A maior dúvida e questionamento de todas as religiões da humanidade é sobre quem é o Messias, afinal? E essa mesma pergunta foi feita diretamente pelos líderes de Jerusalém para Jesus de Nazaré. Dá uma olhada: "Quanto tempo vai nos deixar em suspense? Se você é o Cristo, diga-nos claramente". (João, cap. 10). E não é que Jesus disse mesmo, de uma vez por todas, ele colocou toda a sua história e caráter, obras e sinais, mensagens e ensinos na balança dos homens para ser pesada e analisada: "Jesus respondeu: "Eu já lhes disse, e vocês não creram em mim. A prova são as obras que realizo em nome de meu Pai. Mas vocês não creem em mim porque não são minhas ovelhas. Minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas nunca morrerão. Ninguém pode arrancá-las de minha mão, pois meu Pai as deu a mim, e ele é mais poderoso que todos." (Evangelho de João, cap. 10, versos 24-29). Toda vez que Jesus contava parábolas - que são histórias de ensinos espirituais profundos através da narração de situações cotidianas da vida, como semear e colher em plantações ou até sobre o crescimento de árvores na natureza; Jesus tinha que explicar depois aos discípulos o que havia revelado sobre o Reino dos Céus naquela parábola. Isto porque as parábolas também serviam para demonstrar se o coração e alma das pessoas estava interessado nas verdades espirituais de Jesus, ou não. Quanto menos as pessoas entendiam sobre a história das parábolas, então mais distantes elas estavam de Deus!
E muitas vezes, quanto mais distantes de Deus estamos, mais irritados e raivosos com Deus nós ficamos. Dá uma olhada: "Ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai. O Pai e eu somos um". Mais uma vez, os líderes judeus pegaram pedras para atirar nele. Jesus disse: "Por orientação de meu Pai, eu fiz muitas boas obras. Por qual delas vocês querem me apedrejar?". Eles responderam: "Não vamos apedrejá-lo por nenhuma boa obra, mas por blasfêmia. Você, um simples homem, afirma que é Deus!" (...) "Por que vocês consideram blasfêmia quando eu digo: 'Eu sou o Filho de Deus?', Afinal, o Pai me consagrou e me enviou ao mundo. Não creiam em mim se não realizo as obras de meu Pai. Mas, se as realizo, creiam na prova, que são as obras, mesmo que não creiam em mim. Então vocês saberão e entenderão que o Pai está em mim, e que estou no Pai." (João, 10. 29-33, 36-39). É isso! Como bem dizia Agostinho de Hipona, o maior filósofo do cristianismo; "creio para entender e entendo para crer." Boa semana!
autor. Ivan Santos Rüppell Jr é professor de ciências da religião e teologia.
Esse texto tem objetivo didático na disciplina de Símbolos de Fé no Seminário Presbiteriano do Sul extensão Curitiba. Daí a utilização de resumos e citações mais longas no interesse de oferecer aos alunos o conteúdo apropriado para o entendimento necessário aos debates e explanações em aula. CONTEÚDO de Aula: CONTEXTO HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO DOS SÍMBOLOS DE FÉ DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. TEOLOGIA REFORMADA. "Trata-se da teologia oriunda da Reforma (calvinista) em distinção à luterana. O designativo "reformada" é preferível ao calvinista... considerando o fato de que a teologia reformada não provém estritamente de Calvino." (Maia, p. 11, 2007). OS CREDOS E A REFORMA. "Os credos da Reforma são as confissões de fé e os catecismos produzidos nesse período ou sob sua inspiração teológica. Os séculos 4 e 5 foram para a elaboração dos credos o que os séculos 16 e 17 foram para a feitura das confissões e dos catecismos. A razão parece evidente: na Reforma, as...
Comentários
Postar um comentário