Ao aprofundar o significado do terceiro sinal do Messias - a cura do paralítico no Sábado, com ênfase no testemunho uno do Pai e Filho realizando obras e ensinos conjuntamente na situação; entendemos o que Jesus revelava ao dizer que o Filho do Homem era também o Senhor do Sábado.
Nesse contexto, Jesus dobra a aposta e convoca os homens pra colocar à prova se Ele é mesmo o Messias de Deus, ou não.
E Jesus vai dizer tudo sobre si próprio desta vez, para não deixar dúvidas sobre quem é o Filho, ainda que custe a sua vida.
Jesus coloca na questão aquela experiência existencial verdadeira que deveria ser a busca maior de todos os religiosos e espirituais. Dá uma olhada: "Quem quiser fazer a vontade de Deus saberá se meu ensino vem dele ou se falo por mim mesmo" (...) "Quem tem sede, venha a mim e beba! Pois as Escrituras declaram: 'Rios de água viva brotarão do interior de quem crer em mim'. Quando ele falou de "água viva", estava se referindo ao Espírito que seria dado mais tarde a todos que nele cressem. Naquela ocasião o Espírito ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não havia sido glorificado." (Evang. de João, cap. 7. 17, 37-39). Veja que somente após Jesus morrer na cruz na sexta-f e ressuscitar no domingo de manhã, é que a raça humana teria um representante que passou pela morte e a superou na ressurreição. E agora, a partir daí, esta experiência existencial ficou disponível pra humanidade, também. Portanto, todos podem experimentar 'vida direto' com Deus Pai mediante o poder do Deus Espírito Santo quando acreditam no Deus Filho Messias, seguindo até a Ressurreição dos mortos.
E para que a humanidade alcance a vitória religiosa final da ressurreição ao crer no Messias, Jesus oferece a oportunidade de praticarmos desde agora em nossas vidas terrenas, a vontade bendita de Deus Pai; como prova de seu poder existencial transcendente.
Infelizmente, a resposta dos líderes religiosos à época é semelhante às discussões políticas e ideológicas deste século 21, quando não importa o pensamento nem o conteúdo do que diz o próximo, mas, ao contrário, o que vale mesmo é não saber e nem deixar outro ouvir o que alguém diferente gostaria de refletir publicamente; como lemos: "Então Nicodemos, o líder que antes havia se encontrado com Jesus, perguntou: "A lei permite condenar um homem antes mesmo de haver uma audiência?". "Você também é da Galiléia?", responderam os fariseus. "Procure e veja por si mesmo: nenhum profeta vem da Galileia!". Então todos foram para casa." (João, cap. 7. 50-53).
O fato é que antes de Nicodemos avisar os fariseus religiosos de Deus para respeitarem a lei de Deus no momento de analisar e julgar um homem diante de Deus, então, a liderança da igreja já havia decidido ignorar a lei divina e desobedê-la gravemente, indo direto contra os mandamentos. Além de os fariseus não permitirem que o trabalho de Deus na cura do paralítico fosse feito, ainda desejavam matar aquele que havia realizado a cura em nome de Deus: "Jesus respondeu: "Eu fiz um milagre no sábado, e vocês ficaram admirados. No entanto, vocês também trabalham no sábado quando obedecem à lei da circuncisão que Moisés lhes deu, embora, na verdade, a circuncisão tenha começado com os patriarcas, muito antes da lei de Moisés. Pois, se o tempo certo de circuncidar seu filho cai no sábado, vocês realizam a cerimônia, a fim de não quebrar a lei de Moisés. Então por que ficam indignados comigo pelo fato de eu curar um homem no sábado? Não julguem de acordo com as aparências, mas julguem de maneira justa." (João, cap. 7. 21-24).
Observe que estes homens desprezavam Jesus e negavam dar atenção às suas palavras exatamente porque Jesus praticou a verdadeira vontade de Deus diante deles, que era algo que já não estava em seus corações e nas suas atividades há bom tempo.
No entanto, qualquer ser humano religioso, espiritual e idealista que deseja fazer a vontade de Deus, deveria simplesmente dar toda a atenção às Palavras de Jesus, e correr logo para vivenciar um abraço existencial com Deus no dia a dia.
Mas, "Jesus lhes disse: "Se Deus fosse seu Pai, vocês me amariam, porque eu venho até vocês da parte de Deus. Não estou aqui por minha própria conta, mas ele me enviou... Qual de vocês pode me acusar de pecado? E, uma vez que lhes digo a verdade, por que não creem em mim? Quem pertence a Deus ouve as palavras de Deus" (...) "Seu pai Abraão exultou com a expectativa da minha vinda. Ele a viu e se alegrou". Os líderes judeus disseram: "Você não tem nem cinquenta anos. Como pode dizer que viu Abraão?". Jesus respondeu: "Eu lhes digo a verdade: antes mesmo de Abraão nascer, Eu Sou!". Então apanharam pedras para atirar em Jesus, mas ele se ocultou deles e saiu do templo." (João, cap. 8. 42-59).
Boa semana!
autor. Ivan Santos Rüppell Júnior é professor de ciências da religião e teologia.
Esse texto tem objetivo didático na disciplina de Símbolos de Fé no Seminário Presbiteriano do Sul extensão Curitiba. Daí a utilização de resumos e citações mais longas no interesse de oferecer aos alunos o conteúdo apropriado para o entendimento necessário aos debates e explanações em aula. CONTEÚDO de Aula: CONTEXTO HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO DOS SÍMBOLOS DE FÉ DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. TEOLOGIA REFORMADA. "Trata-se da teologia oriunda da Reforma (calvinista) em distinção à luterana. O designativo "reformada" é preferível ao calvinista... considerando o fato de que a teologia reformada não provém estritamente de Calvino." (Maia, p. 11, 2007). OS CREDOS E A REFORMA. "Os credos da Reforma são as confissões de fé e os catecismos produzidos nesse período ou sob sua inspiração teológica. Os séculos 4 e 5 foram para a elaboração dos credos o que os séculos 16 e 17 foram para a feitura das confissões e dos catecismos. A razão parece evidente: na Reforma, as...
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