Nenhum homem é uma ilha, e jamais poderá ser. Só se for pra ver os outros dele se afastando e logo chegando, como as marés que retornam à praia num convívio constante com a terra. Eis a realidade existencial e essencial pra uma boa Espiritualidade. Pois não há espiritualidade saudável sem o outro. Sem gente como a gente, e que esteja por perto. Não que seja fácil. Mas é necessário. Pois assim como saímos da atividade para o descanso, devemos também escapar do sofá até a natureza e alguém. Sim, a decisão de afastar a solidão pra encontrar o próximo é um princípio espiritual dos bons.
Não há ânimo e satisfação; a tal realização que nos faz continuar, se não for possível manter as (boas) relações com os outros humanos como nós. É simples: nossa humana espiritualidade não pode sobreviver sem... a humanidade. Pois não há vida na constante ausência, mas só na perseverança da aproximação. E não apenas para se esquentar ou amar, mas acima de tudo, pra conviver; o nosso real existir.
Existir com a família e parentes, com os colegas e até os vizinhos; e importante também, os desconhecidos sociais das ruas da cidade. Pois não há ninguém que não nos seja interessante; espiritualmente falando. Sim, difícil, mas fundamental, para o nosso aprendizado espiritual.
O esforço para não ver o outro e o desinteresse pra dele se aproximar são graves enganos espirituais da nossa vida atual, pois semeiam o vazio relacional e definem pra nós uma caminhada existencial sempre superficial. O cuidado exagerado com nós mesmos irá se revelar uma escolha fatal e egoísta, que é sempre o exato oposto das boas perspectivas do espírito, do homem e de Deus. Portanto, lembre-se: a Espiritualidade da gente só amadurece junto de gente, como a gente.
Os Sacramentos do Batismo e Ceia do Senhor tem seu conteúdo bíblico desenvolvido nos Artigos 27 a 29 da Confissão de Fé de Westsminter, e no sentido de ter uma reflexão orientada destes textos, iremos utilizar no ITEM 1 da aula os apontamentos do Teólogo A.A. Hodge, conforme o título: CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Comentada por A. A. Hodge. Editora Os Puritanos, 1 ed, 2007. CAPÍTULO XXVII. Dos Sacramentos. Seção I. Os Sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar a Cristo e a seus benefícios, e para confirmar nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertentecem à Igreja e o restante do mundo, e solenemente comprometê-los no serviço de Deus em Cristo, de acordo com sua Palavra. Seção II. Há em cada sacramento uma relação espiritual, ou união sacramental, entre o sinal e a coisa significada; daí o fato de que os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro. Catecismo Maior, questão 163. ...
Comentários
Postar um comentário