"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O assalariado... abandona as ovelhas e foge. Então, o lobo ataca as ovelhas e as dispersa... Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai." (Evangelho de João, cap. 10, versos 14 a 18).
Houve uma conversa eterna antes do começo do Princípio dos tempos e dos mundos.
O Pai olhava para o nada e pensou de que jeito Ele e o Filho entrariam na história levando junto um planeta diferente com uma natureza deslumbrante, cheio quem sabe, de gente. E tudo que se pensava, o Espírito de Deus planejava como mover.
- Só tem um problema; avisou o Pai... - Esse povo precisa ser gente como a gente, mesmo que eles não sejam quem nós somos. - Verdade; disse o Filho. O Pai falou: - Então, eles serão pessoas, criados na nossa imagem e semelhança, com a condiçao racional de transformar a realidade e principalmente - uma consciência moral para fazer escolhas. Sim, eles vão viver a história! - Eis o problema; disse o Espírito. - Certamente eles vão acabar querendo ser como nós somos, ao invés de só querer viver conosco. - Exatamente; disse o Pai. E o Espírito continuou: - Daí que toda essa gente, a humanidade inteira, bem, vai acabar caindo numa desgraça sem eira nem beira. Estarão condenados a morrer em si mesmos, dia a dia pôr todo o sempre. O Pai então, pensou já falando: - Ah não ser que alguém muito forte no integridade, dedicado no amor e também frágil na natureza fosse viver a vida deles, assim, num momento do tempo! Até conseguir gerar uma existência justa para a humanidade, pra seguirem junto conosco. - Verdade, é isto mesmo; e então ficariamos juntos pra sempre; concordou o Espírito. - É isto que vai acontecer; definiu o Pai. E continuou: - Só que, para trazer essa humanidade para junto de nós de uma vez por todas, então, e antes de qualquer coisa, esse Representante teria que levar junto dele tudo que vai afastar eles da gente - todo o pecado do mundo!
- Eu vou! Disse o Filho. - A minha vida eu a dou espontaneamente, ninguém a tira de mim, Pai; concluiu Jesus de Nazaré! Cuidadosamente, o Pai e o Espírito olharam para o Filho, e assim toda a história foi escrita, num instante. - Filho? - Sim, meu Pai? - Você sabe que um dia lá na Cruz, nós já não seremos "nós"; pois ali na cruz você será somente "você" - um humano totalmente pecador como representante de uma raça inteira maldita! Portanto, todas as trevas do Universo estarão sobre você naquele instante. Você entende isto, meu único Filho? - Eu sou a Luz do mundo, Pai, e as trevas não irão me derrotar. E foi deste jeito e assim mesmo, então, que "ao meio dia, desceu sobre toda a terra uma escuridão que durou três horas. Por volta das três da tarde, Jesus clamou em alta voz: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?". (Mateus 27. 45-46). Então foi assim que lá no Princípio da eternidade, Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito choraram juntos num abraço intenso que permanece apertado até hoje. Um abraço sacrificial da Trindade de Deus dado em favor dos Seres humanos antes de tudo, e do nada. E foi João o Apóstolo que contou deste jeito essa história: "No princípio, aquele que é a Palavra já existia. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ele existia no princípio com Deus... Aquele que é a Palavra possuía a vida, e sua vida trouxe luz a todos. A luz brilha na escuridão, e a escuridão nunca conseguiu apagá-la." (Evang. de João, cao. 1, versos 1 - 5.).
autor: Ivan Santos Rüppell Jr é professor de ciências da religião e teologia.
Esse texto tem objetivo didático na disciplina de Símbolos de Fé no Seminário Presbiteriano do Sul extensão Curitiba. Daí a utilização de resumos e citações mais longas no interesse de oferecer aos alunos o conteúdo apropriado para o entendimento necessário aos debates e explanações em aula. CONTEÚDO de Aula: CONTEXTO HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO DOS SÍMBOLOS DE FÉ DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. TEOLOGIA REFORMADA. "Trata-se da teologia oriunda da Reforma (calvinista) em distinção à luterana. O designativo "reformada" é preferível ao calvinista... considerando o fato de que a teologia reformada não provém estritamente de Calvino." (Maia, p. 11, 2007). OS CREDOS E A REFORMA. "Os credos da Reforma são as confissões de fé e os catecismos produzidos nesse período ou sob sua inspiração teológica. Os séculos 4 e 5 foram para a elaboração dos credos o que os séculos 16 e 17 foram para a feitura das confissões e dos catecismos. A razão parece evidente: na Reforma, as...
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