TEXTOS Bíblicos.
"No dia seguinte, João (Batista) estava novamente com dois de seus discípulos. Quando viu Jesus passar, olhou para ele e declarou: "Vejam! É o Cordeiro de Deus!" Ao ouvirem isso, os dois discípulos de João seguiram Jesus." (Evangelho de João, cap. 1. 35-37).
"Mas, quando chegou o plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher e sob a lei. Assim o fez para resgatar a nós que estávamos sob a lei, a fim de nos adotar como seus filhos. E, porque nós somos seus filhos, Deus enviou ao nosso coração o Espírito de seu Filho, e por meio dele clamamos: "Aba, Pai". (Gálatas 4.4-6).
MEDITAÇÃO. A plenitude do tempo revela o momento em que ocorreu no planeta Terra e todo Universo a Páscoa original, que é algo bem diferente de ser a primeira Páscoa.
Afinal, a primeira Páscoa ocorreu no Egito assim que instituida por Deus e ali realizada junto da última das dez pragas. Pois a praga da morte dos primogênitos foi derramada sobre a terra egípcia até alcançar toda a população, sendo que os filhos de Israel foram libertos desta maldição porque seus pais tiveram fé e colocaram sangue de um cordeiro nas laterais das portas de suas casas. E assim a morte passou sobre essas casas não causando desgraças ali, vindo dai o nome Pessach - passar sobre, Páscoa!
No entanto, a Páscoa original não ocorreu no Egito, e não ficou limitada naquela região e nem foi feita com o sangue derramado de um bicho cordeiro. Na verdade, a Páscoa original do Universo ocorreu em Jerusalém e alcançou todas as dimensões da existência, quando o Filho do Homem Jesus de Nazaré foi sacrificado para que toda a Humanidade pudesse ser salva da morte espiritual eterna, pois "Deus tanto amou o mundo que entregou seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna". (João 3.16). Conforme o destaque do comentarista biblico John Stott sobre a plenitude dos tempos em que a Páscoa aconteceu; no início do primeiro milênio do Cristianismo havia a pax romana que garantia certa ordem e segurança no império, o que iria facilitar o envio de discípulos de Cristo para anunciar a muitas nações o evento da Páscoa Cristã, numa época em que o grego era a língua predominante, sendo algo que ajudaria na propagação da mensagem. Ainda, era um período de grande fome espiritual da humanidade, devido ao cansaço com as divindades romanas e o engano das religiões de mistério e gnosticismo, ao mesmo tempo em que os povos tementes a Deus se achegavam nas sinagogas em busca do conhecimento dado pelos profetas sobre a verdade do monoteísmo oriundo do judaismo. Em meio a tudo isso, o apóstolo Paulo definiu a sua missão de anunciar para todas as pessoas em todos os lugares a mensagem da Páscoa original: "Assim, desde Jerusalém a arredores, até o Ilírico, proclamei plenamente o evangelho de Cristo". (Rm 15.19). Feliz semana de Páscoa!
ORAÇÃO. Pai Nosso que está nos céus. Ilumina os nossos corações e renova a nossa Fé Cristã nesta semana de Páscoa. Abençoa nossas mentes e alegra nosso espírito no conhecimento da Páscoa original de todas as eras e lugares, que ocorreu na plenitude dos tempos do Amor de Deus derramado sobre a humanidade, amém!
Autor. Ivan S Rüppell JR é professor, advogado e ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil, atuando na gestão de ações sociais de igrejas.
Os Sacramentos do Batismo e Ceia do Senhor tem seu conteúdo bíblico desenvolvido nos Artigos 27 a 29 da Confissão de Fé de Westsminter, e no sentido de ter uma reflexão orientada destes textos, iremos utilizar no ITEM 1 da aula os apontamentos do Teólogo A.A. Hodge, conforme o título: CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Comentada por A. A. Hodge. Editora Os Puritanos, 1 ed, 2007. CAPÍTULO XXVII. Dos Sacramentos. Seção I. Os Sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar a Cristo e a seus benefícios, e para confirmar nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertentecem à Igreja e o restante do mundo, e solenemente comprometê-los no serviço de Deus em Cristo, de acordo com sua Palavra. Seção II. Há em cada sacramento uma relação espiritual, ou união sacramental, entre o sinal e a coisa significada; daí o fato de que os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro. Catecismo Maior, questão 163. ...
Comentários
Postar um comentário