quarta-feira, 26 de abril de 2017

a ESPIRITUALIDADE da Sabedoria, MÍSTICA (1)

Dizem que Sabedoria é a capacidade de saber o jeito certo e decidir pelo melhor lugar e horário para tratar o tema necessário junto da pessoa mais importante da situação. Daí a questão: será que é possível alcançar essa sabedoria pra vida por meio de uma experiência espiritual mística? Veja que não se trata de uma experiência apenas espiritual ocorrendo em nosso interior, algo somente individual. Não é isso. Trata-se de uma vivência espiritual, sim, mas que vai acontecer por meio de um relacionamento místico. Ora, relacionamento místico é um encontro entre dois espíritos que habitam dimensões diferentes do mundo. E o resultado final deste contato "místico" deve ser que iremos sair dele mais sábios, do que antes. É isso. Lembrando que não vale a ideia de que os dois espíritos que vão se encontrar sejam ambos, de seres humanos "vivos". Até porque esse tipo de relacionamento físico-espiritual já temos todos os dias. Ou seja, um relacionamento espiritual místico só vai acontecer quando um ser humano vivo por aqui se encontrar com um espírito que já não vive mais por aqui, ou nunca viveu, no planeta Terra. Há um bom número de religiões e filosofias espirituais que convocam seus seguidores para praticarem um relacionamento assim, espiritual místico. Algumas religiões orientais indicam um contato místico entre nós e algum parente já falecido, para que nos seja possível obter algum tipo de conhecimento. Algumas filosofias espirituais orientam a invocação de espíritos já mortos, conhecidos da gente ou não, pra buscarmos certas informações. Uma diferença importante pra destacar agora é que tanto as religiões orientais como algumas filosofias espirituais ensinam que assim que este encontro espiritual e místico acontecer conosco, também iremos receber uma informação ou conselho, e pronto. A partir daí vamos viver a vida por nós mesmos, tentando aproveitar a orientação recebida da melhor forma possível. Mas não é bem sobre esse tipo de Espiritualidade da Sabedoria Mística que eu desejo pensar hoje, não. Pois eu pretendo ir um pouco mais além nesta reflexão espiritual, sim. Estou falando de um encontro espiritual e místico que deve durar por algum tempo. O relacionamento precisa ocorrer por alguns dias e assim vamos permanecer em contato com o outro Espírito conforme a nossa necessidade. O objetivo de se manter na experiência mística por mais tempo é para que esse encontro tenha condições de produzir a sabedoria que precisamos. Pois não é sempre que somente uma informação ou bom princípio será suficiente pra nos ajudar a definir o melhor momento e o jeito certo de tratar uma determinada questão, certo? Há situações da vida em que precisamos de algo mais do que apenas informações e provérbios, mandamentos ou conhecimentos misteriosos pra que a gente consiga vivê-las com Sabedoria. Afinal, como já se disse por aqui: Sabedoria é a capacidade de saber o jeito certo e decidir pelo melhor lugar e horário para tratar o tema necessário junto da pessoa mais importante da situação. Daí a questão: será que é possível alcançar essa sabedoria pra vida por meio de uma experiência espiritual mística? Bem, a primeira orientação pra participar desse relacionamento espiritual é de que precisamos comparecer nele com o nosso espírito, integralmente. Pois é preciso ser sincero e também introspectivo na hora de desenvolver esse contato místico. E o outro Ser, a pessoa somente espiritual com quem vamos nos encontrar; bem, ele precisa participar com a sua presença. E também com Sabedoria! Penso que é por aí que esse relacionamento espiritual e místico, vai ser, pra valer, um relacionamento que vai nos trazer alguma Sabedoria pra vida. Então, tá quase tudo pronto, certo? Pra desenvolver um relacionamento espiritual de Sabedoria mística precisamos achar um Ser espiritual que deseje participar da nossa vida. Alguém que deve ser Sábio, e também, que precisa estar a fim de compartilhar sua Sabedoria conosco, mortais finitos. E não se pode esquecer: este relacionamento tem que se manter por alguns dias e até semanas. Não pode ser algo de um momento só, não. Caso contrário, será mais informação. E menos Sabedoria. Se você assistiu o filme A Cabana, vai ficar mais fácil imaginar um tipo de contato espiritual desse tipo. Isso porque o relacionamento que a história desenvolve é exatamente o encontro de um ser humano junto da Pessoa de Deus - o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que tornam-se figuras humanas lá na filme. Então, agora, pense: e se este encontro fosse "somente" espiritual? E se a Pessoa de Deus Pai viesse nos encontrar somente por meio do seu Espírito, sem um corpo físico junto? Você consegue imaginar isso? Então, é disso que estou falando. Um relacionamento espiritual místico vai acontecer mais ou menos desse jeito. Tá entendendo? O Apóstolo São Tiago ensinou o que devemos fazer pra experimentar esse tipo de contato espiritual místico de Sabedoria. Olha o que ele disse: "Se vocês não souberem lidar com a situação por falta de sabedoria, orem ao (Deus) Pai. É com muita alegria que ele os ajudará! Vocês serão atendidos, e não serão ignorados quando pedirem ajuda." Ou seja, é só você iniciar a Oração do Pai Nosso, que diz: "Pai Nosso que está nos céus...". E logo depois, ao dizer: "Venha o teu reino e seja feita a tua vontade - você já pode incluir um outro pedido ali mesmo na oração, dizendo: "Eu preciso de Sabedoria para tal situação e diante de tal pessoa...". Pronto! É isso. Pois Jesus mesmo garantiu que qualquer ser humano que chamasse por Deus Pai pedindo a presença do Espírito Santo sobre si - receberia a visita desse Espírito, sim. Ao fazer esta prece por alguns dias e semanas, penso que você irá desenvolver um relacionamento espiritual e místico mais constante, algo que vai lhe trazer Sabedoria durante algum tempo. Não serão só algumas informações e conselhos. Mas, enfim, semana que vêm, continuamos. Enquanto isso, espero que você tenha uma boa experiência espiritual, e mística de Sabedoria.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

a TEOLOGIA de A CABANA, o filme. A cultura deve ser religiosa?

Assim que assisti ao filme A CABANA no cinema, fiquei sensibilizado pela representação que demonstra como é fácil aos seres humanos desenvolverem um relacionamento direto e real junto da Pessoa de Deus. Ao ver o filme pela segunda vez, me emocionei ao descobrir como as Pessoas do Deus Pai, Filho e Espírito Santo se importam conosco. Um sentimento que demonstram ao cuidar de nós sempre levando em conta quem somos, e também, o que sentimos. Foi a partir destas saudáveis experiências que decidi meditar acerca de certos questionamentos que A Cabana tem gerado, tanto para os bons, quanto para maus debates. Por isso, escrevi este texto: "a Teologia de A Cabana, o filme." Então, se você já leu o livro ou viu o filme - sigamos em frente! O tema que me parece o principal ao analisar as virtudes e defeitos do filme, enquanto uma produção da cultura popular que utiliza conteúdos religiosos em seu enredo dramático, trata exatamente da pergunta que se tornou, também, sub-título deste texto: "A cultura deve ser religiosa?" Proponho tal questão, porque: afinal de contas, será que nossa cultura deve (ou conseguirá) um dia, ser laica? Ou será que nós, os espirituais, sempre iremos correr atrás de uma cultura religiosa pra oferecer à sociedade? De certa forma, ao entender que "cultura" é tudo que o homem cria e organiza a partir do que Deus lhe destinou pra ser e fazer neste mundo. Então, dá pra concluir que tanto o Estado e a educação, como igualmente todas as artes e tudo mais que forma a sociedade, devem ser incluídos como pertencentes a este termo designado, "cultura humana", certo? Daí, eis a questão: será que nossa cultura deve ser somente religiosa? Ou, ao contrário, devemos atuar para que toda a cultura seja um dia, humanista e social, ainda que espiritual? Laica, portanto. Veja bem, caso nos seja possível organizar uma (boa) cultura religiosa, certamente iremos razoavelmente controlar o aumento progressivo (aparente) do que se considera "pecado" na sociedade. Uma realização confessional interessante, sem dúvida. Mas, seria esta, então, a melhor e mais saudável missão espiritual que as religiões tem pra edificar na sociedade dos homens? E até mais do que isto: será que a decisão por controlar a sociedade à luz da gerência da religião que domina o momento, não irá diretamente esvaziar todo bom traço saudável de espiritualidade que estas religiões pretendiam em nosso mundo propagar? Que é a própria missão essencial das religiões na história da humanidade. Até acredito que o desejo de organizar religiosamente a sociedade surja a partir de um bonito sentimento confessional, oriundo das mais puras e boas intenções dos grupos institucionais. Ao mesmo tempo, entendo que tal objetivo se desenvolve a partir de orientações recolhidas de seus textos e mandamentos... doutrinários. Mais do que a partir de seus princípios missionários... que são sua mensagem Profética, afinal. Por exemplo, pensando no contexto religioso cristão: será que o fiel deve organizar a sociedade conforme as definições doutrinárias das cartas do Apóstolo Paulo? Ou, então, ele deve oferecer sim, um bom testemunho de sua fé a partir dos mandamentos morais de Jesus? Pois a doutrina sempre existiu no objetivo de ensinar a igreja a testemunhar com fidelidade, e não para que a instituição pudesse controlar a sociedade. Uma postura confessional que propõe o governo religioso da sociedade quase sempre gera um esquecimento e desapego aos valores missionais da fé. Exatamente aqueles que um dia se pretendia anunciar e propagar através do estilo de vida. Pois somente seremos Sal e Luz - conforme se ensina no Sermão do Monte, a partir de testemunhos morais e caridosos. Jamais, a partir dos religiosos doutrinais. E desenvolvendo a reflexão, entendo que parte da dificuldade religiosa em bem conviver com produtos culturais que expõe publicamente outras visões acerca de Deus e das doutrinas. Pode originar de uma fé religiosa que, mal resolvida em seu propósito essencial de estabelecer pra si uma práxis eficaz de si mesma, busca alívio deste desconforto a partir de uma forte proteção institucional extra-muros. Ou seja, ao perceber sua fraqueza espiritual, já que não consegue dar bom testemunho do que acredita ao mundo; decide então, se reorganizar, através de um fortalecimento que ocorre pela gerência de suas regras institucionais, no mundo. Que é exatamente o projeto que decide controlar a sociedade através da religião, ao invés de nela atuar como um bálsamo espiritual, ofertando-lhe as novidades existenciais oriundas de sua fé essencial. Quando algo assim ocorre, amigos, é hora de começar de novo. De verdade. Neste aspecto, valorizo muito o filme A Cabana. Pois desenvolve quase que somente uma espiritualidade relacional - o que, no caso do Cristianismo, é o supra sumo da comunhão com Deus oferecida ao homem pela fé cristã. Enfim, dentro deste outro objetivo do texto, que é o de analisar o filme segundo o contexto da Fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, gostaria de começar pela CENA QUE TRATA do desafio que Deus Pai faz a Mack para que perdoe o assassino de sua filha. A orientação dada a Mack é no sentido de que haja o perdão para que dois objetivos sejam alcançados: ele irá tanto afrouxar a corda que aperta o pescoço do assassino, libertando-o para que siga em frente com sua jornada existencial. Como também, o perdão precisa ser dado a fim de que ele próprio, Mack, consiga livrar-se deste relacionamento enlaçado que ora o mantém preso ao assassino. E somente a atitude de perdão é que vai transformar a situação de vida em que hoje ambos se encontram. Então, além de nada perceber de anormal nesta situação dramática, é possível até algo essencial recordar com ela. Afinal, a conversa espiritual mais didática que podemos travar com Deus, oriunda dos ensinos do "Pai Nosso", efetivamente nos desafia a duas petições, que são praticamente uma só: "Perdoa-nos... Assim como nós também perdoamos." UMA segunda QUESTÃO acerca do filme trata das escolhas das raças e personalidades através das quais o autor decidiu artisticamente apresentar as três Pessoas da Trindade de Deus. Neste aspecto, parece-me que algumas escolhas são bem interessantes e viáveis, até biblicamente, como nos casos daqueles que representam Jesus e o Espírito Santo. Já a escolha para que a Pessoa de Deus Pai se fizesse representar por uma figura materna, acredito que há bom entendimento de que esta decisão do autor foi essencialmente dramática, a partir da visão de como iria desenvolver melhor o seu enredo. Não encontro qualquer relação desta escolha autoral de A Cabana, com alguns pensamentos contemporâneos que desejam modificar os sexos da Trindade no objetivo de que Deus melhor represente a diversidade sexual da humanidade. Eu até manteria o homem pai da parte final da história como a Pessoa de Deus Pai por todo o filme. Porém, reconheço que tanto o contexto dramático da história narrada, e, principalmente, a liberdade autoral que se deve dar a um contador de histórias que organiza suas próprias ilustrações e metáforas como lhe apraz. Bem, são princípios válidos de respeito aos artistas, reconhecendo até, que não há corrupções doutrinárias razoáveis no que decidiu-se realizar. Uma OUTRA CENA que merece nossa atenção é a que desenvolve o encontro do protagonista adulto, Mack (Mackenzie) com seu pai já falecido. As críticas à esta situação do filme surgem das seguintes ideias: do fato de ocorrer um encontro bi-dimensional entre o filho adulto ainda vivo em nosso mundo, junto de seu pai já falecido em nossa dimensão histórica. Algo que, ou não poderia acontecer desta forma, ou é apresentado de modo errôneo. Embora, importante lembrar, trata-se de uma situação que somente existiu a partir da presença e poder de Deus junto deles. Neste caso, sendo Deus quem é - o próprio Todo Poderoso. E respeitando, ainda, o objetivo dramático que o diretor deseja apresentar, penso que não há nada grave ou negativo neste encontro, não. Trata-se de uma reunião transcendental de seres humanos que agora existem em épocas distintas do tempo, sim, a fim de que Deus cumpra um propósito divino para com eles. Algo que já ocorreu até na bíblia, quando Deus uniu as pessoas de Moisés, Elias e Jesus. Uma outra dificuldade deste encontro entre o filho vivo e o pai morto seria uma certa afirmação, ainda que abstrata, de que a humanidade inteira vai viver junto com Deus na eternidade. Sem que se leve em conta a história de vida das pessoas, ou, eis o ponto essencial - a Fé delas em Deus. Porém, o contexto da situação é tão somente o encontro entre Mack e seu pai, nada mais do que isso. Não há nada na cena que proponha algum ensino ou doutrina que vá além disto. E acerca do fato de vermos reunidos diante de Deus todos os tipos de pessoas da humanidade, e isso em um tempo diverso que se prolonga desde a morte deles até a data do retorno de Jesus à Terra. Bem, parece-me ser esta uma realidade igualmente bíblica. A própria condição da humanidade que já morreu, de existir atualmente junto da Pessoa de Deus: ora, trata-se de uma possibilidade real a partir do anúncio dado ao criminoso na cruz, de que naquela mesma tarde de sexta-feira estaria ele com Jesus lá no paraíso. Neste sentido, penso ser possível afirmar que se trata de uma cena que pouco modifica ou acrescenta de novo ao que a própria bíblia diz, vez ou outra, acerca de situações de encontros humanos atemporais e bi-dimensionais, diante de Deus. A única novidade da cena está no ponto de vista com o qual tanto o escritor, como o diretor buscaram desenvolver o enredo da história a fim de atingir seus objetivos dramáticos. Parece-me uma questão somente cultural. UMA quarta SITUAÇÃO problemática poderia surgir do encontro entre Mack e a personagem "Sabedoria", cena em que ele aprende um pouco (bastante) a respeito do modo como Deus governa o problema do mal no mundo. Penso que tudo que ali se ensina está de acordo ao exposto nos livros sapienciais das Escrituras. Sem esquecer que a Sabedoria já foi personificada na própria bíblia, no bom propósito de oferecer uma melhor compreensão de sua Verdade enquanto a melhor orientação ao bom destino da humanidade. Até o posicionamento (ilustrativo) de Mack ao propor seu auto sacrifício a fim de que nenhum de seus filhos seja condenado ao inferno, ora, creio ser esta uma excelente metáfora acerca do que efetivamente Jesus realizou na cruz pelos homens de fé. Um ensino que praticamente vale o filme. Se quiser saber algo mais acerca das questões que envolvem cultura e espiritualidade, indico o texto deste blog: Uma boa espiritualidade para a nossa religiosidade. É isso,amigos. Bom filme!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

PÁSCOA no Cinema: A PAIXÃO de CRISTO, de Mel Gibson

Uma pergunta crucial da humanidade que o filme SILÊNCIO não consegue responder, a PAIXÃO DE CRISTO explica de maneira decisiva e surpreendente a todos que celebram a Páscoa. Se o belo e profundo filme do diretor Martin Scorsese (2016) gera angústia ao meditar porque Deus permanece calado enquanto as pessoas sofrem demais - especialmente quando nossas dores sobrevém pela mão de outros homens. O admirável filme do diretor Mel Gibson (2004) responde através de fortes experiências de condenação e morte, o quanto Deus detesta - e condena com rigor, as maldades praticadas pelos homens na história. Pois as detalhadas cenas de tortura e o cruel assassinato de Jesus de Nazaré - conforme revelados são no filme A PAIXÃO DE CRISTO, ensinam qual o tamanho do juízo com que Deus Pai processa a humanidade por termos trazido ao mundo a existencial corrupção do pecado. Afinal, a paixão é sempre um sofrimento por substituição no contexto da Páscoa - pois um cordeiro morre em lugar dos filhos escravos no Egito. E Jesus de Nazaré também morre, só que no lugar dos homens de Fé em Deus Pai. Uma realização pontual de alcance permanente na história da humanidade. Eis a razão da possível demora pra entender o quanto Deus abomina e deseja detonar a maldade dos homens deste mundo, de uma vez pra sempre. Pois fica difícil enxergar o bom juízo do Juiz quando a condenação recai sobre... um inocente, Jesus. A Páscoa é uma festa organizada no antigo Israel pelos descendentes de sangue dos escravos do Egito. Sempre foi uma celebração fundamental para eles, tanto como experiência interior, e também como uma sensação física importante aos homens de fé. Pois o povo de Israel festeja a Páscoa deixando de lado certos prazeres da vida, inclusive o recheio do pão do lanche diário, sempre no objetivo de que a pessoa que a celebra possa melhor apreender as imerecidas bondades recebidas de Deus. Pois não há quem consiga bem desenvolver sua espiritualidade, se não o fizer unindo tanto seu interior e espírito, quanto seu corpo e consciência junto da celebração que deseja partilhar. Ainda que o símbolo do ovo (com filhote de galinha dentro) aponte pra continuidade da vida, e que até mesmo o chocolate prolongue bom prazer ao corpo, quase chegando a tocar a alma. Vale a pena, sim, e nem custa tanto, praticar uma vivência mais humilde quando a celebração isto indica. E a Páscoa sempre foi um tempo oportuno pra reconhecer como Deus nos livra de alguns merecidos juízos e seus sofrimentos. Daí que um pouco de frugalidade - espiritual e corporal, não faz mal a ninguém; de verdade. A direção de Mel Gibson é excelente, digna de um filme sobre o Filho de Deus - mesmo. Algumas de suas decisões autorais e fílmicas impressionam bastante. Os idiomas originais falados por Jesus de Nazaré e os soldados romanos na Palestina do primeiro século, o aramaico e o latim, são as línguas que ouvimos sair dos lábios e corações dos atores - que atuam com grave intensidade. Algumas cenas cruciais, ou que assim se tornaram, são sensacionais em seu esplendor espiritual. A tentação de Jesus conduzida pelo demoníaco ser espiritual Satanás, simbolizado na pessoa de uma mulher pálida como se fora um zumbi, que tudo que toca suga pra si, atemoriza. A recordação de Maria que lembra Jesus em queda, ainda menino, assim que vê o Messias dos homens cair com o peso da cruz sobre si, toca e aquece até o mais frio coração e alma de qualquer dos homens. Finalmente, eis que a lágrima do próprio Deus Pai se derrama como gota cortante e amplificada dos céus junto ao corpo morto de seu único filho, Jesus. Situações reais e históricas que a obra nos permite comungar em uma sinceridade espiritual e vibrante por meio de cenas sabiamente filmadas. Jim Caviezel representa Jesus Cristo no filme e traz para esse complexo homem da história uma humanidade existencial iluminada. Pois enche de sinceridade as cenas mais triviais e comuns, e preenche de realidade algumas situações transcendentes e místicas que o Filho de Deus vivenciou junto aos homens na Terra. O doloroso olhar de Jesus, que se qualifica como um encontro com todos nós, alcança o Apóstolo Pedro em sua terceira negação do Cristo - e mais ensina do que define. Pois é um olhar carregado de dores devido ao desprezo do amigo, mas que se mantém pleno de compaixão a partir da eterna amizade entre os dois. Jesus permanece solidário, sim, até quando é atraiçoado. Coisas de Deus, afinal. A cena final que revela a maneira pela qual a morte foi outrora vencida por um homem aqui na Terra - nossa possível Ressurreição, é bonita demais. Entramos pela caverna mortuária e junto com a luz do dia observamos que os panos que envolviam o morto encontram-se, agora, largados e vazios na pedra fria do cemitério. Eis a descoberta que emociona, então, pois o mesmo homem que na sexta-feira morreu - agora no domingo, já respirando e vivo de novo está. Enfim, se há muitas coisas boas e interessantes pra se fazer nesta Páscoa - que uma delas seja, também, assistir ao filme A Paixão de Cristo. Bom cinema em casa e uma Feliz Páscoa, bastante espiritual, pra todo mundo.

terça-feira, 11 de abril de 2017

a ESPIRITUALIDADE de "A CABANA", o filme

O Perdão é a atitude humana que Deus muito semeia a fim de escrever o Caminho da Verdade que dá novas oportunidades de Vida pra todos nós, hoje e daqui pra frente, até a eternidade. A CABANA, The Shack, 2017. C S Lewis criou o mito de Nárnia e J R R Tolkien o mito Senhor dos Anéis - histórias fantásticas acerca de Deus boas demais pra ser verdade. Só que são! Mas a história de A Cabana superou ambas, pois trouxe o Mito até a Vida humana - algo que Deus Pai faz todos os dias ao nos visitar através do Espírito Santo de Jesus Cristo. Eis o que torna o filme um dos melhores que já assisti com o objetivo de transpor ao cinema a transcendental experiência de vida da humanidade junto de Deus. Lewis escreveu "As Crônicas de Nárnia" e Tolkien "O Senhor dos Anéis" no propósito de invocar na alma das crianças da Inglaterra - e do mundo todo, algumas virtudes e valores espirituais eternos. Seus personagens mágicos viveram gloriosos temas cristãos fundamentais por meio de enredos fantásticos: fraternidade e humildade, sacrifício e coragem, além da eterna luta do bem e do mal. Mas, se os maravilhosos escritores britânicos deram boa vida a princípios essenciais, o escritor de A Cabana, William P Young nos oferece literatura espiritual da melhor qualidade ao introduzir não somente mandamentos, mas a própria Pessoa de Deus no coração das crianças e adultos do século 21. Eu até gostaria que Steven Spielberg ou Peter Jackson (Senhor dos Anéis) dirigissem o filme. Mas, então, o sentimentalismo e a mágica seriam de tal forma espetaculares, que quase se perderia o melhor - um encontro pessoal essencial que a obra deseja aprofundar. Neste propósito, Stuart Hazeldine acertou na direção. Embora tenha lá seus problemas: "O principal deles tem a ver com o ritmo da narrativa. Com 2h13 de duração, A Cabana em vários momentos assume um tom contemplativo de forma a construir em torno do personagem principal o conforto emocional tão procurado. Por mais que visualmente seja agradável, pelo uso de cores suaves e uma fotografia paisagística, há momentos em que a história empaca de forma impiedosa, provocando um certo cansaço." (Francisco Russo, AdoroCinema). De acordo, pois faltou criatividade técnica ao diretor para mais artística - e rapidamente apresentar a terça parte inicial do filme, o que faz com que bom número de cenas lembrem as antigas Sessões da Tarde da TV, ou algumas séries pueris de comédias familiares norte-americanas. O que nos obriga a presenciar certas situações de uma sensibilidade tão simplória que parecem tornar-se pieguice, vez ou outra - hora de perceber que o nosso coração é que anda endurecido, ou apressado, também. De qualquer forma, o filme segue adiante no seu objetivo de apresentar detalhadamente os dramas pessoais do protagonista. Só pra que depois consiga bem compartilhar conosco os desafios espirituais vivenciados por Mack junto das Pessoas do Deus único. Este, sim, o relacionamento existencial fundamental da história. Pois o melhor e mais inovador tema do filme é tornar crível um relacionamento sensível e real entre qualquer simples ser humano e o maravilhoso Deus Criador do mundo. Partilhar da atmosfera fílmica de A Cabana parece algo assim como assistir a um filme religioso. Mas, não se deixe enganar, o objetivo é proporcionar uma experiência mística, quase fantástica, só pra descobrir um pouco melhor como é conviver com Deus nos dias atuais da nossa existência. A própria Pessoa de Deus é bastante presente no filme, todas as três. E as conversas com Ele que tratam de questões importantes da humanidade sempre dão bom esclarecimento às dúvidas da alma e da vida da gente. As Pessoas da Trindade do Deus Bíblico, Pai, Filho e Espírito Santo; são bem definidas em suas personalidades sentimentais e na maneira como co-existem entre si, e junto conosco. Destaque para as cenas que nos fazem reconhecer, e surpreender com algumas das melhores revelações da individualidade pessoal e da unidade particular do Deus da Trindade; desde que alguém já resolveu afirmar essa doutrina bíblica na história dos homens. De muito bom gosto e quase a se tornar uma revelação cultural é o modo como o enredo apresenta, primeiro, Jesus - existencialmente próximo de nós, pois um ser humano se fez. Logo depois, o Espírito Santo - extremamente sensível, pois pleno de sensações acerca de quem realmente somos. E finalmente, Deus Pai, o sábio e amoroso Soberano que a tudo e a todos governa, sempre. A importância da Espiritualidade da humanidade salta aos olhos enquanto partilhamos das cenas místicas do filme, pois, afinal, algo místico é simplesmente alguma coisa que não é só física, ou que não pertence apenas a este mundo. Todas as pessoas tem um espírito, além do corpo físico, e desse modo existimos em nosso planeta. Somente quando descobrirmos o espírito que há em nós, iremos enxergar a realidade dos outros seres e dimensões que compõe a estrutura da vida dos seres humanos. Pois assim somos influenciados e nos relacionamos com boa parte do muito que nos cerca. Uma verdade mística essencial que se faz realidade de maneira bastante natural através do filme, tornando-a uma experiência cotidiana habitual para todos nós. Nota máxima para A Cabana, aqui. Pois o aspecto espiritual de nossa existência tem sido negligenciado há séculos, como se os tempos atuais fossem ainda a Idade das trevas, em que o medo do místico nos tornou reféns da ignorância, que, certamente, jamais será uma verdade que liberta. Neste sentido, o valor extra dado à transcendência da vida dos homens na "Cabana" é um grito que procura devolver ao Deus bíblico o que lhe é devido, conforme bem atestam seus profetas. Pois muito do mistério das dimensões espirituais da vida humana junto com Deus - esquecidos ou surrupiados no tempo por outras ideias e filosofias, são recuperados pelo filme como temas básicos do Evangelho bíblico de Jesus Cristo. Segue a indicação do filme do blog AdoroCinema: "A Cabana também ganha pontos consideráveis na comparação com outros filmes também feitos para louvar, no sentido de não ser ofensivo e maniqueísta perante o espectador. Se é nítido o objetivo de apresentar preceitos religiosos, estes são inseridos na narrativa de forma orgânica e sem a obrigação prévia de aceitá-los. Acima de tudo, trata-se de um filme sobre a fé, sem julgar descrentes nem manipular informações de forma a conquistar adeptos. Ou seja, trata-se de um filme honesto, dentro do que se propõe a ser." (Francisco Russo) Uma das mais belas cenas teológicas do filme apresenta em poucos segundos a maneira pela qual a Paixão de Cristo ocorrida na Páscoa - o sofrimento de Jesus pela humanidade, foi uma morte que não apenas separou o Filho do Pai. Mas, juntamente com isso, tornou-se uma enorme dor que foi por ambos compartilhada. E a pequena duração da situação aponta para o que realmente importa no simbolismo artístico - a dor que Pai e Filho juntos carregam em razão do pecado da humanidade. Acredite, não há interesses doutrinários maiores ou estranhos com que se preocupar. Segue do Apóstolo São Paulo uma das boas sensações que deveríamos guardar após participar de um contato pessoal com o Deus do Universo: "Se alguém pensa que sabe tudo sobre algo, ainda não aprendeu como deveria. Mas quem ama a Deus é conhecido por ele." Enquanto meditação extra acerca das tragédias humanas e Deus, indico a leitura neste mesmo blog, dos textos: - Espiritualidade 2017: Deus é mesmo bão, Sebastião?; e, - Espiritualidade no Cinema, SILÊNCIO, de Martin Scorsese. E bom(s) filme(s) pra você.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

a ESPIRITUALIDADE no Cinema: MELANCOLIA, de Lars Von Trier

"Em caso de colisão entre o Melancolia e a Terra, é certo que nosso planeta não sobreviverá externamente, mas o que o cineasta dinamarquês busca mostrar é que internamente a situação já está à beira de uma catástrofe."(Lucas Salgado). Se a Nouvelle Vague (1960) de François Truffaut e Jean-Luc Godard arrancou a câmera do interior dos estúdios de cinema e a colocou nas ruas e praças dos exteriores sociais humanos, o Movimento Dogma 95 limpou os cenários cinematográficos das luzes e sons manipulados, pra levar o espectador direto aos sentimentos da alma dos personagens: "Em 1995 os dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg fazem "um voto de castidade" artístico com o Manifesto Dogma 95." (O Livro do Cinema, Globo) Daí que o definitivo filme apocalíptico de Lars von Trier, MELANCOLIA (2011), com Kirsten Dunst (melhor atriz em Cannes) e Charlotte Gainsboug, aplica nas telas - e projeta direto na veia, uma hecatombe familiar. E já que falamos de um cinema purista em seu propósito autoral de apresentar as sensações humanas mais íntimas, nada melhor que ler, logo de uma vez, a objetiva crítica de Lucas Salgado (AdoroCinema): "A maioria das cenas passadas durante o jantar é realizada com a câmera na mão, passando ao espectador a sensação que ele é mais uma daquelas figuras inquietas presentes no salão... A direção de arte e o figurino também chamam muito a atenção e deve surpreender aqueles que conhecem apenas o lado mais minimalista do cinema de von Trier, como Dogville... Não existem soluções simples em Melancolia ou qualquer tipo de redenção. É um longa único, como costumam ser os de von Trier, que deixa o espectador quase que num transe após a sessão. Você pode até não gostar, mas é difícil não se envolver." A primeira parte do filme expõe a amplitude da depressão existencial da protagonista, pois trata-se de uma sensação que a domina nos projetos mais comuns da vida, particularmente seu casamento e os necessários convívios comunitários que vêm junto da celebração. Uma depressão crescente que irá se transformar em serenidade assim que um desafio existencial maior, e definitivo, aponta no horizonte de todos os personagens - o fim do mundo e morte de toda a humanidade. De repente, eis que tudo muda! Pois enquanto a protagonista se ergue das cinzas pra bem conviver em família cada novo dia que têm, seus familiares e a vizinhança do mundo tentam sobreviver com os olhos gravados na dança de morte dos planetas. Já que estes orbitam agora, sempre próximos da colisão. A condenação do planeta Terra e o Juízo final da população do mundo estão perto demais, pra ser mentira. Eis o modo brilhante como o diretor von Trier torna perceptíveis alguns sentimentos contraditórios da humanidade, o que realiza através de uma metáfora tão grandiosa, que quase nega ao autor seus princípios autorais. Só que não. Fala, então, Thiago Siqueira: "Comumente, a depressão é explicada pelo desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Essa colocação fria e lógica não chega aos pés dos efeitos reais dessa condição em uma pessoa e aqueles que a cercam. Nisso, o diretor Lars von Trier se livrou das amarras da sutileza e colocou brilhantemente neste seu novo trabalho uma metáfora clara da depressão: é um planeta atingindo nosso mundo. (...) Melancolia absorve parte do ar da Terra, tornando difícil a respiração. Seu empuxo gravitacional atrai tudo o que estiver próximo e seu impacto em outros corpos não apenas os destrói, mas como parece também absorvê-los." (Cinema Rapadura) Enquanto a história permanece desenrolando direto do projetor de cinema, a sensação da "depressão" também se torna cada vez mais conhecida dos espectadores. Algo que ocorre através de uma proximidade que perturba não por compartilharmos a opressão do outro, mas sim, pela familiaridade que há com a nossa pessoal dor existencial. Pois a angústia particular da protagonista tornou-se uma ansiedade comunitária da humanidade, assim que certa futilidade da vida se fez aparente por meio da chegada do fim, de todos nós. Chegou o Apocalipse!! Uma expressão outrora preocupante que virou marketing temático do fim do milênio, de tal forma que hoje poucos com ela se surpreendem, ou atemorizam. Isso até que "MELANCOLIA", nos traz de volta para uma realidade, sim, inescapável da humanidade. Nossa data final! Mas, afinal, o que ensina mesmo a boa Espiritualidade sobre o fim dos tempos - da humanidade? Bem, o que já dá pra dizer, sem estragar a surpresa, é que a cena final de MELANCOLIA tem muito a ver com a cena inicial do mais conhecido Apocalipse de todos - o bíblico! Mas, se ambas as cenas são parecidas, algo fundamental pra saber do fim dos tempos judaico-cristão da humanidade é que... o anunciado Reino de Deus vai um dia chegar inteiro por aqui. Bem definitivo e de uma vez por todas! A primeira revelação essencial é que trata-se de um final, sim! Mas apenas daquilo que chamamos, "a presente época". Não é o fim dos tempos ou da vida, não. Pois está mais pra uma transformação do que para extinção. Isto porque o Apocalipse vai promover uma mudança definitiva da autoridade que domina o modo como a vida humana deve acontecer, e ser neste mundo. Pra melhor entender: assim que Jesus andou pela Palestina curando doentes e livrando pessoas de espíritos malignos, foi quando descobrimos pela primeira vez que o Reino dos céus estava atuando no planeta Terra. Ou seja, havia um novo monarca na região. Um soberano poderoso cujo alcance de autoridade era comprovado através das boas ações de Jesus pela humanidade. Portanto, os "céus" que no fim dos tempos vão chegar inteiramente pra cá, são exatamente aqueles do Reino dos "céus" que um dia Jesus já inaugurou por aqui, quando na Terra andou pela primeira vez. O que vai acabar de uma vez por todas no final dos tempos, então, é exatamente esta "presente época" de uma vida meio distante de Deus. Haverá uma renovação existencial da história da humanidade que a esperança cristã visualiza como uma realidade futura ocorrendo através da presença transformadora de Deus. Algo diferente das ideias seculares de esperança e bonança social consignadas por meio do Iluminismo ou Marxismo. Eis porque o ensino do Apocalipse bíblico tem mais a ver com a ideia de um "Céu" que "encontra" o nosso mundo, do que com a visão de que faremos uma viagem até um céu onde Deus nos espera, lá chegar. Eu sei que todos aqueles que morrem na Terra antes disso acontecer, vão aguardar nos "céus" até a hora do Apocalipse chegar, sim. Mas, se trata mais de uma dimensão da existência humana, do que de um lugar pra morar, e nele depois existir. Portanto, a grande mudança existencial que vai ocorrer assim que o Apocalipse acontecer, não é a de que alguns vão para o "céu". Mas sim, que os "Céus de Deus" vão definitivamente chegar em nosso planeta Terra. Aproveite quem puder! Pois o capítulo 21 do Apocalipse afirma que vai acontecer uma restauração total da condição vivencial da humanidade, pra tornar a vida na Terra algo próximo do que um dia já existiu lá no jardim do Éden. Lugar que já foi a morada conjunta de Deus e dos homens neste mundo. "Vi o céu e a terra criados de novo! (...) Ouvi uma voz: "Olhe! Olhe! Deus está de mudança: vai morar entre os homens e mulheres. Eles são seu povo, ele é o Deus deles. Ele vai enxugar toda lágrima dos olhos deles... A primeira ordem das coisas não existe mais." Não é nada, não é nada, eis que o fim dos tempos do Apocalipse bíblico assume - com vantagem, a condição de melhor solução pra qualquer comunitária depressão que surgir, por aí, buscando em nós se encostar. Dentro deste propósito, MELANCOLIA é um filme necessário, pois a profundidade vivencial de sua cena final aponta, sim, para uma real transformação que irá ocorrer da história humana no planeta. Novidade existencial angustiante que seu enredo dramático descreve de jeito brilhante, ao apresentar nossa constante ansiedade habitual de modo sutil e trágico, eterno e diário, aparente e íntimo, tudo pra explicar melhor o que significa existir como "ser" humano nesta presente época inquieta da humanidade. Que o mágico encontro de Melancolia com a Terra nos sirva de visão pra logo enxergar o anunciado e possível encontro final de Deus com a humanidade. E que a boa espiritualidade nos ajude a estar prontos pra tão definitiva ocasião. Bom filme.