Quando Jesus de Nazaré deseja ensinar a humanidade a confiar em Deus, ele utiliza um aspecto da personalidade humana relacionado com a nossa criação à imagem e semelhança de Deus: "Vocês que são pais, respondam: Se seu filho lhe pedir um peixe, você lhe dará uma cobra?... Portanto, se vocês que são pecadores sabem dar bons presentes a seus filhos, quanto mais seu Pai no céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!" (Lucas. 11.11-13).
Sim, Deus Pai Todo Poderoso resolveu criar os seres humamos com uma capacidade que somente Deus tinha na história, pois nem Anjos, nem os Vinte e Quatro Anciãos e nem os Quatro Seres Viventes são, foram ou serão pais no Universo; só Deus Pai mesmo e os homens. (Apocalipse, cap. 5).
Algo importante pra saber é que os Seres humanos deixaram de ser filhos de Deus Pai lá no início dos tempos, na ocorrência do pecado original em que a humanidade decidiu desobedecer a Deus pela descrença ao invés de confiar pela fé. Assim, Jesus de Nazaré veio não apenas ensinar que Deus é Pai, mas principalmente, veio explicar como é que os Seres humanos se tornam filhos de Deus, de novo. Dá uma olhada: "Pai, Senhor dos céus e da terra, eu te agradeço porque escondeste estas coisas dos que se consideram sábios e instruídos e as revelaste aos que são como crianças. Sim, Pai, foi do teu agrado fazê-lo assim. Meu Pai me confiou todas as coisas. Ninguém conhece verdadeiramente o Filho, a não ser o Pai, e ninguém conhece verdadeiramente o Pai, a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho escolhe revelá-lo." (Mateus 11.25-27).
O teólogo João Calvino explica o modo como a Bíblia revela as personalidades diferentes das Três Pessoas da Trindade, e aqui destacamos alguns aspectos sobre o Santo 'Deus Pai' que está nos Céus: Para a teologia cristã, "há outra característica especial por meio da qual Deus Se faz mais distintamente conhecido a nós. Ele não somente nos diz que é Uno, mas sim que três pessoas devem ser conhecidas e distinguidas n`Ele." Então, preste atenção, pois esse conhecimento é fundamental para todo aquele que deseja realmente conhecer o Deus verdadeiro! Afinal, "quando o autor sagrado chama Cristo de a expressa imagem da pessoa do Pai, sem dúvida atribui ao Pai uma certa subsistência na qual é diferente do Filho (...)". Concluímos, assim, que quando a palavra "Deus" é usada de modo simples e indefinida, ela pertence ao Filho e ao Espírito tão verdadeiramente quanto pertence ao Pai. E quando o Pai é colocado ao lado do Filho, ao falar que o ama ou que o enviou ao mundo, cada pessoa divina se torna distinta em sua subsistência pessoal, diante da outra pessoa." Dessa forma, Jesus estava revelando o maior ato de amor de Deus Pai para com a humanidade, quando Ele enviou Jesus e depois ofereceu o Espírito Santo; tudo para que sejamos filhos de Deus e tenhamos vida, vida em abundância!
É isso. Um feliz e abençoado Dia dos Pais, com Deus Pai!
autor. Ivan S Rüppell Jr é professor de ciências da religião e capelão da Repas.
REFERÊNCIAS: Bíblia NVT, 2020; Bíblia A Mensagem, 2011. CALVINO, João. AS INSTITUTAS DA RELIGIÃO CRISTÃ, Editora Cultura Cristã, SP, 2006. WILES, J. P. Ensino sobre o Cristianismo – uma edição abreviada de AS INSTITUTAS DA RELIGIÃO CRISTÃ, Publicações Evangélicas Selecionadas, São Paulo/SP. (pgs 51 a 71 do Resumo das Institutas de J P Wiles).
Os Sacramentos do Batismo e Ceia do Senhor tem seu conteúdo bíblico desenvolvido nos Artigos 27 a 29 da Confissão de Fé de Westsminter, e no sentido de ter uma reflexão orientada destes textos, iremos utilizar no ITEM 1 da aula os apontamentos do Teólogo A.A. Hodge, conforme o título: CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Comentada por A. A. Hodge. Editora Os Puritanos, 1 ed, 2007. CAPÍTULO XXVII. Dos Sacramentos. Seção I. Os Sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar a Cristo e a seus benefícios, e para confirmar nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertentecem à Igreja e o restante do mundo, e solenemente comprometê-los no serviço de Deus em Cristo, de acordo com sua Palavra. Seção II. Há em cada sacramento uma relação espiritual, ou união sacramental, entre o sinal e a coisa significada; daí o fato de que os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro. Catecismo Maior, questão 163. ...
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