Pular para o conteúdo principal

Histórias do Messias. NO PRINCÍPIO!

Houve uma conversa eterna antes do começo do Princípio dos tempos e dos mundos. O Pai olhava para o nada e pensou de que jeito o Filho entraria na história levando junto dele um planeta diferente, cheio quem sabe, de gente. E tudo que se pensava, o Espírito de Deus planejava como mover. - Só tem um problema; avisou o Pai... - Esse povo precisa ser gente como a gente, mesmo que não sejam quem nós somos. - Verdade; disse o Filho. O Pai falou: - Eles serão pessoas, criados na nossa imagem e semelhança, com a condiçao racional de transformar a realidade e uma consciência moral para escolhas. Eles vão viver a história! - Eis o problema; disse o Espírito. - Certamente eles vão escolher ser como nós somos, ao invés de só querer viver conosco. - Verdade; disse o Pai. O Espírito continuou: - Daí que toda essa gente, a humanidade inteira, bem, vai acabar caindo numa desgraça sem eira nem beira. Estarão condenados a morrer em si mesmos, dia a dia pôr todo o sempre. O Pai então, pensou já falando: - Ah não ser que alguém muito forte no amor e também frágil na vaidade fosse viver a vida deles, num instante! Até gerar uma existência justa para a humanidade junto conosco. - Verdade; então ficariamos juntos pra sempre; concordou o Espírito. - É isto que deve acontecer; definiu o Pai. E seguiu: - Só que para trazer essa humanidade para junto de nós de uma vez por todas, esse Representante teria antes que levar com ele, tudo que vai afastar eles da gente - todo o pecado! - Eu vou! Disse o Filho. - A minha vida eu a dou espontaneamente, ninguém a tira de mim; concluiu Jesus de Nazaré! Cuidadosamente, o Pai e o Espírito olharam para o Filho, e assim toda a história foi escrita, num instante. - Filho? - Sim, Pai? - Você sabe que um dia lá na Cruz, nós já não seremos "nós"; pois ali você será somente "você" - um humano totalmente pecador como representante de uma raça inteira maldita! E todas as trevas do Universo estarão sobre você naquele instante. Você entende isto, meu único Filho? - Eu sou a Luz do mundo, Pai, e as trevas não irão me derrotar. Foi desta maneira, então, que "ao meio dia, desceu sobre toda a terra uma escuridão que durou três horas. Por volta das três da tarde, Jesus clamou em alta voz: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?". (Mateus 27. 45-46). Então, lá no Princípio da eternidade, Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito choraram juntos num abraço intenso que permanece apertado até hoje. Um abraço sacrificial da Trindade de Deus dado no Princípio em favor dos Seres humanos. João o Apóstolo, contou assim essa história: "No princípio, aquele que é a Palavra já existia. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ele existia no princípio com Deus... Aquele que é a Palavra possuía a vida, e sua vida trouxe luz a todos. A luz brilha na escuridão, e a escuridão nunca conseguiu apagá-la." (Evang. de João, cao. 1, versos 1 - 5.). autor: Ivan Santos Rüppell Jr é professor de ciências da religião e teologia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SÍMBOLOS DE FÉ DA IPB. Aula 2. Teologia e Contexto Histórico.

Esse texto tem objetivo didático na disciplina de Símbolos de Fé no Seminário Presbiteriano do Sul extensão Curitiba. Daí a utilização de resumos e citações mais longas no interesse de oferecer aos alunos o conteúdo apropriado para o entendimento necessário aos debates e explanações em aula. CONTEÚDO de Aula: CONTEXTO HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO DOS SÍMBOLOS DE FÉ DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. TEOLOGIA REFORMADA. "Trata-se da teologia oriunda da Reforma (calvinista) em distinção à luterana. O designativo "reformada" é preferível ao calvinista... considerando o fato de que a teologia reformada não provém estritamente de Calvino." (Maia, p. 11, 2007). OS CREDOS E A REFORMA. "Os credos da Reforma são as confissões de fé e os catecismos produzidos nesse período ou sob sua inspiração teológica. Os séculos 4 e 5 foram para a elaboração dos credos o que os séculos 16 e 17 foram para a feitura das confissões e dos catecismos. A razão parece evidente: na Reforma, as...

SÍMBOLOS DE FÉ. Aula 5. IPB.

Esse texto contém apenas citações de um livro dedicado ao conteúdo informativo sobre a história e temas teológicos da Igreja Presbiteriana do Brasil: NASCIMENTO, Adão Carlos, e MATOS, Alderi Souza de. O que todo presbiteriano inteligente deve saber. Santa Bárbara do Oeste, SP : SOCEP Editora, 2007. Este resumo de citações é de uso exclusivo para utilização em aulas do SPS, no objetivo de definir contextos e entendimentos importantes acerca da Disciplina Símbolos de Fé de Westminster. "QUEM SOMOS. A Igreja Presbiteriana do Brasil - IPB - é uma federação de igrejas que tem em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos. Suas origens mais remotas encontram-se nas reformas protestantes suiça e escocesa, no século 16, lideradas por...

SÍMBOLOS DE FÉ DA IPB. SACRAMENTOS. Batismo e Ceia do Senhor, Confissão e Institutas. 2025.

Os Sacramentos do Batismo e Ceia do Senhor tem seu conteúdo bíblico desenvolvido nos Artigos 27 a 29 da Confissão de Fé de Westsminter, e no sentido de ter uma reflexão orientada destes textos, iremos utilizar no ITEM 1 da aula os apontamentos do Teólogo A.A. Hodge, conforme o título: CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Comentada por A. A. Hodge. Editora Os Puritanos, 1 ed, 2007. CAPÍTULO XXVII. Dos Sacramentos. Seção I. Os Sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar a Cristo e a seus benefícios, e para confirmar nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertentecem à Igreja e o restante do mundo, e solenemente comprometê-los no serviço de Deus em Cristo, de acordo com sua Palavra. Seção II. Há em cada sacramento uma relação espiritual, ou união sacramental, entre o sinal e a coisa significada; daí o fato de que os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro. Catecismo Maior, questão 163. ...