Lázaro era um cidadão comum da Palestina no primeiro século, e vivia na região de Betânia na Judéia, junto de suas irmãs, Marta e Maria. Maria é conhecida historicamente como a mulher que derramou perfume sobre o corpo de Jesus antes de sua paixão (sofrimento) e da Páscoa (morte e ressurreição). Lázaro ficou gravemente enfermo e suas irmãs enviaram mensagem para Jesus: "Senhor, seu amigo querido está muito doente". A resposta de Jesus foi direta sobre a situação: "A doença de Lázaro não acabará em morte. Ela aconteceu para a glória de Deus, para que o Filho de Deus receba glória por meio dela." Jesus esperou dois dias e então chamou os discípulos para irem até a Judéia de novo, onde Lázaro e suas irmãs viviam. De um lado, os discípulos começaram a dizer para Jesus que eles seriam mortos se voltassem pra Judéia. Pois dias antes, Jesus havia dito lá na região que fazia milagres a mando de Deus Pai, e assim, as obras que Jesus realizava também iriam comprovar que Ele e o Pai eram um. Porém, ao dizer isto, a comunidade pegou pedras para matá-los, e Jesus e os discípulos saíram rápido do lugar. De outro lado, Jesus aguardou alguns dias e somente chegou em Betânia quando Lázaro já estava morto há três dias, para configurar o fato histórico de que Lázaro estava definitivamente morto. Jesus chegou na casa da família e Marta disse a Jesus que Lázaro não teria morrido, se ele estivesse lá. Mas, Jesus logo declarou para ela que Lázaro iria ressuscitar; no que ela respondeu: "Sim... Ele vai ressuscitar quando todos ressuscitaram, no último dia". Porém, a resposta de Jesus foi específica para Marta acerca de Lázaro, numa obra milagrosa que também se tornou uma promessa universal para toda a humanidade: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim viverá, mesmo depois de morrer. Quem vive e crê em mim jamais morrerá. Você crê nisso, Marta?". "Sim, Senhor", respondeu ela. "Eu creio que o senhor é o Cristo, o Filho de Deus". Jesus seguiu caminho até encontrar Maria, e quando a viu chorando pelo irmão Lázaro que estava morto, então, Jesus chorou! E imediatamente pediu para ir até o túmulo. Chegando lá, Jesus falou: "Rolem a pedra para o lado", ele ordenou. "Senhor, ele está morto há quatro dias", disse Marta, a irmã do falecido. "O mau cheiro será terrível." Jesus respondeu: "Eu não lhe disse que, se você cresse, veria a glória de Deus?". Então rolaram a pedra para o lado. Jesus olhou para o céu e disse: "Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Tu sempre me ouves, mas eu disse isso por causa de todas as pessoas que estão aqui, para que elas creiam que tu me enviaste. Então Jesus gritou: "LÁZARO, VENHA PARA FORA!". E O MORTO SAIU, com as mãos e os pés presos com faixas e o rosto envolto num pano. Jesus disse: "Desamarrem as faixas e deixem-no ir"! Seis dias antes de começar a Páscoa e no dia anterior ao Domingo de Ramos, Jesus chegou novamente na Betânia para jantar junto de Marta, Maria e Lázaro; e sabendo disto, uma multidão de toda a região foi até lá para ver Jesus e Lázaro. Por causa disto, os principais líderes da religião tomaram a decisão de que tanto Jesus como igualmente Lázaro deveriam morrer, pois muitos estavam crendo em Jesus e deixando de segui-los. (Evangelho de João, capítulos 11 até 12.11). E conforme escreveu o apóstolo João no cap. 20. 30-31, do evangelho: "Os discípulos viram Jesus fazer muitos outros sinais além dos que se encontram registrados neste livro. Estes, porém, estão registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo nele, tenham vida pelo poder do seu nome." Feliz Semana da Páscoa!
autor. Ivan Santos Rüppell Jr é professor de ciências da religião e teologia.
Os Sacramentos do Batismo e Ceia do Senhor tem seu conteúdo bíblico desenvolvido nos Artigos 27 a 29 da Confissão de Fé de Westsminter, e no sentido de ter uma reflexão orientada destes textos, iremos utilizar no ITEM 1 da aula os apontamentos do Teólogo A.A. Hodge, conforme o título: CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Comentada por A. A. Hodge. Editora Os Puritanos, 1 ed, 2007. CAPÍTULO XXVII. Dos Sacramentos. Seção I. Os Sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar a Cristo e a seus benefícios, e para confirmar nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertentecem à Igreja e o restante do mundo, e solenemente comprometê-los no serviço de Deus em Cristo, de acordo com sua Palavra. Seção II. Há em cada sacramento uma relação espiritual, ou união sacramental, entre o sinal e a coisa significada; daí o fato de que os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro. Catecismo Maior, questão 163. ...
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