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a ESPIRITUALIDADE do II Mandamento de JESUS!

Não dá pra amar a Deus que não vemos, se não amarmos aqueles que vemos. Nenhum homem é uma ilha, e jamais será! Só se for pra ver o outro dele se afastando e logo chegando, como as marés que retornam à praia pra abraçar de novo a terra. Essa realidade existencial é um elemento fundamental da boa Espiritualidade. Pois não há espiritualidade saudável sem o outro, sem gente como a gente, e que esteja por perto. Não que seja fácil, mas é necessário. Assim como saímos da atividade para o descanso, devemos também escapar do sofá até a presença de alguém. Especialmente nesses dias de quarentena, em que alguns "próximos" de nossa vida estão (sempre) por perto. É isso. Não há ânimo e satisfação; a tal realização pessoal que nos faz seguir adiante, se não for possível manter as relações com outras pessoas. A ideia é simples: a minha espiritualidade humana não pode sobreviver sem... a humanidade espiritual dos outros. Pois não há vida na preguiça da distância, mas só na perseverança da aproximação. E não apenas pra se esquentar, mas acima de tudo, pra conviver; que será sempre o nosso melhor existir! "Existir" assim com a família e parentes, colegas e vizinhos; e importante, com os desconhecidos sociais da cidade, assim que a hora chegar, é claro. Saiba que não há ninguém que não seja interessante pra nós, espiritualmente falando. Sim, às vezes é difícil, mas eis algo fundamental ao nosso aprendizado espiritual. Pois o esforço pra escapar do outro e o desinteresse em dele se aproximar são graves enganos espirituais da vida, já que semeiam o vazio relacional e criam uma história sempre egoísta, superficial. Indicam um cuidado exagerado com nós mesmos que irá se revelar fatal, já que é o exato oposto das boas experiências do espírito, dos humanos e de Deus. Lembre-se: a Espiritualidade da gente só amadurece junto de gente, como a gente. "Jesus respondeu: Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua mente. Este é o primeiro e o maior mandamento. O segundo é igualmente importante: "Ame o seu próximo como a si mesmo". Toda a lei e todas as exigências dos profetas se baseiam nesses dois mandamentos." (Evangelho de Mateus, 22.37-40)

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