sim, e sim, ou não, e Não; e pronto - pois tudo que passar disso vêm do maligno! E pra bem concluir nossa visão espiritual da política normal, nada melhor que assistir "O Destino de Uma Nação" junto do filme "Dunkirk", que apresenta como a Operação Dínamo evacuou mais de 300 mil soldados ingleses e franceses assim que estes foram encurralados na praia pelo exército alemão em maio de 1940. E o valor espiritual que se enxerga em "Dunkirk" é o da Dignidade, algo bonito de ver assim que jovens e idosos invadem o oceano em seus barcos e lanchas só pra resgatar a vida de milhares de cidadãos militares - assumindo sobre sua cidadania de civis uma guerra real e sangrenta, custe o que custar. E o que se entrega em nome do próximo é simplesmente o cotidiano vivencial e até a vida total destas pessoas comuns que se revelam seres humanos excelentes enquanto praticam uma fraternidade sacrificial. E como não há líder sem liderados que o acompanhem eticamente, eis que a dignidade relacional de ambos os lados continua sendo o valor espiritual superior que pode, sim - um dia, dar ao Brasil alguém decente pra governar esta nação. Bom filme!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Feliz 2018: DEUS é mesmo BÃO, SEBASTIÃO?

Um filósofo que perguntou bem acerca das coisas de Deus e do mundo, foi mesmo Epicuro, pra quem seria impossível que um Deus Bom governasse com grande Poder um mundo tão desgraçado. Pois, afinal, se Deus fosse realmente bom, então não seria poderoso o bastante pra fazer as coisas irem bem por aqui, já que parecem não estar dando certo, mesmo. A partir desta cinzenta reflexão, vamos pensar algo que possa animar você a caminhar pra frente e com mais esperança neste novo ano de 2018. Pra começar, é preciso reconhecer bom valor na interessante questão de Epicuro. O que nos leva ao início da história da humanidade, pois lá sabemos que Deus criou a espécie humana à sua imagem e semelhança, ou seja, todo mundo foi feito com personalidade - gente capaz de escolher o que fazer com o que acontece de bom e de ruim diante dos nossos olhos, e mãos. E foi nesta toada que Deus também criou luz e trevas, paz e guerra, o bem e o mal; ou seja, os dois lados dessa mesma moeda chamada vida humana no Universo. Pois pessoas racionais que fazem escolhas precisam igualmente de opções pra escolher, certo? Daí que a humanidade por seu representante mítico histórico, Adão, decidiu, então, pela escolha de a quase tudo experimentar - o que se tornou real através da tal mordida da maça, o próprio fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. E com tanto conhecimento à disposição, eis que assim começou a desgraceira geral da humanidade neste pequeno planeta que gira somente ao redor de si próprio, quase sempre. Deus até enviou um juízo parcial pra limpar a terra da inicial bagunça opcional - o conhecido dilúvio de Noé. Mas, continuamos seguindo adiante, cada vez mais pra baixo. E até aqui chegamos. A maldade aumentou de tal jeito e a humanidade se tornou tão perdida que, vez ou outra, alguns profetas apareciam pra confirmar que, sim, Deus havia criado tudo e também sabia de todas as coisas: "Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.". É isso. Pois assim disse o Profeta Isaías, 2700 anos lá atrás. Enfim, se Deus sabe mesmo todas as coisas, então, melhor meditar um pouco a partir de algo dito pelos professores da disciplina d`Ele, tá certo? A ideia é pensar junto do filósofo judeu e greco-romano Paulo de Tarso, o Apóstolo São Paulo. Pois foi Paulo que notou lá pelo ano 55 que a nação de Israel se afastava da pessoa de Deus, ao mesmo tempo em que muitos gentios - o restante da humanidade na época, aproveitava da bobeira pra se aproximar do Criador. E parando pra imaginar o que ocorria, Paulo percebeu que Deus mesmo parecia endurecer o coração do povo de Israel pra que não enxergassem a Ele próprio, Deus. Mas, afinal, o que Paulo entendeu que isto significava na história da humanidade? Segundo ele, o objetivo maior era que a realidade da pessoa de Deus chegasse aos outros povos do mundo, pois Israel havia fechado a porta do conhecimento de Deus naqueles dias. A partir disso - e eis aqui a nossa (grande) questão, Paulo entendeu que o próprio Deus governou a situação abrindo uma porta pra que a humanidade pudesse, finalmente, ouvir as suas verdades. Pois alguns já estavam cansados de só saber nesta vida acerca do tal conhecimento do bem e do mal. E o fato de agora existir uma porta aberta para o conhecimento de Deus significava que a própria nação de Israel poderia, um dia, de novo entrar. Segundo Eugene Peterson: "De algum modo, Deus permite que todos nós conheçamos o que é estar de fora, para que ele, pessoalmente, possa abrir a porta pra nos receber de volta... Vocês já viram algo que se compare à graça generosa de Deus ou à sua profunda sabedoria?". Que coisa, hein homem. Israel é uma nação de seres humanos com personalidade, e foi a partir desta realidade existencial que Deus lhes permitiu escolher andar pôr outros lados, e não só ao lado d´Ele próprio. Deus respeitou a personalidade de Israel e permitiu que vivessem "fora" d´Ele, para que pessoalmente, então, Deus mesmo viesse abrir a porta para que um dia eles retornassem. Eis uma visão objetiva acerca de como Deus governa este mundo e história com muito Poder, mas também, pleno de Amor. Pois se Deus governasse o mundo só com bondade, mas sem capacidade, então suas boas intenções não conseguiriam manter as portas abertas pra humanidade voltar pra Ele, de vez em sempre. E se Deus governasse o mundo só com poder, e sem misericórdia, então Ele apenas limparia toda a maldade com um dilúvio por século, e aí começaria tudo de novo, num ciclo existencial sem razão, e quase sem Deus. Só que não! Pois Deus quer, e decidiu que também deseja, viver a história do mundo exatamente junto conosco - pessoas racionais, e cheias de bastante personalidade. Eis a razão pela qual o conhecimento da própria Pessoa d`Ele estará disponível, pra (quase) sempre. O negócio é que pra viver perto de uma humanidade adolescente que só deseja saber o que bem lhe interessa, pra só depois, talvez, pensar em saber da Verdade. Bem, restou pra Deus a oportunidade de sofrer junto conosco nesta nossa jornada de auto conhecimentos, quase sem fim. Que loucura! Enquanto isso, Deus segue governando o mundo com muito amor, e bastante poder, haja graça. Até que voltemos (tomara), dos nossos muitos conhecimentos ao real conhecimento da própria Pessoa de Deus. Feliz Ano Novo!