Aos trinta e três anos de idade, Jesus de Nazaré Ressuscitou da morte no Terceiro dia e apareceu 12 vezes durante 40 dias diante dos discípulos e Apóstolos, nas localidades de Jerusalém e Galiléia, no caminho de Damasco e no Monte das Oliveiras.
No Domingo de manhã os apóstolos João e Pedro foram avisados por Maria Madalena e chegaram correndo ao túmulo de Jesus. Quando Pedro entrou no sepulcro, verificou que ali estavam os panos que cobriam a cabeça de Jesus no sepultamento junto de lençóis de linho dobrados, sendo que João, "o discípulo que havia chegado primeiro ao túmulo também entrou, viu e creu." (João 20.8).
João e Pedro voltaram pra casa e minutos depois Jesus de Nazaré apareceu de repente diante de Maria, ali mesmo no túmulo. João vai narrar outros três encontros diante do Messias Ressuscitado no evangelho; quando Jesus visita os onze discípulos no fim daquele domingo da ressurreição; quando Ele aparece diante dos apóstolos e Tomé, oito dias depois; além do encontro da pesca maravilhosa no mar de Tiberíades.
Foram visitas do novo ser humano justificado que Jesus criou em si mesmo na Ressurreição para oferecer como padrão existencial de vida eterna para a humanidade. Sendo que nestas situações, Jesus Cristo demonstrou que o ser humano ressuscitado traz até mudanças na aparência, além de que Jesus estava superando as limitações do espaço físico quando encontrava os discípulos nos mais diversos locais, conforme aprendemos nos capítulos 20 e 21 do evangelho.
Por isto que o apóstolo Paulo afirmou aos cristãos, anos mais tarde, que "se nossa esperança em Cristo vale apenas para esta vida, somos os mais dignos de pena em todo o mundo. Mas Cristo de fato ressuscitou dos mortos. Ele é o primeiro fruto da colheita de todos que adormeceram." (1 Coríntios 15. 19-20).
Agora, preste atenção! Porque, de forma bendita e espiritual, estes fatos históricos narrados no Evangelho de João que dão testemunho para a Humanidade acerca dos 7 Sinais milagrosos e sobre as experiências da Morte e Ressurreição de Jesus o Cristo, colocam todos os seres humanos diante das palavras ditas para Tomé: "Então Jesus lhe disse: "Você crê porque me viu. Felizes são aqueles que creem sem ver". (João 20.29).
Afinal, todo o conhecimento revelado por Deus sobre Jesus de Nazaré e que tem sido celebrado nos últimos dois mil anos a cada Natal e Páscoa Cristãos, foram escritos e guardados para um propósito valioso demais para ser ignorado, como explicou João: "os discípulos viram Jesus fazer muitos outros sinais além dos que se encontram registrados neste livro. Estes, porém, estão registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo nele, tenham vida pelo poder do seu nome." (João 20.30-31).
Durante a convivência de Jesus de Nazaré com os discípulos após a Ressurreição, Ele aproveitou para "lavar os pés" de Pedro ao ministrar o gracioso Evangelho do perdão sobre o apóstolo três vezes; concluindo com a reconvocação para Pedro abraçar o cuidado do rebanho de Cristo e povo cristão, na igreja. (João 21.15-17).
Ao aprender um pouco destas verdades acerca da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus de Nazaré, entendemos melhor a declaração sobre a Sabedoria de Deus do Evangelho, conforme foi explicada pelo apóstolo Paulo, ao dizer que, "olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, e mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam." (1 Coríntios 2.9).
Feliz Páscoa, sempre!
autor. Ivan Santos Rüppell Júnior é professor de ciências da religião e teologia.
Esse texto tem objetivo didático na disciplina de Símbolos de Fé no Seminário Presbiteriano do Sul extensão Curitiba. Daí a utilização de resumos e citações mais longas no interesse de oferecer aos alunos o conteúdo apropriado para o entendimento necessário aos debates e explanações em aula. CONTEÚDO de Aula: CONTEXTO HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO DOS SÍMBOLOS DE FÉ DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. TEOLOGIA REFORMADA. "Trata-se da teologia oriunda da Reforma (calvinista) em distinção à luterana. O designativo "reformada" é preferível ao calvinista... considerando o fato de que a teologia reformada não provém estritamente de Calvino." (Maia, p. 11, 2007). OS CREDOS E A REFORMA. "Os credos da Reforma são as confissões de fé e os catecismos produzidos nesse período ou sob sua inspiração teológica. Os séculos 4 e 5 foram para a elaboração dos credos o que os séculos 16 e 17 foram para a feitura das confissões e dos catecismos. A razão parece evidente: na Reforma, as...
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