"No dia seguinte, correu pela cidade a notícia de que Jesus estava a caminho de Jerusalém. Uma grande multidão de visitantes que tinham vindo para a Páscoa, tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu encontro, gritando: "Hosana!... Bendito é o Rei de Israel!". (...) Muitos tinham visto quando Jesus mandou Lázaro sair do túmulo e o ressuscitou dos mortos, e contavam esse fato a outros. Destes, muitos saíram ao encontro de Jesus, porque tinham ouvido falar desse sinal. Então os fariseus disseram uns aos outros: "Não podemos fazer nada. Vejam, todo o mundo o segue!" (...) Jesus respondeu: "Chegou a hora de o Filho do Homem ser glorificado. Eu lhes digo a verdade: se o grão de trigo não for plantado na terra e não morrer, ficará só. Sua morte, porém, produzirá muitos novos grãos." (Evangelho de João, cap. 12, versos 12 a 24).
Tudo ao mesmo tempo agora é como aconteciam naquela semana da Páscoa, os fatos determinados por Deus para salvar a humanidade de seus pecados na Sexta-f da Paixão de Cristo.
Jesus cumpriu a profecia de entrar em Jerusalém como Rei, enquanto o Sinal do milagre da Ressurreição de Lázaro fazia toda a comunidade olhar para Jesus, o que causava a revolta final nas lideranças religiosas da cidade para decidirem calar Jesus.
"Apesar de todos os sinais que Jesus havia realizado, não creram nele. Aconteceu conforme o profeta Isaías tinha dito: "Senhor, quem creu em nossa mensagem? A quem o Senhor revelou seu braço forte?". Mas o povo não podia crer, pois como Isaías também disse: "O Senhor cegou seus olhos e endureceu seu coração para que seus olhos não vejam, e seu coração não entenda, e não se voltem para mim, nem permintam que eu os cure". (João 12. 37-40).
Ao mesmo tempo, muitas pessoas da comunidade e alguns líderes religiosos estavam acreditando em Jesus, no entanto, tiveram medo e não confirmaram sua fé, pois "amaram a aprovação das pessoas mais que a aprovação de Deus", naqueles dias.
Jesus falou com todos eles: "Se vocês creem em mim, não creem apenas em mim, mas também naquele que me enviou. Pois, quando veem a mim, veem aquele que me enviou... Não julgarei aqueles que me ouvem mas não me obedecem, pois vim para salvar o mundo, e não para julgá-lo. Mas todos que me rejeitam e desprezam minha mensagem serão julgados no dia do julgamento pela verdade que tenho falado. Não falo com minha própria autoridade. O Pai, que me enviou, me ordenou o que dizer.". (João cap. 12, 44-49).
O Domingo de Ramos é aquele momento na História da humanidade em que todos ficam impactados com a Humildade da Glória de Deus, quando o Messias entrou na cidade de Jerusalém montado em um jumentinho, sendo recebido pela multidão com ramos de palmeiras e a gritar; "bendito é o que vem em Nome do Senhor!".
E depois da surpresa, vieram as reações da humanidade! Alguns acreditaram que Jesus era o Messias, enquanto outros não acreditaram. Outros, porém, acreditaram, mas escolheram não confirmar a crença, preocupados com a reação dos homens. Jesus avisou que ninguém seria julgado por isto naquele momento, até a hora devida do dia do julgamento. Embora aquele minuto pudesse se tornar o último, assim como virá de repente o dia do juízo.
Jesus dizia tudo e nada escondia dos homens, pois os mandamentos de Deus conduzem a humanidade para a vida eterna.
Feliz Semana da Páscoa!
autor. Ivan Santos Rüppell Júnior é professor de ciências da religião e teologia.
Esse texto tem objetivo didático na disciplina de Símbolos de Fé no Seminário Presbiteriano do Sul extensão Curitiba. Daí a utilização de resumos e citações mais longas no interesse de oferecer aos alunos o conteúdo apropriado para o entendimento necessário aos debates e explanações em aula. CONTEÚDO de Aula: CONTEXTO HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO DOS SÍMBOLOS DE FÉ DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. TEOLOGIA REFORMADA. "Trata-se da teologia oriunda da Reforma (calvinista) em distinção à luterana. O designativo "reformada" é preferível ao calvinista... considerando o fato de que a teologia reformada não provém estritamente de Calvino." (Maia, p. 11, 2007). OS CREDOS E A REFORMA. "Os credos da Reforma são as confissões de fé e os catecismos produzidos nesse período ou sob sua inspiração teológica. Os séculos 4 e 5 foram para a elaboração dos credos o que os séculos 16 e 17 foram para a feitura das confissões e dos catecismos. A razão parece evidente: na Reforma, as...
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