"As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes.", disse o Profeta Jesus. "Enquanto me recusei a confessar meu pecado, meu corpo definhou, e eu gemia o dia inteiro.", explicou o Rei Davi. É isso! Veja que a espiritualidade judaico-cristã entende que alguns dos maiores dramas da nossa consciência e alma são, na verdade, enfermidades originárias da nossa essencial relação com Deus - assim que ela se quebra. Afinal, Jesus deu essa sua famosa declaração exatamente ao ser questionado da razão de andar pra lá e pra cá junto de seres humanos... pecadores! Os mesmos que Ele descreveu como sendo as pessoas que tem enfermidades que aparecem primeiro lá no coração do homem: "... Mas as palavras vêm do coração, e é isso que contamina o homem. Pois do coração vêm maus pensamentos, homicídio, adultério, imoralidade sexual, roubo, mentiras e calúnias. São essas coisas que os contaminam. Comer sem lavar as mãos não os contaminará." E o maior dos salmistas, Davi, segue adiante na descrição das razões e dos sintomas das doenças, tanto as da alma quanto as do corpo: "Dia e noite, tua mão pesava sobre mim; minha força evaporou como água no calor do verão." Eta ferro! Quer dizer que não apenas os nossos pecados são, então, enfermidades da alma, já que iniciam lá no coração da gente. Mas, bem mais do que isso, até a consciência (pesada) que deles temos é a própria mão de Deus (re)pousada sobre nós? Ô louco... Mas, sabe o que é (muito) interessante em tudo isso, hein? Já lhe digo. É quando Jesus chama de "cegos guiando outros cegos" aos religiosos da época que consideravam que ter "mãos sujas" é que era a principal doença espiritual da sociedade. Pois não era essa, não, gente. A maior das enfermidades era aquela que vêm direto do coração e da alma, sim - tudo aquilo, enfim, que torna o homem impuro em seu viver, tentando no mundo acontecer. Daí que o Espírito de Deus inicia direto lá na nossa alma (consciência) o aviso (tratamento) de que estamos doentes (de coração), por que não? Tá entendendo... Sim, é por aí mesmo. A culpa que aparece na consciência e se instala como insatisfação existencial no coração dos seres humanos é a própria voz de Deus nos ouvidos da humanidade, avisando que estamos, então... morrendo espiritualmente, vivendo quase como zumbis. Deus não é um cego a nos guiar e também não vai deixar isso acontecer conosco, assim, de qualquer jeito, sem avisos e afetos. Pois não é um "Pai" irresponsável da humanidade, muito pelo contrário. Portanto, não menospreze a sua consciência e jamais fuja das suas culpas, pois elas são os remédios (divinos) que iniciam a cura das mais graves doenças espirituais e físicas que se tem notícia, as nossas! "Procuro misericórdia, não religião", disse Jesus.
Os Sacramentos do Batismo e Ceia do Senhor tem seu conteúdo bíblico desenvolvido nos Artigos 27 a 29 da Confissão de Fé de Westsminter, e no sentido de ter uma reflexão orientada destes textos, iremos utilizar no ITEM 1 da aula os apontamentos do Teólogo A.A. Hodge, conforme o título: CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Comentada por A. A. Hodge. Editora Os Puritanos, 1 ed, 2007. CAPÍTULO XXVII. Dos Sacramentos. Seção I. Os Sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar a Cristo e a seus benefícios, e para confirmar nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertentecem à Igreja e o restante do mundo, e solenemente comprometê-los no serviço de Deus em Cristo, de acordo com sua Palavra. Seção II. Há em cada sacramento uma relação espiritual, ou união sacramental, entre o sinal e a coisa significada; daí o fato de que os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro. Catecismo Maior, questão 163. ...
Comentários
Postar um comentário