"E este pão, que eu oferecerei para que o mundo viva, é a minha carne." (João 6. 51).
Para esclarecer ao mundo que Jesus de Nazaré é o perfeito Sacerdote de Deus, o Apóstolo João anotou as palavras de Jesus para a população, após a multiplicação dos pães:
"Não se preocupem tanto com coisas que se estragam, como a comida, mas usem suas energias buscando o alimento que permanece para a vida eterna, o qual o Filho do Homem pode lhes dar. Pois Deus, o Pai, colocou em mim seu selo de aprovação. (...)
Então, Jesus declarou:
- Eu sou o pão da vida...
Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre.
Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo."
(Evangelho de João, cap. 6. 27-51).
Essa verdade bíblica anotada por João compõe um "Sinal do Messias" - conhecimento sobre o Cristo de Deus, que o apóstolo explica colocando dois ensinos lado a lado: primeiro, um milagre feito por Jesus - aqui, a multiplicação dos alimentos; e depois, conversas do significado religioso do milagre - Jesus era Ele mesmo o pão do céu enviado para alimentar os seres humanos com a vida eterna!
Uma verdade surpreendente deste "Sinal" miraculoso-teológico foi afirmada por Jesus da seguinte forma: "este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo." (verso 51).
Jesus declarou neste verso que além de ser o Sacerdote, Ele seria também o próprio Sacrifício ofertado pelos pecados da Humanidade diante de Deus. Esse conteúdo teológico-religioso foi explicado pelo autor da carta aos hebreus.
"Todo sumo sacerdote é um homem escolhido para representar outras pessoas nas coisas referentes a Deus. Ele apresenta ofertas e sacrifícios pelos pecados (...)
Ele, porém, o fez de uma vez por todas quando ofereceu a si mesmo como sacrifício. (...)
O mais importante é que temos um Sumo Sacerdote sentado no lugar de honra à direita do trono do Deus majestoso no céu. Ele ministra ali no verdadeiro tabernáculo, o santuário construído pelo Senhor, e não por mãos humanas." (Hebreus, cap. 5.1 - 10.20).
Anos mais tarde, numa carta bíblica, o Apóstolo João desenvolveu este fundamento doutrinário sobre Jesus ser o Pão da vida, de uma forma prática para os fiéis na religiosidade cristã. E aqui, aproveito da tradução bíblica A Mensagem, para nossa meditação:
"A Palavra da Vida se manifestou bem diante de nós. Somos testemunhas oculares!... E agora estamos contando a vocês, para que, como nós, tenham a experiência da comunhão com o Pai e o Filho, Jesus Cristo (...) Se afirmarmos que andamos com ele e continuamos a tropeçar por falta de luz, obviamente estamos mentindo - não vivemos o que afirmamos. Mas, se andarmos na luz, como o próprio Deus é luz, vamos experimentar também uma vida de comunhão uns com os outros, enquanto o sangue derramado de Jesus, o Filho de Deus, nos purifica de todo o nosso pecado. (...) Escrevo isto, filhos queridos, para orientá-los a não pecar. Mas, se alguém cometer pecado, temos um Amigo-Sacerdote na presença do Pai: Jesus Cristo, o justo." (1 João, capítulo 1.2 - 2.1).
Para uma pessoa ter comunhão com Deus na Luz, ela não precisa ser perfeita. Ela precisa andar na Luz, que é o próprio Jesus, o Sacerdote!
E andar na Luz através de Jesus é utilizar a obra sacerdotal d'Ele pra se relacionar com Deus, o Pai. João explica que para "estar" em Jesus é necessário crer n'Ele como o Pão Sacerdotal de Deus, praticando dois ensinos pela fé: primeiro, crer que nós somos pecadores e que Jesus é o santo e justo de Deus; e segundo, crer que Deus perdoa e purifica os pecadores que confessam os seus pecados, invocando a justiça de Jesus.
Tá entendendo? Jesus é o Sacerdote celestial e nós somos os humanos pecadores que confessam os pecados pra curar o espírito e iniciar a transformação do coração com as virtudes cristãs do sermão do monte.
Pronto! Assim, os pecados que separam os seres humanos da Pessoa de Deus são tratados pelo perfeito Jesus Sacerdotal, o "pão vivo que desceu do céu", nosso Amigo-Sacerdote.
Boa semana!
autor. Ivan Santos Rüppell Jr é professor de ciências da religião.
Esse texto tem objetivo didático na disciplina de Símbolos de Fé no Seminário Presbiteriano do Sul extensão Curitiba. Daí a utilização de resumos e citações mais longas no interesse de oferecer aos alunos o conteúdo apropriado para o entendimento necessário aos debates e explanações em aula. CONTEÚDO de Aula: CONTEXTO HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO DOS SÍMBOLOS DE FÉ DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. TEOLOGIA REFORMADA. "Trata-se da teologia oriunda da Reforma (calvinista) em distinção à luterana. O designativo "reformada" é preferível ao calvinista... considerando o fato de que a teologia reformada não provém estritamente de Calvino." (Maia, p. 11, 2007). OS CREDOS E A REFORMA. "Os credos da Reforma são as confissões de fé e os catecismos produzidos nesse período ou sob sua inspiração teológica. Os séculos 4 e 5 foram para a elaboração dos credos o que os séculos 16 e 17 foram para a feitura das confissões e dos catecismos. A razão parece evidente: na Reforma, as...
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