quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Feliz 2018: DEUS é mesmo BÃO, SEBASTIÃO?

Um filósofo que perguntou bem acerca das coisas de Deus e do mundo, foi mesmo Epicuro, pra quem seria impossível que um Deus Bom governasse com grande Poder um mundo tão desgraçado. Pois, afinal, se Deus fosse realmente bom, então não seria poderoso o bastante pra fazer as coisas irem bem por aqui, já que parecem não estar dando certo, mesmo. A partir desta cinzenta reflexão, vamos pensar algo que possa animar você a caminhar pra frente e com mais esperança neste novo ano de 2018. Pra começar, é preciso reconhecer bom valor na interessante questão de Epicuro. O que nos leva ao início da história da humanidade, pois lá sabemos que Deus criou a espécie humana à sua imagem e semelhança, ou seja, todo mundo foi feito com personalidade - gente capaz de escolher o que fazer com o que acontece de bom e de ruim diante dos nossos olhos, e mãos. E foi nesta toada que Deus também criou luz e trevas, paz e guerra, o bem e o mal; ou seja, os dois lados dessa mesma moeda chamada vida humana no Universo. Pois pessoas racionais que fazem escolhas precisam igualmente de opções pra escolher, certo? Daí que a humanidade por seu representante mítico histórico, Adão, decidiu, então, pela escolha de a quase tudo experimentar - o que se tornou real através da tal mordida da maça, o próprio fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. E com tanto conhecimento à disposição, eis que assim começou a desgraceira geral da humanidade neste pequeno planeta que gira somente ao redor de si próprio, quase sempre. Deus até enviou um juízo parcial pra limpar a terra da inicial bagunça opcional - o conhecido dilúvio de Noé. Mas, continuamos seguindo adiante, cada vez mais pra baixo. E até aqui chegamos. A maldade aumentou de tal jeito e a humanidade se tornou tão perdida que, vez ou outra, alguns profetas apareciam pra confirmar que, sim, Deus havia criado tudo e também sabia de todas as coisas: "Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.". É isso. Pois assim disse o Profeta Isaías, 2700 anos lá atrás. Enfim, se Deus sabe mesmo todas as coisas, então, melhor meditar um pouco a partir de algo dito pelos professores da disciplina d`Ele, tá certo? A ideia é pensar junto do filósofo judeu e greco-romano Paulo de Tarso, o Apóstolo São Paulo. Pois foi Paulo que notou lá pelo ano 55 que a nação de Israel se afastava da pessoa de Deus, ao mesmo tempo em que muitos gentios - o restante da humanidade na época, aproveitava da bobeira pra se aproximar do Criador. E parando pra imaginar o que ocorria, Paulo percebeu que Deus mesmo parecia endurecer o coração do povo de Israel pra que não enxergassem a Ele próprio, Deus. Mas, afinal, o que Paulo entendeu que isto significava na história da humanidade? Segundo ele, o objetivo maior era que a realidade da pessoa de Deus chegasse aos outros povos do mundo, pois Israel havia fechado a porta do conhecimento de Deus naqueles dias. A partir disso - e eis aqui a nossa (grande) questão, Paulo entendeu que o próprio Deus governou a situação abrindo uma porta pra que a humanidade pudesse, finalmente, ouvir as suas verdades. Pois alguns já estavam cansados de só saber nesta vida acerca do tal conhecimento do bem e do mal. E o fato de agora existir uma porta aberta para o conhecimento de Deus significava que a própria nação de Israel poderia, um dia, de novo entrar. Segundo Eugene Peterson: "De algum modo, Deus permite que todos nós conheçamos o que é estar de fora, para que ele, pessoalmente, possa abrir a porta pra nos receber de volta... Vocês já viram algo que se compare à graça generosa de Deus ou à sua profunda sabedoria?". Que coisa, hein homem. Israel é uma nação de seres humanos com personalidade, e foi a partir desta realidade existencial que Deus lhes permitiu escolher andar pôr outros lados, e não só ao lado d´Ele próprio. Deus respeitou a personalidade de Israel e permitiu que vivessem "fora" d´Ele, para que pessoalmente, então, Deus mesmo viesse abrir a porta para que um dia eles retornassem. Eis uma visão objetiva acerca de como Deus governa este mundo e história com muito Poder, mas também, pleno de Amor. Pois se Deus governasse o mundo só com bondade, mas sem capacidade, então suas boas intenções não conseguiriam manter as portas abertas pra humanidade voltar pra Ele, de vez em sempre. E se Deus governasse o mundo só com poder, e sem misericórdia, então Ele apenas limparia toda a maldade com um dilúvio por século, e aí começaria tudo de novo, num ciclo existencial sem razão, e quase sem Deus. Só que não! Pois Deus quer, e decidiu que também deseja, viver a história do mundo exatamente junto conosco - pessoas racionais, e cheias de bastante personalidade. Eis a razão pela qual o conhecimento da própria Pessoa d`Ele estará disponível, pra (quase) sempre. O negócio é que pra viver perto de uma humanidade adolescente que só deseja saber o que bem lhe interessa, pra só depois, talvez, pensar em saber da Verdade. Bem, restou pra Deus a oportunidade de sofrer junto conosco nesta nossa jornada de auto conhecimentos, quase sem fim. Que loucura! Enquanto isso, Deus segue governando o mundo com muito amor, e bastante poder, haja graça. Até que voltemos (tomara), dos nossos muitos conhecimentos ao real conhecimento da própria Pessoa de Deus. Feliz Ano Novo!

Feliz ANO NOVO! a Espiritualidade da PALAVRA do Homem

"Seja homem, meu filho, tenha palavra.", assim dizia meu pai. E foi a partir de princípios como este que a humanidade buscou progredir pelo século 20 até a década de 1990. Mas eis que o século 21 trouxe consigo a metamorfose ética opcional que arruína relacionamentos até o fim, deles próprios, e da gente também. Ou seja, esse negócio de ter palavra é sério demais pra iniciar um novo ano sem sequer pensar nisso. Um valor da vida que importa muito pra Espiritualidade da humanidade, pois é uma orientação ética labial que esclarece direitinho em qual estrada existencial iremos caminhar: "Quando você disser "sim", que seja de fato, sim. E quando você disser "não", que seja simplesmente não, já afirmava o Profeta Jesus. Algo que não é tão simples assim de fazer dar certo, pois uma pessoa pode dizer "sim, sim", quando na verdade está vivenciando um gritante "não", na situação. Pois embora a boca fale do que vai no coração, vai então, que o coração do cidadão está bastante cheio só de mentiras? Eis o motivo que transforma alguns "sins" em verdadeiros "nãos", e vice-versa. Complexidade humana que faz até aparelhos detetores de mentiras não se preocuparem tanto com as palavras, mas sim, olharem mais para as sensações dos nervos do cidadão, pois são estes que revelam a "realidade" da aparente verdade do que se diz. A partir disso, amigos, parece que um (bom) desafio da Espiritualidade da Palavra do Homem é de que aquilo que falamos acolá se torne, também, aquilo que somos pra cá. E daí pra melhor. O princípio é de que deve existir uma ética das palavras cada vez mais compromissada com a verdade dos interesses reais da vida da gente, mesmo que aquilo que surge na questão possa até revelar algo complicado e ruim. Pois mais vale uma só pessoa vivendo na alma da gente do que dois seres confusos brigando por espaço no nosso espírito. Veja que aquele que decide ser uma pessoa una em si mesmo, mantendo palavras e ações correspondendo enquanto vive, fará algo de bom tanto ao próximo como também pra si mesmo, no fim das contas. Afinal, alguém que ensina sua alma a continuamente contrariar suas próprias palavras, acaba por tornar-se seu maior inimigo vivencial, pois aprende eticamente a não ser fiel nem consigo mesmo. Eis aquele momento existencial em que se descobre que se a luz que há em ti são trevas, em quão densas trevas você vive, tá entendendo? Mas não precisa ser assim, de verdade, pois o princípio espiritual que melhor ensina os homens a se relacionarem com Deus, também irá nos fazer encontrar a nós mesmos, afinal. Pois quando o Profeta Jesus afirma que somente irão enxergar a Deus aqueles que d´Ele se aproximam em "espirito e verdade", trata exatamente daqueles que se achegam pra falar com o divino trazendo com sinceridade a sua real pessoa interior pra conversar. Bem, eis um desafio que requer ser enfrentado se olhando no espelho, pra bem começar. Pois as nossas múltiplas personalidades éticas podem deixar as pessoas confusas e até engana-las por algum (bastante) tempo. Mas o pior ainda está por vir, pra valer, pois jamais seremos alguém por aí, se não formos uma pessoa única por aqui, conosco mesmos. A sinceridade existencial de alguém consigo próprio é o primeiro passo de uma espiritualidade humanoide saudável e digna do nome. E somente da decente e consequente Palavra dita é que surgirá uma personalidade humana plena de coerência existencial. Daí que o mais importante provérbio ético espiritual pra dar (bom) rumo à existência humana permanece o mesmo, de novo: que a nossa palavra seja sempre Sim, e sim, ou não, e Não; e pronto - pois tudo que passar disso vêm do maligno, tá louco! Cuide-se então, pois não é somente o peixe que morre pela boca. E que venha logo um novo 2018. Palavra de escoteiro!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

a ESPIRITUALIDADE Sobrenatural do NATAL!

Chegamos à semana do Natal e a sensibilidade dos espirituais está à flor da pele, movendo-se a partir da alma e criando sensações diversas no corpo da gente. Isto porque o nascimento do Messias Cristão envolve situações espirituais maravilhosas demais até pra quem vive acostumado a pensar e experimentar o tema pela vida afora de quase todo mundo. Só que a essência do nascimento de Jesus de Nazaré não está em seu... nascimento, não mesmo. Mas sim, na maneira como ele foi concebido como um ser humano, eis a grande verdade por trás de tudo. Pois afinal, Jesus nasceu normalmente, como qualquer outro ser humano antes e depois dele na história da humanidade. Ao mesmo tempo, os relatos de sua vinda a este mundo indicam que ele não foi concebido por um pai humano, de jeito nenhum. Mas sim, pelo próprio Espírito de Deus que cobriu com sua sombra a uma jovem hebraica, que se tornou assim, a mãe humana de Jesus. É isso. A Espiritualidade do Natal se move pelo anúncio de que Jesus da Galileia foi concebido pela pessoa divina de Deus Pai na própria pessoa humana de Maria de Nazaré. E chega a ser interessante observar como a vida de Jesus foi marcada por situações excepcionais relacionadas a esta, que são aquelas em que os Céus (Deus) e a Terra (humanidade) se integram de maneira surpreendente quando comparadas à história comum dos homens. Pois são três os Apóstolos que narram a ocorrência de um outro momento Espiritual extraordinário na Terra, exatamente quando relatam o acontecimento da "Transfiguração", situação que transformou a aparência do rosto de Jesus pra brilhar como o sol e suas roupas como a luz - mas o que ali ocorreu foi muito mais até do que as aparências imaginam. Aquele lugar que se fez conhecer como o Monte da Transfiguração tornou-se uma localidade em que Céus e Terra se fizeram um só espaço e dimensão por alguns instantes, envolvendo Pessoas extraordinárias tanto da história dos homens terrenos e celestiais, como da própria história de Deus. Não é pouca coisa, não. Pois Jesus subiu ao monte como homem e levou com ele três apóstolos humanos, Pedro, Tiago e João. E lá encima eles encontraram dois Profetas humanos que já estavam existindo somente como espíritos, então, Elias e Moisés. Enquanto Jesus reluzia sua humanidade para se encontrar em uma nova essência relacional junto aqueles humanos só espirituais, eis que uma nuvem luminosa desceu e os encobriu e assim ouviu-se a voz do Deus Criador, revelando sua presença também naquele lugar, junto de todos eles. Tá entendendo? O fato é que lá nos anos 30 da presente época que hoje denominamos anos 2000, houve um encontro que "integrou" três dimensões da existência em uma só: os Céus divinos de Deus, os Céus dos espíritos humanos de Moisés e Elias e também, a Terra dos humanos Jesus e Apóstolos. Algo que ocorreu de uma maneira tão complexa e real como jamais houve na história (espiritual) de quase todo mundo, e olhe lá. Agora, o que acontece é que toda esta maravilha tornou-se uma situação passageira, também, pois logo após Jesus e os Apóstolos descerem do monte, e Deus e os Profetas espíritos subirem às dimensões celestiais, eis que o monte se fez somente uma terra comum, novamente. Foi uma integração entre céus e terra passageira, momentânea e fugaz, ainda que sensacional. No entanto, é a partir daí que os espirituais podem tremer, mais ainda, logo que passam a compreender que o Natal, gente do bem, vai muito mais adiante e além do que imaginamos saber. Pois o nascimento de Jesus realiza uma integração entre Céus e Terra que não acontece apenas num só lugar e nem tampouco é somente uma vivência passageira. Não mesmo! Trata-se de uma experiência única, pois a "união" entre as dimensões existenciais de Deus e da Humanidade cristalizou-se agora, no nascimento de uma... Pessoa, o próprio Profeta Jesus. É isso! Já existe uma Personalidade no Universo que carrega em sua essência e natureza as dimensões e a espiritualidade, e também a história e a vivência dos Seres mais fundamentais da história de quase todo mundo: Deus e os Seres humanos. Eis porque o Natal dos cristãos traz consigo, então, a maior mensagem espiritual transcendente bi-dimensional jamais anunciada e real, que se conhece. Algo que nos faz entender um pouco mais a razão deste nascimento ser envolto em tantas e tão excepcionais ações sobrenaturais, e presenciado pelos mais diversos seres espirituais e humanos de dimensões tão vastas das que compõe nosso Universo. Por isso que Jesus de Nazaré é reconhecido nas dimensões celestiais e terrenas dos pensadores espirituais como o Alfa e o Ômega, pois na sua Pessoa e personalidade a humanidade e o próprio Deus transcendem o tempo e o espaço para tornar a vida humana em algo sobrenatural, e eterno. Feliz Natal! Isso tudo sem esquecer que Jesus nasceu existencialmente de modo espiritual, pois assim foi concebido em sua humana mãe. Não é nada, não é nada, é muito a se dizer sobre a real essência Espiritual de quase todo mundo, meu rapaz. E Boas Festas.

sábado, 16 de dezembro de 2017

FELIZ NATAL: a Espiritualidade do MILAGRE de Blade Runner 2049

ALERTA de Spoiler! Alerta de SPOILER! Revelações do enredo de Blade Runner a caminho... Ufa. E agora, sigamos adiante com a Espiritualidade do Milagre de Blade Runner 2049. O maior acontecimento do filme do diretor Dennis Villeneuve está na incrível similaridade entre seu drama essencial e o drama universal da vinda ao mundo de Jesus de Nazaré. Pois o milagre de Blade Runner 2049 é nada mais, nada menos, que a ocorrência neste mundo de um "nascimento" que une espécies e seres distintos e únicos! Falo aqui do nascimento da filha de Deckard (Harrison Ford) e Rachael (Sean Young), casal protagonista de Blade Runner, o caçador de andróides (1982), pois até então, os replicantes eram "seres" somente criados - jamais nascidos. Eis o interessante enredo que vêm à tona de modo surpreendente na sensacional continuação "Blade Runner 2049", que tem Ryan Gosling como o protagonista Joe, o agente K. O nascimento milagroso da filha do casal vai tornar os Replicantes uma nova espécie, algo que os fará capazes de experimentar sensações de vida que apenas os humanos conseguiam vivenciar. Uma promessa futura que se torna uma realidade imediata para os replicantes assim que conseguem "sentir" desde já as mais verdadeiras experiências humanas da infância da filha de Deckard e Young. Pois a Dra. Anna tornou-se a melhor "criadora" de memórias disponibilizadas às personalidades replicantes, tudo para que eles possam reagir adequadamente às diversas situações relacionais que irão partilhar junto dos humanos. E o que acontece a partir daí é que as memórias compartilhadas da infância da Dra. Anna tornar-se-ão um vislumbre das melhores experiências de vida que os replicantes irão começar a sonhar viver por si próprios um dia, pra valer. Tá entendendo? Loucura maior, é pouco. Ou será somente, sabedoria? Pois além de oferecer aos replicantes que nascerão no futuro, o seu próprio gene de um ser nascido (não criado artificialmente) para que eles consigam realmente existir como gente, um dia. O que a Dra. Anna já proporciona aos replicantes desde agora são suas sinceras memórias infantis, as quais irão motivar esperançosamente os melhores anseios existenciais "replicantes" para o (novo) futuro que lhes aguarda. Eis então, a bela oportunidade vivencial "humano-replicante" compartilhada que é uma experiência existencial bastante próxima daquela que é igualmente oferecida pelo próprio nascimento de... Jesus de Nazaré, povo bom. Pois o Profeta Jesus Cristo também nasceu como um homem por aqui - exatamente para internalizar na espécie humana um estilo de vida lá dos céus. Ele veio trazer a este mundo e época as "memórias" da vida que sempre experimentou por lá, junto de Deus Pai. Uma realidade existencial relacional que a humanidade um dia já teve com a Pessoa de Deus, mas que foi (bem) perdida - há muito tempo atrás. Só que agora, Jesus está trazendo de volta! Eis a razão pela qual, da mesma forma que os "replicantes" se alegram nas memórias de infância (que nunca tiveram) da Dra. Anna, como se fossem as suas. De um jeito próximo, a humanidade olha para Jesus e se surpreende com as atitudes e palavras do jeito dele de "ser": experiências de vida que não conseguimos vivenciar por nós mesmos, jamais! E agora, José, e Jesus e Maria, também? Bem, acontece que uma das (boas) noticias do Evangelho de Jesus é exatamente a de que os homens irão receber o seu Espírito para experimentarem a vida da maneira como Ele a viveu! Quê é a mesma esperança que os replicantes de Blade Runner 2049 tem de se tornarem uma nova espécie existencial a partir da herança genético-robótica que Dra. Anna está lhes doando. É isso! Eis uma parábola existencial que esclarece (bastante) a realidade do que Jesus realiza em qualquer um que pretende espiritualmente recomeçar sua história - nascendo da água e do espírito, como se diz. Uma oportunidade espiritual de vida extraordinária pra humanidade que se tornou possível por aqui exatamente a partir do Milagre do Natal. Boas Festas!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

a Espiritualidade no Cinema: À ESPERA DE UM MILAGRE

Este belíssimo filme de Frank Darabont (diretor de "Um Sonho de Liberdade", 1994) torna-se uma fábula bastante interessante para aqueles que buscam compreender a existência espiritual da humanidade. Baseado no livro de Stephen King e lançado no ano de 2000, tendo o ótimo Tom Hanks como protagonista, trata-se de um drama miraculoso que o blog adorocinema intitula de Fantasia/Policial e apresenta assim por sua sinopse: "1935, no corredor da morte de uma prisão sulista. Paul Edgecomb (Tom Hanks) é o chefe de guarda da prisão, que tem John Coffey (Michael Clarke Duncan) como um de seus prisioneiros. Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso." A atmosfera sensível deste filme que tem boa parte de suas cenas no corredor da morte é a sensação que irá permanecer na alma dos espectadores, especialmente a partir da mansidão simplória e quase ingênua demonstrada pelo ator John Coffey. Seus atos de milagre irão receber uma reação crível dos guardas da prisão, o que se torna um feliz aprendizado acerca de como se constrói uma fé consciente diante do maravilhoso, pois os policiais partilham de tudo que ocorre naturalmente ao vivenciarem o miraculoso como homens de sua época e realidade. Um feliz entendimento acerca de temas espirituais que se apoia em grande parte na atuação carismática do quase gigante ator negro Coffey, que segue utilizando seus dons de milagre aqui e acolá, sempre no objetivo de realizar ações benditas para a humanidade. Em meio a mais importante e urgente delas ele será envolvido em uma confusão digna dos que desejam fazer o bem sem ver a quem, algo que acabará o levando até o corredor da morte, e condenado como um assassino. Eis o aspecto policial deste drama espiritual com Tom Hanks que acaba por tocar com grave profundidade em um dos mais essenciais temas histórico-religiosos da humanidade: a própria separação e conflito entre terra e céus. Pois desde sempre os homens buscam uma religião (religação) que nos aproxime dos céus, no propósito de assim resolver os problemas existentes entre Deus e a humanidade. A partir disso a grande maioria dos agrupamentos e povos, etnias e raças humanoides da história tem pensado sacrifícios para que um sacerdote os represente (bem) diante de Deus - sempre no objetivo de que estes resolvam os conflitos entre céus e terra que seriam a razão das desgraças que nos assolam por aqui, neste mundo. Dentro desta perspectiva espiritual de cura de maldições através de consagrações sacrificiais, eis que surge uma cura em especial que John Coffey realiza que vai permitir a quase todo mundo entender, espiritualmente, por exemplo, a maneira como o cristianismo está resolvendo este eterno conflito existencial universal. O diretor da prisão está com a esposa gravemente enferma, de câncer, e Tom Hanks resolve levar o homem de dons miraculosos para uma visita ao casal esperando que alguma ação bendita ocorra na senhora que está à beira da morte. O ritual de cura que acontece é bastante incomum e surpreende os espectadores quase tanto quanto deixa atordoado ao marido e chefe de polícia, mas, o tratamento é um sucesso. Porém, ao sair da casa e se dirigir à Pickup da polícia para retornar a prisão, o bondoso John Coffey expele de si mesmo e de um modo igual ao modo como realizou a cura, toda a enfermidade da esposa do chefe da prisão. Ou seja, para retirar as doenças e dores da esposa enferma o bom prisioneiro teve que puxar (engolir) sobre si mesmo todas as desgraças que acometiam a pobre mulher - pois este é um ritual de salvação de maldições que requer um sacrifício, sim, só que este precisa ser o do próprio salvador. Pois toda cura que o prisioneiro realiza também gera nele mesmo as dores dos doentes como uma contrapartida sobre si. É isso! Eis então, o modo espiritual como a religião cristã explica que Deus resolve seus problemas com a terra: Ele simplesmente os coloca todos sobre a pessoa de Jesus Cristo, que desse modo se torna o Messias miraculoso da humanidade assim que salva todo mundo da morte... morrendo Ele próprio na cruz. Haja espiritualidade! E um ótimo filme pra você.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

a Espiritualidade do DIA de AÇÃO de GRAÇAS

Não há feriado mais brasileiro do que o Dia de Ação de Graças - embora poucos cidadãos tupiniquins festejem esta celebração reconhecida mundialmente. Mas o feriado é bastante nosso, sim, pois não há outro povo neste mundo que tanto diga: "Graças a Deus!", como os milhões de brasileiros que neste país lutam pra viver a (boa) vida que Deus nos dá! Ao mesmo tempo, cenas de filmes norte-americanos e a mídia em geral continuam anunciando o famoso "Thanksgiving Day", principalmente nesta quarta quinta-feira do mês de novembro, data em que a festa é celebrada nos Estados Unidos da América. Quê é o feriado mais importante deles desde sempre, pois viajam grandes distâncias pra comemorar com os parentes a "ceia do peru", lembrou? Pois é, tudo começou em 1621 na localidade de Plymouth, Massachusetts, assim que peregrinos cristãos fundadores da vila e povos indígenas da região se reuniram pra agradecer a boa colheira daquele ano. E a partir dali se organizou a cada outono uma festa de Gratidão a Deus pelo alimento e pela vida, e o resto é história, pois Abraham Lincoln definiu a data como feriado nacional americano em 1863 e até o nosso Brasil a instituiu como Dia Nacional de Ação de Graças através de lei em 1966. E as pessoas espirituais tem muito a ver com esta data, sim, pois reconhecem que a vida é muito mais do que o acaso e também buscam, pra saber mesmo, a razão da continuidade da vida natural sobrenatural de quase todo mundo que respira vivendo neste planeta. E todo cidadão brasileiro que diz "Graças a Deus", também evoca uma frase religiosa e cultural que, no final (início) das contas, aponta para nossa origem e futuro, por que não? Pois é uma expressão que afirma e deseja recordar esta essencial realidade da humanidade - a de que não estamos sozinhos no universo, e de que não fomos criados ou permanecemos vivos, somente a partir de nossos próprios esforços. Eis porque dizer "Graças a Deus", significa lembrar ao nosso próprio coração que há um Ser Pessoal e Superior no Universo, que tanto olha para nós como - necessariamente, também cuida da gente! E o sol e a chuva que diariamente são derramados sobre o mundo continuam afirmando esta (espiritual) realidade, especialmente aqui em Curitiba. Enfim, e como bons brasileiros, vale dar um passo adiante nesta espécie de reconhecimento agradecido diante de Deus, um sentimento que (às vezes) se encontra um pouco distante de nossos corações. Pois, afinal, se os próprios "céus celebram a glória de Deus e suas obras de arte estão expostas no horizonte", por que eu e você não podemos separar um dia pra bem celebrar nossa subsistência dada por Deus, em gratidão? Mas dá pra ir mais longe, de verdade, pois como bem pensou o teólogo e filósofo Ariovaldo Ramos, assim que Deus criou o mundo, Ele também realizou tudo que há e existe "através de Jesus Cristo". E o motivo é muito simples: a razão é para que no momento em que a humanidade viesse a se afastar de Deus, tudo não se arruinasse assim, de repente, num só piscar de olhos. Pois, afinal, como poderiam os seres humanos ainda continuar existindo, assim que distantes da presença do Pai Espiritual que a tudo criou e hoje sustenta? Foi pensando nisso que Deus já criou "tudo" em Jesus, exatamente para que o perdão do Messias sacrificado pudesse alcançar o planeta e manter vivos todo mundo que aqui reside e suspira. Brincadeira, não! Trata-se da bonita e bendita "Graça Comum" de Deus que a todos abençoa e faz viver, mesmo quando nem nos damos conta de quem somos - e principalmente, de quem Deus é! Eis um bom motivo pra separar algum tempo e até uma refeição para com (boa) parte do mundo agradecer ao Deus criador e sustentador do mundo e da vida, aqui, lá e em todo lugar. Feliz Dia de Ação de Graças!

domingo, 5 de novembro de 2017

a Espiritualidade da CULTURA, no Cinema: JOÃO, o MAESTRO. A vida de João Carlos Martins

João, o Maestro (Brasil, 2017), do diretor Mauro Lima (Meu Nome Não é Johnny e Tim Maia), é um dos melhores filmes nacionais dos últimos anos. Uma cinebiografia comparável a de Ray Charles (RAY, 2004, de Taylor Hackford), o que até deveria levar nosso pianista a concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas... A Espiritualidade do filme é uma reflexão que surge a partir da incrível paixão e disciplina com que João Carlos se dedica à música, o que faz surgir a ideia de que ele é "dominado" ou possuído de um jeito incomum e sobrenatural, como se diz. Mas, não acredite nisto tão rapidamente, assim. Pois há espiritualidades que orientam uma relação diferente entre a cultura e o espírito do homem, pois as artes encontram valor e guarida tanto no catolicismo filosófico, e ainda no islamismo milenar e no protestantismo calvinista, sim senhor. De tal forma que o impulso genioso e a atitude passional do artista não indicam que seu espírito sofreu alguma visitação ou capacitação estranha à natureza humana de todos nós, de jeito nenhum. Pois lá nas Escrituras do início da história de quase todo mundo (Gênesis), sabe-se que assim que Deus nos criou, Ele também nos preencheu com dons e talentos diversos, como das artes, propiciando aos homens mover boa cultura na sociedade da gente. Portanto, a celebração da qualidade e genialidade musicais do Maestro João Carlos Martins é um potencial que se reconhece como natural da personalidade espiritual da humanidade - sem que seja necessário uma visita externa movida a "energias" ou espíritos outros pra realizar tão bela arte que até nossas almas faz vibrar. A Reforma Protestante, por exemplo, que completa 500 anos agora em outubro de 2017, deu vazão aos princípios religiosos reformados do teólogo João Calvino, os quais apregoam que a humanidade carrega consigo dons benditos e necessários à boa vivência de todos nós, e que não devem ser desprezados, jamais. Pois Deus criou o espírito humano com a condição e o desejo para edificar uma diversa e talentosa cultura, que inclui tanto as artes como a economia, as ciências exatas e a literatura, sem perder de vista a própria organização do estado e a democracia. E por aí vai, e segue adiante, o nosso espírito humano, gente. Ou seja, há uma bênção divina comum sobre todos (assim como o sol e a chuva), que continua sendo derramada por Deus sobre a humanidade em sociedade, e que precisa (deve) ser bem utilizada para o enriquecimento e satisfação da existência humana - pois nosso espírito anseia pela cultura e se alegra na sua realização. Daí que tanto o filme do diretor Mauro Lima, quanto, especialmente, a música do Maestro João Carlos Martins, são exemplos artísticos que tanto tocam, quanto originam do espírito interior do homem. Uma constatação espiritual saudável e necessária a todos que desejam comunicar e receber através das artes algumas das sensações que expressam a complexa e sensível existência de todos nós. E não se pode esquecer das emocionadas atuações dos atores que dão vida ao jovem e adulto Maestro João - Rodrigo Pandolfo e Alexandre Nero, que sob uma talentosa direção artística e debaixo de uma orientação musical incomum, tornaram reais aos espectadores do cinema a grandiloquência e a paixão do talento de João, este sensacional Maestro brasileiro. Bom filme (música) pra todos!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

a Espiritualidade do MILAGRE de Blade Runner 2049: FELIZ NATAL!

ALERTA de Spoiler! Alerta de SPOILER! Revelações do enredo de Blade Runner a caminho... Se você ainda não assistiu a BLADE RUNNER 2049, então, não continue lendo este texto... (mas já pode ler neste mesmo blog: a Espiritualidade no cinema: Sou gente, logo existo! Blade Runner 2049). Ufa. E agora, sigamos adiante com a Espiritualidade do Milagre de Blade Runner 2049. O maior acontecimento do maravilhoso filme do diretor Dennis Villeneuve está na incrível similaridade entre seu drama essencial e o drama universal da vinda até este mundo de Jesus de Nazaré. Pois o milagre de Blade Runner 2049 é nada mais, nada menos, que a ocorrência no mundo de um "nascimento" espetacular. Sim, isto mesmo. Falo aqui do nascimento da filha de Deckard (Harrison Ford) e Rachael (Sean Young), casal protagonista de Blade Runner, o caçador de andróides (1982), pois até então, os replicantes eram "seres" somente criados - jamais nascidos. Eis o interessante enredo que vêm à tona de modo surpreendente nesta sensacional continuação "Blade Runner", que tem Ryan Gosling como o protagonista Joe, o agente K. O nascimento milagroso da filha do casal vai tornar os Replicantes uma nova espécie, algo que os fará capazes de experimentar o que apenas os humanos conseguiam vivenciar, até então. Promessa futura que se torna uma realidade presente para os replicantes assim que conseguem "sentir" desde já as mais verdadeiras experiências humanas da infância da filha de Deckard e Young. Pois a Dra. Anna tornou-se a melhor "criadora" de memórias disponibilizadas às personalidades replicantes, tudo para que eles possam reagir adequadamente às diversas situações relacionais que terão junto dos humanos. E o que acontece a partir daí é que as memórias compartilhadas da infância da Dra. Anna tornar-se-ão um vislumbre das melhores experiências de vida que os replicantes irão começar a sonhar viver por si próprios um dia, pra valer. Tá entendendo? Loucura maior, é pouco. Ou será somente, sabedoria? Pois além de oferecer aos replicantes que nascerão no futuro, o seu próprio gene de um ser nascido para que eles consigam realmente existir como gente, um dia. O que Dra. Anna já proporciona aos replicantes desde agora são suas sinceras memórias infantis, as quais irão motivar esperançosamente os melhores anseios existenciais "replicantes" para o (bom) futuro que lhes aguarda. Eis a bela oportunidade vivencial "humano-replicante" compartilhada que é uma experiência existencial bastante próxima daquela que é igualmente oferecida pelo próprio nascimento de... Jesus, povo bom. Pois Jesus Cristo também nasceu como homem por aqui - exatamente para internalizar na espécie humana um estilo de vida lá dos céus. Ele veio trazer a este mundo e época as "memórias" da vida que sempre experimentou por lá, junto com Deus Pai. Uma realidade existencial relacional que a humanidade um dia já teve com a Pessoa de Deus, mas que foi (bem) perdida - há muito tempo atrás. Só que agora, Jesus está trazendo de volta! Eis a razão pela qual, da mesma forma que os "replicantes" se alegram nas memórias de infância (que nunca tiveram) da Dra. Anna, como se fossem as suas. De um jeito próximo, a humanidade olha para Jesus e se surpreende com as atitudes e palavras do seu jeito de "ser": experiências de vida que não conseguimos vivenciar por nós mesmos, jamais! E agora, José? Bem, acontece que uma das (boas) noticias do Evangelho de Jesus é exatamente a de que os homens irão receber o seu Espírito para experimentarem a vida da maneira como Ele a viveu! Quê é a mesma esperança que os replicantes de Blade Runner 2049 tem de se tornarem uma nova espécie existencial a partir da herança genético-robótica que Dra. Anna está lhes doando. É isso! Eis uma parábola existencial que esclarece (bastante) a realidade do que Jesus realiza em qualquer um que pretende espiritualmente recomeçar sua história - nascendo da água e do espírito, como se diz. Feliz Natal!

domingo, 29 de outubro de 2017

a ESPIRITUALIDADE do Dia 31 de Outubro de 1517

Certa vez Jesus de Nazaré contou a história de uma viúva que mesmo desprezada por um juiz do lugarejo em que vivia, permanecia pedindo pela sua causa, dia e noite - sem cessar. O ensino da história é que devemos perseverar em busca do que necessitamos e almejamos conquistar, espiritualmente. Só que a essência religiosa desta história é outra: seu tema espiritual é a Fé! Pois as conquistas espirituais pela Fé exigem que sejamos dependentes ao buscar aquilo que não conseguimos realizar por nós mesmos - no caso, somente o juiz poderia julgar a causa da viúva, e somente Deus pode abençoar sobrenaturalmente a nossa vida. A partir daí, a viúva podia dar um jeito de "resolver" a causa por ela mesma - no esforço humano, ou então, deveria continuar pedindo, aguardando assim que o juiz fizesse o que somente ele poderia fazer. Eis um desafio religioso constante da humanidade, que nos convoca pra decidir se iremos alcançar "bênçãos" de Deus pelo nosso próprio esforço, ou então, através de práticas piedosas que desenvolvem a nossa fé junto com Deus. Um assunto que já causou (muitas) boas discussões na história, acredite. Uma delas ocorreu há exatos 500 anos atrás, no dia 31 de outubro, assim que Martinho Lutero deu início às reflexões que motivaram a Reforma Protestante do Cristianismo, a partir da Alemanha. E como acontece muitas vezes na história, as transformações sociais movidas pelo Protestantismo iniciaram a partir de um despertamento interior lá no espírito do homem, assim que ele enxerga na própria alma as angústias que ali residem. E pode-se dizer que foi esta busca existencial que transformou a vida de Lutero dali pra frente, pois "ser" monge tornou-se a sua primeira opção para conseguir fugir de qualquer repentina condenação espiritual, tá entendendo? Isto porque a mais piedosa espiritualidade cristã alemã da época ensinava que somente depois de praticar boas atitudes religiosas é que o homem receberia um retorno favorável de Deus - uma doutrina que prometia livrar os homens do juízo de Deus, salvando suas vidas na eternidade. E foi por aí que Lutero tornou-se um dos mais disciplinados monges de seu tempo. Só que a alma, essa desgraçada, bem, permanecia amargurada. E bastante assustada diante de Deus e da morte que diariamente continuava levando consigo a humanidade. Lutero decidiu estudar profundamente a disciplina de Teologia na Universidade de Wittenberg a partir de 1512. Buscava acalmar e dar direção a seus dilemas espirituais, o que o fez tornar-se primeiro, um aprendiz de Agostinho de Hipona - e o resultado foi que a Bíblia se transformou na sua primeira e principal fonte de conhecimento acerca de Deus. E "dentro" da Bíblia, Lutero foi um discípulo de São Paulo - algo que o fez conhecer um projeto "religioso" único na história da humanidade, a partir dos ensinos da "justificação pela fé" da Carta aos Romanos 3.21-22: "Agora, porém, conforme prometido na lei de Moisés e nos profetas, Deus nos mostrou como somos declarados justos diante dele sem as exigências da lei: somos declarados justos diante de Deus por meio da fé em Jesus Cristo, e isso se aplica a todos que creem...". Eis o "caminho" que Martinho Lutero percorreu para tornar-se um homem "justo" com Deus, capaz de andar lado a lado com Ele. E foi desafiado a parar de buscar um contato com Deus baseado nas suas melhores obediências religiosas, para - bem ao contrário disso, ir logo direto encontrar a própria Pessoa Espiritual de Deus pela fé em Jesus Cristo! As boas obras viriam somente depois, como uma consequência dele ter encontrado Deus por primeiro - o que lhe tornaria capaz de renovar toda a sua maneira de viver a partir dali. Eis a razão porque este projeto de religião (religação) do relacionamento entre os homens e Deus através da Pessoa de Jesus Cristo, chama-se, então: Cristianismo! Veja que no Cristianismo o medo do julgamento de Deus recair sobre nossas almas por causa dos pecados é superado pela promessa do amor de Deus que perdoa - e por isso mesmo nos acolhe mesmo sendo pecadores, conforme bem ensina Jesus. Uma das mais transformadoras boas notícias (evangelho) da história dos homens, pois ao invés de prometer bênçãos como um resultado final do esforço humano do cidadão, oferece a oportunidade divina e graciosa de que a pessoa vivencie sua vida desde logo junto com Deus, a partir da fé do fiel. Pois os cristãos são salvos pela fé, como se diz. Bem, a partir daí, o resto é história... Mas uma história que continua incomodando - especialmente aos cristãos, pois desde sempre a obediência doutrinária baseada numa moralidade interessante e atividades religiosas dedicadas assume o governo da vida do fiel, que pena. Mas também é possível iniciar cada dia "em espírito e verdade" (falando de mim mesmo com sinceridade) diante de Deus, só pra pedir e suplicar, orar e rezar... o Pai Nosso de cada dia! Pois somente assim iremos "pedir" com fé, pra logo depois aprender a andar (e esperar) junto com Deus enquanto Ele realiza e movimenta bênçãos na nossa história. Por que não? Mas o dia 31 de Outubro de 1517 ficou marcado como aquele em que graves anseios espirituais iniciaram grandiosas mudanças existenciais na história da humanidade. Pois uma espiritualidade saudável requer ser assim mesmo, sempre reformando a realidade de todos nós. E quando vier, que venha sempre com Amor a Deus, e Amor ao próximo - pois destes dois mandamentos depende toda a Lei de Deus.

a Espiritualidade da Reforma PROTESTANTE, no cinema: LUTERO

Há exatos 500 anos atrás um monge da Igreja Católica ficou mais preocupado com o espírito do homem do que com a instituição religiosa dos homens. Assim que suas propostas de renovação foram rejeitadas, um grupo de fiéis "protestou" - evento que deu nome à Reforma Protestante do Cristianismo, no século 16. O filme LUTERO (Luther, 2003: Alemanha/Estados Unidos) condensa de forma objetiva tanto o drama espiritual do homem Lutero, quanto os debates doutrinários e suas consequências sociais, políticas e religiosas ocorridas à época. Pois o Cristianismo se organizou em Três movimentos religiosos espirituais através da História desde a vinda de Jesus Cristo ao mundo: a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Ortodoxa Oriental (1054), e a Igreja Protestante - que surgiu em outubro de 1517, sob a liderança de um monge agostiniano e professor de teologia, o alemão Martinho Lutero. O filme tem uma produção qualificada conforme requer a realização de um bom drama histórico, apoiado em interpretações consistentes e uma eficiente direção junto da marcante presença de Peter Ustinov em seu último filme. Já o protagonista Lutero surge de forma autêntica na atuação de Joseph Fiennes, que representa de forma impactante a personalidade do líder da reforma do Cristianismo. Uma presença personalista que comprova que até mesmo contextos históricos "prontos" para serem transformados, requerem lideranças humanas enquanto agentes de renovação da situação vigente. Afinal, as visões de mundo da Idade Média somente foram sobrepujadas pelo Renascimento assim que alguns homens assumiram o encargo de conduzir as mudanças necessárias que o novo horizonte lhes apontava. E como acontece muitas vezes na história, as transformações culturais da Reforma Protestante iniciaram em razão de um despertamento interior lá no espírito do homem, assim que ele enxerga na própria alma os vazios e angústias que ali residem. Pois foi vivenciando reais incertezas existenciais que Lutero atemorizou-se diante de Deus assim que um raio caiu bem perto dele, na exata época em que iniciava seus estudos de Direito na Universidade de Erfurt. Situação que o fez meditar na realidade da morte e da condenação ao inferno do juízo de Deus, numa experiência tão grave que resultou num voto religioso pela decisão de tornar-se um monge. Pois cada homem age espiritualmente dentro de seu conhecimento e segundo a cultura de seu tempo. Daí a importância de buscarmos um melhor entendimento das verdades espirituais da humanidade para oferecer respostas benditas à nossa alma em ocasiões oportunas. E pode-se dizer que foi esta busca existencial que transformou a vida de Martinho Lutero dali em diante, pois "viver" como um monge tornou-se a primeira opção para fugir da condenação espiritual, tá entendendo? Isto porque a mais piedosa espiritualidade alemã cristã da época ensinava que somente depois de praticar boas atitudes morais é que o homem receberia um retorno favorável de Deus - sendo este, então, um dos tantos projetos religiosos que prometiam livrar os homens do juízo divino para bem salvar as suas vidas, na eternidade. E foi assim que Lutero se tornou um dos mais disciplinados monges de seu tempo. Só que a alma, essa desgraçada, bem, continuava amargurada; e bastante assustada diante de Deus e da morte que continuava levando consigo a humanidade. Foi em meio a tais aflições e ansiedades espirituais que Lutero decidiu por dedicar-se mais profundamente aos estudos teológicos na Universidade de Wittenberg a partir de 1512. Buscava acalmar e dar direção a seus dilemas espirituais, o que o fez tornar-se primeiro um aprendiz de Agostinho de Hipona - e o resultado foi que a Bíblia se transformou na sua primeira e principal fonte de conhecimento acerca de Deus. E "dentro" da Bíblia, Lutero fez-se discípulo de São Paulo - algo que o levou diretamente para um encontro com a própria Pessoa Espiritual do Deus do Universo, a partir dos ensinos da "justificação pela fé" da Carta aos Romanos 3.21-22: "Agora, porém, conforme prometido na lei de Moisés e nos profetas, Deus nos mostrou como somos declarados justos diante dele sem as exigências da lei: somos declarados justos diante de Deus por meio da fé em Jesus Cristo, e isso se aplica a todos que creem...". É por aí mesmo, meu amigo! Lutero foi desafiado a parar de procurar um contato com Deus baseado nas suas melhores obediências religiosas, para - bem ao contrário disso, ir logo direto encontrar Deus Pai em Pessoa pela fé através de Jesus Cristo! As boas obras viriam somente depois, como uma consequência dele ter experimentado aquele encontro inicial com Deus - o que lhe permitiria renovar toda a maneira de viver a partir dali. Eis a razão porque este projeto de religião (religação de relacionamento) com o próprio Deus através da Pessoa de Jesus Cristo, chama-se, então: Cristianismo! Veja que no Cristianismo o medo do julgamento de Deus sobre a alma humana por causa dos pecados dos homens é superado pela promessa do amor de Deus que perdoa - e acolhe os homens pecadores, conforme ensinado pelo Evangelho (Boas Novas) de Jesus. Uma das mensagens espirituais mais transformadoras da história da humanidade, pois ao invés de prometer bênçãos divinas como um resultado do esforço humano, oferece uma vida junto de Deus como uma graça a partir da fé do fiel. Bem, a partir daí, o resto é história... Mas a espiritualidade da humanidade e a organização da religiosidade de quase todo mundo seguem adiante através de boas cenas da produção, sim. Martinho Lutero vai praticar o importante princípio espiritual de que se deve adorar a Deus "em espírito e em verdade", pois irá negar-se a afirmar qualquer doutrina que sua espiritualidade racional o oriente a discordar. Também irá promover a tradução dos livros da Bíblia do latim para o alemão no bom objetivo espiritual de que o povo germânico mais comum consiga aprender por si próprio o caminho, a verdade e a vida de Deus conforme os ensinos e as palavras do próprio Jesus Cristo. E um bom número de situações sociais e políticas iniciadas à época da Reforma Protestante de Outubro de 1517 igualmente estão no filme, revelando as boas e más atitudes que movem os homens em tempos de renovação da sociedade a partir dos anseios do espirito. Pois uma espiritualidade saudável requer ser assim mesmo, sempre renovando a realidade de todos nós. E quando vier, que venha com Amor a Deus, e Amor ao próximo - pois destes dois mandamentos depende toda a Lei de Deus. Bom filme.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

a ESPIRITUALIDADE do Dia 31 de OUTUBRO de 1517

Certa vez Jesus de Nazaré contou a história de uma viúva que mesmo desprezada por um juiz do lugarejo em que vivia, permanecia pedindo pela sua causa, dia e noite - sem cessar. O ensino da história é que devemos perseverar, sem desanimar, em busca do que necessitamos e almejamos conquistar, espiritualmente. Só que a essência religiosa desta história é outra: seu tema espiritual é a Fé! Pois as conquistas espirituais pela Fé exigem que sejamos dependentes e dedicados a buscar aquilo que não conseguimos fazer por nós mesmos - no caso, somente o juiz poderia julgar a causa da viúva, e somente Deus pode abençoar sobrenaturalmente a nossa vida. A partir disso, a viúva podia dar um jeito de "resolver" a causa por ela mesma - no esforço humano, ou então, deveria continuar pedindo (em fé), aguardando que o juiz fizesse o que somente ele poderia fazer. Eis um desafio religioso diário da humanidade, que nos convoca pra decidir se iremos alcançar "bênçãos" de Deus pelo nosso próprio esforço, ou então, através de práticas piedosas que desenvolvem nossa fé junto de Deus. Um assunto que já causou (muitas) boas discussões na história, acredite. Uma delas ocorreu há exatos 500 anos atrás, no dia 31 de outubro, assim que Martinho Lutero iniciou a Reforma Protestante do Cristianismo, na Alemanha. E sua atuação personalista comprova que até mesmo contextos históricos "prontos" para serem transformados, requerem lideranças humanas enquanto agentes de sua renovação. E como acontece muitas vezes na história, as transformações sociais movidas pela Reforma Protestante iniciaram a partir de um despertamento interior lá no espírito do homem, assim que ele enxerga na própria alma as angústias que ali residem. Pois foi em meio a reais incertezas existenciais que Lutero atemorizou-se diante de Deus assim que um raio caiu bem perto dele, na mesma época em que iniciava estudos de Direito na Universidade de Erfurt. Uma experiência que o fez enxergar a proximidade da morte e condenação ao inferno do juízo de Deus, e que resultou num voto religioso para tornar-se monge. Pois cada homem age espiritualmente dentro de seu conhecimento e segundo a cultura de seu tempo. Daí a importância de buscarmos um bom entendimento das verdades espirituais da humanidade para oferecer respostas benditas à nossa alma em ocasiões oportunas. E pode-se dizer que foi esta busca existencial que transformou a vida de Lutero dali pra frente, pois "ser" monge tornou-se a sua primeira opção para conseguir fugir de qualquer repentina condenação espiritual, tá entendendo? Isto porque a mais piedosa espiritualidade cristã alemã da época ensinava que somente depois de praticar boas atitudes religiosas é que o homem receberia um retorno favorável de Deus - sendo este, então, um dos diversos projetos doutrinários que prometiam livrar os homens do juízo divino, salvando suas vidas na eternidade. E foi por aí que Lutero tornou-se um dos mais disciplinados monges de seu tempo. Só que a alma, essa desgraçada, bem, permanecia amargurada. E bastante assustada diante de Deus e da morte que diariamente continuava levando consigo a humanidade. Lutero decidiu estudar profundamente a disciplina de Teologia na Universidade de Wittenberg a partir de 1512. Buscava acalmar e dar direção a seus dilemas espirituais, o que o fez tornar-se primeiro, um aprendiz de Agostinho de Hipona - e o resultado foi que a Bíblia se transformou na sua primeira e principal fonte de conhecimento acerca de Deus. E "dentro" da Bíblia, Lutero foi um discípulo de São Paulo - algo que o fez conhecer um projeto "religioso" único na história da humanidade, a partir dos ensinos da "justificação pela fé" da Carta aos Romanos 3.21-22: "Agora, porém, conforme prometido na lei de Moisés e nos profetas, Deus nos mostrou como somos declarados justos diante dele sem as exigências da lei: somos declarados justos diante de Deus por meio da fé em Jesus Cristo, e isso se aplica a todos que creem...". Eis o "caminho" que Martinho Lutero percorreu para tornar-se um homem "justo" com Deus, capaz de andar lado a lado com Ele. E foi desafiado a parar de buscar um contato com Deus baseado nas suas melhores obediências religiosas, para - bem ao contrário disso, ir logo direto encontrar a própria Pessoa Espiritual de Deus pela fé em Jesus Cristo! As boas obras viriam somente depois, como uma consequência dele ter encontrado Deus por primeiro - o que lhe tornaria capaz de renovar toda a sua maneira de viver a partir dali. Eis a razão porque este projeto de religião (religação) do relacionamento entre os homens e Deus Pai através da Pessoa de Jesus Cristo, chama-se, então: Cristianismo! Veja que no Cristianismo o medo do julgamento de Deus recair sobre a alma humana por causa dos pecados dos homens é superado pela promessa do amor de Deus que perdoa - e por isso mesmo acolhe os homens pecadores, conforme os ensinos de Jesus. Uma das mais transformadoras boas notícias (evangelho) da história dos homens, pois ao invés de prometer bênçãos como um resultado final do esforço humano do cidadão, oferece a oportunidade de que a pessoa vivencie sua vida desde logo junto com Deus, a partir de uma graciosa oferta divina segundo a fé do fiel. Pois os cristãos são salvos pela fé, como se diz. Bem, a partir daí, o resto é história... Mas uma história que continua incomodando - especialmente aos cristãos, pois desde sempre a obediência doutrinária baseada numa moralidade interessante e atividades religiosas dedicadas assume o governo da vida do fiel, que pena. Mas também é possível iniciar cada dia "em espírito e verdade" (falando de mim mesmo com sinceridade) diante de Deus, só pra pedir e suplicar, orar e rezar... o Pai Nosso de cada dia! Pois somente assim iremos "pedir" com fé, pra logo depois aprender a (esperar) e andar junto com Deus enquanto Ele realiza e move bênçãos na nossa história. Por que não? Mas o dia 31 de Outubro de 1517 ficou marcado como aquele em que graves anseios espirituais iniciaram grandiosas mudanças existenciais na história da humanidade. Pois uma espiritualidade saudável requer ser assim mesmo, sempre reformando a realidade de todos nós. E quando vier, que venha sempre com Amor a Deus, e Amor ao próximo - pois destes dois mandamentos depende toda a Lei de Deus.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

a Espiritualidade da Reforma Protestante, no Cinema: LUTERO.

Há exatos 500 anos atrás um monge da Igreja Católica ficou mais preocupado com o espírito do homem do que com a instituição religiosa dos homens. Assim que suas propostas de renovação foram rejeitadas, um grupo de fiéis "protestou" - evento que deu nome à Reforma Protestante do Cristianismo, no século 16. O filme LUTERO (Luther, 2003: Alemanha/Estados Unidos) condensa de forma objetiva tanto o drama espiritual do homem Lutero, quanto os debates doutrinários e suas consequências sociais, políticas e religiosas ocorridas à época. Pois o Cristianismo se organizou em Três movimentos religiosos espirituais através da História desde a vinda de Jesus Cristo ao mundo: a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Ortodoxa Oriental (1054), e a Igreja Protestante - que surgiu em outubro de 1517, sob a liderança de um monge agostiniano e professor de teologia, o alemão Martinho Lutero. O filme tem uma produção qualificada conforme requer a realização de um bom drama histórico, apoiado em interpretações consistentes e uma eficiente direção junto da marcante presença de Peter Ustinov em seu último filme. Já o protagonista Lutero surge de forma autêntica na atuação de Joseph Fiennes, que representa de forma impactante a personalidade do líder da reforma do Cristianismo. Uma presença personalista que comprova que até mesmo contextos históricos "prontos" para serem transformados, requerem lideranças humanas enquanto agentes de renovação da situação vigente. Afinal, as visões de mundo da Idade Média somente foram sobrepujadas pelo Renascimento assim que alguns homens assumiram o encargo de conduzir as mudanças necessárias que o novo horizonte lhes apontava. E como acontece muitas vezes na história, as transformações culturais da Reforma Protestante iniciaram em razão de um despertamento interior lá no espírito do homem, assim que ele enxerga na própria alma os vazios e angústias que ali residem. Pois foi vivenciando reais incertezas existenciais que Lutero atemorizou-se diante de Deus assim que um raio caiu bem perto dele, na exata época em que iniciava seus estudos de Direito na Universidade de Erfurt. Situação que o fez meditar na realidade da morte e da condenação ao inferno do juízo de Deus, numa experiência tão grave que resultou num voto religioso pela decisão de tornar-se um monge. Pois cada homem age espiritualmente dentro de seu conhecimento e segundo a cultura de seu tempo. Daí a importância de buscarmos um melhor entendimento das verdades espirituais da humanidade para oferecer respostas benditas à nossa alma em ocasiões oportunas. E pode-se dizer que foi esta busca existencial que transformou a vida de Martinho Lutero dali em diante, pois "viver" como um monge tornou-se a primeira opção para fugir da condenação espiritual, tá entendendo? Isto porque a mais piedosa espiritualidade alemã cristã da época ensinava que somente depois de praticar boas atitudes morais é que o homem receberia um retorno favorável de Deus - sendo este, então, um dos tantos projetos religiosos que prometiam livrar os homens do juízo divino para bem salvar as suas vidas, na eternidade. E foi assim que Lutero se tornou um dos mais disciplinados monges de seu tempo. Só que a alma, essa desgraçada, bem, continuava amargurada; e bastante assustada diante de Deus e da morte que continuava levando consigo a humanidade. Foi em meio a tais aflições e ansiedades espirituais que Lutero decidiu por dedicar-se mais profundamente aos estudos teológicos na Universidade de Wittenberg a partir de 1512. Buscava acalmar e dar direção a seus dilemas espirituais, o que o fez tornar-se primeiro um aprendiz de Agostinho de Hipona - e o resultado foi que a Bíblia se transformou na sua primeira e principal fonte de conhecimento acerca de Deus. E "dentro" da Bíblia, Lutero fez-se discípulo de São Paulo - algo que o levou diretamente para um encontro com a própria Pessoa Espiritual do Deus do Universo, a partir dos ensinos da "justificação pela fé" da Carta aos Romanos 3.21-22: "Agora, porém, conforme prometido na lei de Moisés e nos profetas, Deus nos mostrou como somos declarados justos diante dele sem as exigências da lei: somos declarados justos diante de Deus por meio da fé em Jesus Cristo, e isso se aplica a todos que creem...". É por aí mesmo, meu amigo! Lutero foi desafiado a parar de procurar um contato com Deus baseado nas suas melhores obediências religiosas, para - bem ao contrário disso, ir logo direto encontrar Deus Pai em Pessoa pela fé através de Jesus Cristo! As boas obras viriam somente depois, como uma consequência dele ter experimentado aquele encontro inicial com Deus - o que lhe permitiria renovar toda a maneira de viver a partir dali. Eis a razão porque este projeto de religião (religação de relacionamento) com o próprio Deus através da Pessoa de Jesus Cristo, chama-se, então: Cristianismo! Veja que no Cristianismo o medo do julgamento de Deus sobre a alma humana por causa dos pecados dos homens é superado pela promessa do amor de Deus que perdoa - e acolhe os homens pecadores, conforme ensinado pelo Evangelho (Boas Novas) de Jesus. Uma das mensagens espirituais mais transformadoras da história da humanidade, pois ao invés de prometer bênçãos divinas como um resultado do esforço humano, oferece uma vida junto de Deus como uma graça a partir da fé do fiel. Bem, a partir daí, o resto é história... Mas a espiritualidade da humanidade e a organização da religiosidade de quase todo mundo seguem adiante através de boas cenas da produção, sim. Martinho Lutero vai praticar o importante princípio espiritual de que se deve adorar a Deus "em espírito e em verdade", pois irá negar-se a afirmar qualquer doutrina que sua espiritualidade racional o oriente a discordar. Também irá promover a tradução dos livros da Bíblia do latim para o alemão no bom objetivo espiritual de que o povo germânico mais comum consiga aprender por si próprio o caminho, a verdade e a vida de Deus conforme os ensinos e as palavras do próprio Jesus Cristo. E um bom número de situações sociais e políticas iniciadas à época da Reforma Protestante de Outubro de 1517 igualmente estão no filme, revelando as boas e más atitudes que movem os homens em tempos de renovação da sociedade a partir dos anseios do espirito. Pois uma espiritualidade saudável requer ser assim mesmo, sempre renovando a realidade de todos nós. E quando vier, que venha com Amor a Deus, e Amor ao próximo - pois destes dois mandamentos depende toda a Lei de Deus. Bom filme.

domingo, 15 de outubro de 2017

a Espiritualidade no Cinema: dos SONHOS à Realidade: PASSAGEIROS

Como bem definiu minha esposa, PASSAGEIROS (Passengers, 2017) é um filme prazeroso de assistir porque além de ter um início interessante e um enredo envolvente, também tem um final de verdade pra chamar de seu. Algo importante de valorizar já que filmes com ideias criativas comumente acabam sem nunca terminar as suas histórias. Fazer o que, né... Enfim, eis outra boa razão pra assistir o filme. Segue uma breve sinopse (site: adorocinema) deste romance aventuresco com Jennifer Lawrence e Chris Pratt: "O ponto de partida desta ficção científica é interessantíssimo. A bordo de uma espaçonave transportando seres humanos para a vida em outro planeta, um homem e uma mulher acordam no meio do percurso, e ainda têm 90 anos para viverem – e morrerem – durante o trajeto...". Bem, ficamos por aqui na análise até porque o crítico Bruno Carmelo (site) entendeu que o potencial do enredo não foi bem aproveitado pelo diretor. Mas, enfim, isso já é uma outra história, pois o nosso tema é somente a espiritualidade do filme, certo? Neste sentido, o que rápido se remexe lá na alma assim que assistimos "Passageiros" é um denso drama existencial que rápido nos conduz para uma ansiosa reflexão espiritual, mais até do que seria da nossa vontade sentir e pensar. Pois "Passengers" traz de volta o antigo ideal adolescente de que um dia iriamos mudar (e ganhar) o mundo, à nossa maneira, lembra? Uma realidade que se revela bem complicada para a maioria da população, até porque muitas daquelas boas ambições nem sempre acontecem conforme o combinado assim que as conquistamos. E agora, José? O que fazer pra (bem) conviver com este drama interior de uma vida que às vezes parece não estar indo nada bem? O interessante é que o filme responde esta questão de maneira bem satisfatória, pois o mais idealista dos protagonistas abraça com risos e satisfação, uma existência bem diferente daquela que um dia sonhara pra si próprio, de verdade. Por isso mesmo, assistir de boa paz a esta aventura romântica é oferecer uma bela oportunidade pra alma entender que nossa particular história tem valores e (boas) razões de ser exatamente o que se tornou, ainda que seja diferente do que um dia planejamos. Eis o primeiro bom motivo pra acompanhar satisfeito e feliz a este romance surpreendente envolto em um desenrolar bastante (in)comum, que não deixa também, de ser atraente. Mas, ainda tem mais. Pois foi o rei e poeta Davi quem melhor escreveu sobre aqueles que cuidam de suas vidas sem se deixar dominar por vaidades e sonhos (irreais) demais pra ser mentira: "Senhor, meu coração não é orgulhoso, e meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com questões grandiosas ou maravilhosas demais para minha compreensão. Pelo contrário, acalmei e aquietei a alma..." (Salmo 131). É isso! A satisfação interior da alma e a realização existencial do espírito tem mais a ver com a descoberta do valor que há nos projetos mais diários da vida - familiares e profissionais, de amizade e cidadania, do que com as outras grandes conquistas que o mundo sugere. Até porque estas conquistas somente serão verdadeiras em nossa história se acontecerem junto daquelas pessoas, não é mesmo? É por isso que o tema mor de "Passageiros" é uma velha máxima da boa espiritualidade: pense globalmente e viva localmente! Bom filme.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

a Espiritualidade no Cinema: SOU GENTE! Logo Existo. BLADE RUNNER 2049

BLADE RUNNER 2049 é um maravilhoso filme existencial! Pois saber-se vivo sempre foi uma inquietação filosófica permanente da humanidade. E foi pela importância da reflexão que o filósofo René Descartes afirmou no século 17 a sua mais expressiva declaração: Penso, logo existo! O que pouco se diz nestes dias em que se nega qualquer proximidade entre o conhecimento dos homens e a racional espiritualidade da alma humana é que tal declaração sempre teve (mais) a ver com a transcendência da experiência de estar vivo, do que com a simples percepção de que tudo vai bem se estivermos respirando no ano que vêm. Enfim, eis que a mais famosa defesa da existência humana legitimada pela realidade, acaba de ganhar um novo apelo poético de qualidade, daqueles que somente o melhor da Sétima Arte consegue produzir. Pois se o sensacional Blade Runner original (1982) questionava serem os replicantes apenas robôs em busca de uma alma pra chamar de sua. O filme atual, Blade Runner 2049 (Estados Unidos, 2017), analisa experiências de vida no objetivo de encontrar relacionamentos que realmente preencham os anseios existenciais da humanidade. Eis o enredo da aventura dramática que o diretor Denis VILLENEUVE transformou em paradigma cultural assim que bem relacionou ideias do filme original às reflexões de seu filme anterior, "A Chegada. Se tornar a segunda parte de um clássico em um filme próximo do primeiro já é uma façanha considerável, embora se diga que Francis Ford Coppola isso realizou em O Poderoso Chefão II. Imagine então, superar um filme Cult original em sua própria continuação, sendo que aqui falamos simplesmente de BLADE RUNNER! Dá pra imaginar? Nossos parabéns à Mr Villeneuve, pois BLADE RUNNER 2049 não apenas aprofunda o original, como ainda dá vida e enredo para alguns dos instigantes pensamentos de Ridley Scott, tornando-os situações humanas profundas dentro de um enredo dramático crível demais. E olhe que falamos aqui de um filme de ficção científica. Fala sério! Isto porque o mítico Blade Runner (1982) contou uma história de ficção científica narrada como filme Noir para argumentar de maneira urgente, mas velada, acerca da maior dúvida existencial da humanidade. Afinal, os seres humanos tem mesmo uma alma dentro de si, ou somos apenas o resultado de séculos de evolução celular? Pois se os próprios replicantes já sofriam com a razoável inutilidade de uma existência sem alma; e por isso mesmo, quase sem presente e certamente nenhum futuro, imagine eu e você? A questão é que os anseios do replicante ROY expunham não somente a brevidade da vida humana desde sempre, mas bem mais do que isso, também gritavam a realidade de uma morte "espiritual" constante que já experimentamos hoje, e continuamente, mesmo quando (bem) vivos imaginamos estar. Que horror! Uma depressão existencial dos robôs de Blade Runner assim definida pelo "livro de cinema" (Globo Livros): "Batty e seus colegas replicantes estão fazendo uma revolução ao forçar seus criadores a vê-los como seres dotados de alma em busca de libertação." Agora, relacione estes temas do filme original às questões existenciais do último filme do diretor Denis Villeneuve, e somente a partir daí é que você vai começar a participar da magical mistery tour de Blade Runner 2049, pra valer. Pois no filme A CHEGADA, o diretor moveu seu enredo no objetivo de superar aquelas relações humanas que existem apenas pra realizar uma superficial troca objetiva de informações, burocráticas. Pois as conversas somente "humanas" do filme ocorrem sempre no propósito de rapidamente afirmar cada distinto interesse egoísta dos envolvidos. Em contraponto, os primitivos encontros da Dra Banks junto aos aliens Abott e Costelo tem poucas informações a oferecer, mas se revelam bem mais eficazes a partir da interação conjunta que realizam entre os seres. A visitação alien ao nosso planeta fortalece, então, aquelas idéias que valorizam relacionamentos mais sinceros e integrais entre as pessoas. Blade Runner 2049 vai elevar estas reflexões a um novo patamar artístico representativo das vivências humanas, pois os certeiros esclarecimentos que busca para as dúvidas existenciais da humanidade, atuam sempre no objetivo de que todos alcancemos maior satisfação dos nossos relacionamentos nesta vida. Pois afinal, é para ser "gente" de verdade que todos existimos, tá entendendo? A interessante investigação critica de Isabela Boscov (Revista VEJA), assim fotografa o filme para nós: "Nos filmes de Villeneuve, porém, tudo o que é tópico ou político converge de maneira inexorável para o pessoal. (...) Da mesma forma, as alusões de Blade Runner 2049 à escravização ou sub-humanização rapidamente adquirem outras cores. Os protagonistas de Villeneuve viajam sempre para dentro de si mesmos. E nenhum vai tão longe na jornada quanto K, para quem o mais confiável de todos os pontos de partida - a condição humana - nem sequer existe. Assim, enquanto a paisagem grandiosamente devastada de Blade Runner 2049 serve como metáfora da aridez existencial das relações cada vez mais mediadas pela tecnologia... (os replicantes) voltam-se para dentro de seu íntimo e buscam um senso de si mesmos." Blade Runner 2049 segue adiante na abordagem de valores vivenciais que guardam consigo, sempre, os anseios de vida mais íntimos da alma humana. Pois não basta apenas ser capaz de pensar, é preciso aprender a se relacionar, pra ser (boa) gente! Um projeto existencial que desafia a realidade interior da nossa alma a surgir concretamente e com sinceridade no exterior da personalidade da gente. Pois é necessário que logo nos tornemos a pessoa que realmente somos. Ou então, não dá nem pra começar a querer (aprender) a viver. Mas ainda tem mais, pois uma nova e grave questão espiritual acontece assim que começamos a igualar nosso ser exterior com a pessoa interior que quase ninguém conhece. Pois uma pessoa interior plena de dores e mágoas, iras e maldades, vai acabar nos tornando reféns de nós mesmos. Afinal, uma personalidade interior doente irá rapidamente deletar na vida cotidiana, todos os melhores sonhos que poderíamos almejar para a nossa existência neste mundo. Desgraça pouca é bobagem. Mas, não desanime, jamais! Pois ainda existe uma cura existencial da própria personalidade sempre à disposição, para os espirituais de plantão. "Se alguém quiser vir após mim, então negue-se a si mesmo.", disse Jesus. É isso! O maior Profeta da espiritualidade logo ensinou aos homens como tratar seu próprio interior confuso, desafiando-os continuamente à milenar prática piedosa da... confissão, ela mesma. Por que não? Ou seja, aquele que pretende colher flores de sua alma interior assim que a coloca pra existir na sua personalidade exterior, deverá primeiro arrancar de si próprio as sementes de erva venenosa que guarda (bem) escondidas, lá no coração. Enfim, mudar a visão de si mesmo removendo convicções (quase) solidificadas lá na alma da gente, é uma vivência espiritual incomum e bastante revolucionária, experiência bem próxima de uma situação que reinventa grandemente o enredo do filme, logo apontando ao seu final. Mas, fique atento ao filme todo, sim, pois em Blade Runner 2049 as relações existenciais mais verdadeiras acontecem tanto em razão de convívios virtuais, quanto pela descoberta de histórias conjuntas de vida. Nesta última, uma sensível sensação de pertencimento acaba por dominar o cinema, quando compartilhamos do encontro essencial de duas vidas, assim que apenas um "toque" tudo explica e faz acontecer, apenas num instante. Já um certo distanciamento da vaidade que o próprio ambiente tecnológico consegue gerar, acaba criando a mais pura manifestação de intimidade entre dois seres que no lar, finalmente, agora residem juntos. E eis que se tornam, então, uma só carne, de alma. Pois compartilham conversas plenas de detalhes pessoais e sinceros olhares afetivos como poucas vezes assistimos no cinema, e na vida, também. Mas que são reais, certamente, pois se tornam possíveis demais pra todo mundo, assim que dois seres que imaginavam apenas um espaço no planeta ocupar"; em verdade, agora também são (boa) gente. Logo, eles existem. Bom filme!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

a Espiritualidade da CRIAÇÃO da Humanidade: MÃE! com Jennifer LAWRENCE

"No princípio, Deus criou o céu e a terra (...) Deus disse: "Luz!". E a luz apareceu." O filme MÃE! (MOTHER! 2017) é a maior alegoria explicativa das origens existenciais espirituais da CRIAÇÃO do mundo e das razões da PAIXÃO de Cristo que já se viu neste planeta, cinematográfico. Pois afinal, se você nunca entendeu porque Jesus de Nazaré foi torturado até morrer na cruz como a maior consequência dos pecados praticados pela humanidade "com" este mundo; bem, agora, já dá pra começar a saber o tamanho do problema. O diretor Darren Aronofsky já está jogando no time dos autores cinematográficos Roman POLANSKI e Stanley KUBRICK, e com mais uns dois filmes deste naipe ele pode vestir a camisa de titular pra sempre. A técnica cinematográfica como um método autoral que desenvolve a história enquanto muito aprofunda seu drama sempre foi uma tensão narrativa em Polanski e uma inovação constante em Kubrick - e Aronofsky realizou um filme digno e de boa qualidade dentro desta perspectiva artística. Acerca da visão espiritual do enredo do filme, trago o título e um pouco do texto da crítica de cinema Isabela Boscov (Revista VEJA): "No Tumulto da Criação - Estranho, atormentado, extenuante e também formidável: em MÃE!, o diretor Darren Aronofsky ancora na estupenda atuação de Jennifer Lawrence uma alegoria de Gênesis (...) do paraíso que Mãe está moldando para Deus à chegada de Adão e Eva, à tentação do fruto proibido... e à queda do homem, avançando pelo nascimento de Cristo e pela literalidade com que seu sangue e sua carne são consumidos." E o filme segue mesmo por aí, gente. Pois antes e além das particulares visões existenciais do diretor, que são totalmente outras - o fato é que até noventa por cento de MÃE! apresenta a real história (inicial) do mundo segundo a verdade judaico-cristã espiritual da humanidade. Algo que o enredo realiza de uma maneira jamais antes contada, pois é com explosiva intensidade que aproxima temas cosmológicos profundos do mais simplório cotidiano habitual da vida de qualquer um de nós: nossos lares. E mesmo que os 10 minutos finais do filme logo adiante ao nascer do sol, pouco ou nada tenham a ver com o que se sabe de saudáveis espiritualidades - não dá para negar que a conclusão do diretor é digna da torrente de ideias e sensações que ele ousou pensar (filmar) neste estupendo drama que merece, sim, ser assistido. Mas só por adultos, e daqueles bem tranquilos. O negócio é que pra bem representar sua peculiar visão da mais universal história cosmológica dos homens, Aronofsky decidiu "encarnar" na vida cotidiana de um casal afastado das metrópoles sua "simplória" narração objetiva do Alfa e Ômega espiritual da eternidade. Pois na história de MÃE!, embora o Deus bíblico pareça surgir aqui e acolá na pessoa e atitudes da própria, tal perspectiva não se faz a única do filme, não. Isto porque o filme A CABANA, que tão bem resgatou a Trindade divina pra humanidade, torna possível (bem) perceber que a pretensa Mãe natureza do filme, em verdade mesmo, é o próprio Jesus. Ele que tão bem anunciado foi, pelo filósofo e evangelista João, logo no primeiro século: "Antes de tudo, havia a Palavra, a Palavra presente em Deus (...) A Luz da vida brilhou nas trevas; e as trevas nada puderam fazer contra a luz." E olhe que em MÃE!, Deus disse "Luz!", já criando vida no planeta, não apenas uma, mas por duas vezes. E em ambas as situações a luz surge, logo iluminando e se encarnando, assim como o Filho único de Deus na terra, Jesus de Nazaré. Mas se o Deus da Trindade está no filme, a humanidade também não poderia faltar, e esta toma vida em todos os seus tipos e caras no restante do elenco, como se fora uma torre de Babel arruaceira que aparece de todos os lados e buracos pra confundir até a alma dos (cada vez mais) atentos espectadores, no cinema. Em meio a tamanha confusão existencial, eis que a corrupção da vida da humanidade logo provoca, claro, uma urgente chegada do Apocalipse ao nosso mundo (lar da Mãe), posto que a Ira divina (bíblica) reage, sim, à toda corrupção (pecado) dos homens. Juízo eternal que fará todo mal recair exatamente sobre o Filho. Eis a Paixão, então, que significa sofrimento. Tudo no objetivo de que os seres humanos tenham, ainda e sempre, um salvador para eles! Pois quando seu próprio redentor morre, logo lhes oferecendo, assim, a sua própria carne e sangue - então eles próprios já não precisam mais morrer por si mesmos, tá entendendo? Eis a razão pela qual Mel GIBSON pode estar muito bravo (ou então, feliz demais) pela chegada ao cinema deste A Paixão de Cristo 2: MÃE!, que apresenta de novo, como nunca se viu antes, o texto espiritual mais famoso da história da eternidade: "Porque Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo o que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna." Boa meditação!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

a Espiritualidade no Cinema: MÃE!, com JENNIFER LAWRENCE

O diretor Darren ARONOFSKY juntou seus dois últimos filmes, NOÉ e CISNE NEGRO pra realizar MÃE! (MOTHER! 2017), que é uma instigante pancada no estômago; por isso, cuidado! Isto porque MÃE! é a maior alegoria comunitária explicativa das origens espirituais da Criação da humanidade e da PAIXÃO de Cristo que já se viu neste planeta, cinematográfico. Pois afinal, se você nunca entendeu porque Jesus de Nazaré foi torturado até morrer na cruz "desgraçada" como consequência dos pecados praticados pela humanidade "com" este mundo; bem, agora, já dá pra começar a saber (sentir) o tamanho do problema. O diretor Aronofsky já está jogando técnica e criativamente no time dos diretores Roman POLANSKI e Stanley KUBRICK, e com mais uns dois filmes deste naipe ele pode vestir a camisa de titular pra sempre. A técnica cinematográfica como método autoral que desenvolve a história enquanto aprofunda sua dramaticidade sempre foi uma tensão narrativa em Polanski e uma inovação constante em Kubrick - e Aronofsky realizou um filme digno e de boa qualidade dentro desta perspectiva artística; e que lhe venha mesmo o Oscar, por isso. E pra você saber um pouco mais do aspecto "cinema" de MÃE!, indico as críticas de "Aline Pereira" e de Rodrigo Torres (www.adorocinema.com), e aproveito pra incluir aqui o título e parte do texto com que Isabela Boscov (Revista VEJA) tão gravemente expõe a visão espiritual do enredo do filme!: "No Tumulto da Criação - Estranho, atormentado, extenuante e também formidável: em MÃE!, o diretor Darren Aronofsky ancora na estupenda atuação de Jennifer Lawrence uma alegoria de Gênesis (...) do paraíso que Mãe está moldando para Deus à chegada de Adão e Eva, à tentação do fruto proibido... e à queda do homem, avançando pelo nascimento de Cristo e pela literalidade com que seu sangue e sua carne são consumidos." E o filme segue mesmo por aí, gente. Pois antes e além das particulares visões existenciais do diretor, que são totalmente outras - o fato é que até noventa por cento de MÃE! apresenta a real história do mundo segundo a verdade judaico-cristã espiritual da humanidade. Algo que o enredo realiza de uma maneira jamais antes contada, pois é com explosiva intensidade que aproxima temas cosmológicos profundos do mais simplório cotidiano habitual da vida de qualquer um de nós: nossos próprios lares. E mesmo que os 10 minutos finais do filme logo adiante ao nascer do sol, pouco ou nada tenham a ver com o que se sabe de saudáveis espiritualidades - não dá para negar que a conclusão do diretor é digna da torrente de ideias e sensações que ele ousou pensar (filmar) neste estupendo drama que merece, sim, ser assistido. Mas só por adultos, e bem tranquilos. O negócio é que pra bem representar sua peculiar visão da mais universal história cosmológica dos homens, Aronofsky decidiu "encarnar" na vida cotidiana de um casal afastado das metrópoles; mas jamais da realidade, sua "simplória" narração objetiva do Alfa e Ômega espiritual da eternidade. Pois na história de MÃE!, embora o Deus bíblico pareça surgir aqui e acolá na pessoa e atitudes da própria, tal perspectiva não se faz a única do filme, não. Isto porque o filme A CABANA, que tão bem resgatou a Trindade divina pra humanidade, torna possível (bem) perceber que a pretensa Mãe natureza do filme, em verdade mesmo, é o próprio Jesus. Enquanto isso a humanidade igualmente toma vida em todos os seus tipos e caras no restante do elenco, como se fora uma torre de Babel arruaceira que aparece de todos os lados e buracos pra confundir até a alma dos (cada vez mais) atentos espectadores, no cinema. Após a chegada do Apocalipse ao nosso mundo (lar da Mãe), que ocorre no filme em meio a uma criatividade cotidiana inteligentíssima, eis que a Ira divina (bíblica) em reação à corrupção (pecado) dos homens, acaba por recair exatamente sobre o Filho. Tudo no objetivo de que os seres humanos tenham, ainda e sempre, um salvador para eles! Pois quando o próprio redentor deles morre, logo lhes oferecendo, assim, a sua carne e sangue - então eles próprios já não precisam mais morrer por si mesmos, tá entendendo? E até uma ideia bem próxima desta acontece no filme, mais instigante e surpreendente do que só imaginativa e blasfema, entendo eu. De qualquer maneira, a visão mais bíblica existe somente até pouco antes dos 10 minutos finais, lembra? Eis a razão pela qual Mel GIBSON pode estar muito bravo (ou então, feliz demais) pela chegada ao cinema deste A Paixão de Cristo 2: MÃE!, que apresenta de novo, como nunca se viu antes, o texto espiritual mais famoso da história da eternidade: "Porque Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo o que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna." Bom filme! Mas, tenha cuidado, hein.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

a Espiritualidade das DOENÇAS da ALMA

"As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes.", disse o Profeta Jesus. "Enquanto recusei a confessar o meu pecado, meu corpo definhou, e eu gemia o dia inteiro.", logo explicou o Rei Davi. É isso! Veja que a espiritualidade judaico-cristã entende que alguns dos maiores dramas da nossa alma são, na verdade, enfermidades que nascem assim que entramos em confronto com a própria Pessoa de Deus. Afinal, Jesus deu esta famosa declaração exatamente ao ser questionado da razão de andar perto e ao lado de seres humanos tão... pecadores; ou seja, gente que vivia brigando com Deus. Pessoas que Ele descreveu como sendo aquelas que permanecem em conflito com Deus pelo fato de guardarem consigo algumas enfermidades que surgem primeiro lá no coração (alma) do homem: "... Mas as palavras vêm do coração, e é isso que contamina o homem. Pois do coração vêm maus pensamentos, homicídio, adultério, imoralidade sexual, roubo, mentiras e calúnias. São essas coisas que os contaminam. Comer sem lavar as mãos não os contaminará." Esta declaração surgiu durante uma discussão com alguns líderes religiosos da época que ensinavam que as "mãos sujas" é que eram a principal causa das doenças dos homens e de brigas com Deus; mas Jesus não pensava desse jeito, não. Para ele, a maior das enfermidades espirituais era aquela que vêm direto da alma da gente, e que depois avança pela nossa vida de tal forma que até os nossos ossos faz gemer. Interessante demais é o complemento de Davi pra tudo isso: "Dia e noite, tua mão pesava sobre mim; minha força evaporou como água no calor do verão." Ora, o que o poeta bíblico está explicando é que a própria culpa que está na consciência dos homens e se torna um cansaço existencial no coração das pessoas não é nada mais, nada menos, que a própria voz de Deus avisando que estamos, de verdade mesmo, morrendo espiritualmente enquanto a vida escapa de nós a cada novo dia. Fique atento, então, aos avisos de Deus de que as doenças da alma estão crescendo dentro de você. Não menospreze a voz da sua consciência e jamais fuja de suas culpas, pois elas são como que remédios (divinos) que iniciam a cura das mais graves doenças físicas e espirituais de que se tem notícia: as suas! Pois as doenças da alma que só conseguimos enxergar quando se tornam visíveis pela nossa prática dos pecados do coração, também revelam um estado de vida desgraçado do homem. Isto porque o mesmo Jesus que disse:"procuro misericórdia, não religião"; ainda afirmou: "conhecereis a verdade, e a verdade libertará vocês": pois todo aquele que leva sua vida mantendo em seu corpo as enfermidades do coração, torna-se um escravo do espírito maligno. Logo ele, que é o maior inimigo das nossas almas. Cuidado!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

a Espiritualidade que faz TUDO dar CERTO!

A Espiritualidade que faz tudo dar certo pois não tenho tempo a perder, também é aquela que faz o Universo inteiro conspirar pra que tudo de bom aconteça comigo, certo? E até o Apóstolo São Paulo parece participar dessa conspiração de bons propósitos, pois ensinou que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus", tá entendendo? Bem, mais ou menos. O negócio é que a proposta essencial desta ideia espiritual indica que devemos deixar a vida nos levar pelo movimento "energetico" de um mundo inconsciente, entende? Algo que é praticamente uma negação da nossa natureza humana mais básica, gente. É vero perceber isso, sim. Afinal, o Universo não é consciente, como a gente é. O mundo não é um ser praticante de sensibilidades, como nós somos. E os ventos e tempestades não tem capacidades orientadas e controláveis, como nós temos, aqui, lá e em todo lugar. Pense nisso! Eis a razão pela qual assumir que movimentos irracionais do Universo e atos inconscientes da natureza ocorrem somente pra fazer algo de bom pra você e pra mim; bem, acaba por se tornar um projeto de vida que despreza o que de melhor você e eu temos neste mundo, uai. Que é exatamente a (bela) condição e a (linda) capacidade de gerenciar intelectualmente os passos da nossa alma neste corpo vivente que hoje respira no planeta Terra, sim. A situação é séria demais pra não ser motivo de uma boa reflexão, pois é a tua vida real que está em jogo, por aqui, de verdade. Será que você vai entregar assim de bandeja para o ocaso do acaso teus sentimentos e projeções - lutando para acreditar, por alguns minutos que sejam, que "tudo" vai dar mesmo certo, lá no final? E não esqueça que ainda tem o "durante"? Cuidado! Lembre que a promessa do Apóstolo Paulo é bem diferente do que confiar que o Universo vai se mover ao teu bel prazer, cara. Vamos refletir um pouco no que ele disse: "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus" é uma convocação e desafio pra confiar no Deus Pai onisciente (sabe tudo), onipresente (de tudo participa) e onipotente (tudo pode). Isto significa, só pra começar, que Deus é uma Pessoa; bastante racional e consciente. Mas que vai muito além disso, pois Ele tem uma personalidade coerente e determinada por suas razões e planos, sentimentos e ações, todos inteligentes demais pra serem, irracionais. Eis um bom motivo pra você não negar desse jeito tua própria natureza humana racional, só pra deixar pra lá tua consciência espiritual inteligente, bem na hora (fundamental) de escolher os projetos e pessoas que irão construir tua história, meu rapaz... Melhor mesmo é logo encarar essa vida diária que urge bem diante de nós, buscando princípios e exemplos que revelam que até as longas decisões surpreendentes sempre realizam mais que rápidos abandonos inconscientes. Pois, afinal, o objetivo por aqui é fazer tua vida andar realmente pra frente, certo? Cuide bem da tua (humana) Espiritualidade, então!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

a Espiritualidade da CULPA e da Consciência

"As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes.", disse o Profeta Jesus. "Enquanto me recusei a confessar meu pecado, meu corpo definhou, e eu gemia o dia inteiro.", explicou o Rei Davi. É isso! Veja que a espiritualidade judaico-cristã entende que alguns dos maiores dramas da nossa consciência e alma são, na verdade, enfermidades originárias da nossa essencial relação com Deus - assim que ela se quebra. Afinal, Jesus deu essa sua famosa declaração exatamente ao ser questionado da razão de andar pra lá e pra cá junto de seres humanos... pecadores! Os mesmos que Ele descreveu como sendo as pessoas que tem enfermidades que aparecem primeiro lá no coração do homem: "... Mas as palavras vêm do coração, e é isso que contamina o homem. Pois do coração vêm maus pensamentos, homicídio, adultério, imoralidade sexual, roubo, mentiras e calúnias. São essas coisas que os contaminam. Comer sem lavar as mãos não os contaminará." E o maior dos salmistas, Davi, segue adiante na descrição das razões e dos sintomas das doenças, tanto as da alma quanto as do corpo: "Dia e noite, tua mão pesava sobre mim; minha força evaporou como água no calor do verão." Eta ferro! Quer dizer que não apenas os nossos pecados são, então, enfermidades da alma, já que iniciam lá no coração da gente. Mas, bem mais do que isso, até a consciência (pesada) que deles temos é a própria mão de Deus (re)pousada sobre nós? Ô louco... Mas, sabe o que é (muito) interessante em tudo isso, hein? Já lhe digo. É quando Jesus chama de "cegos guiando outros cegos" aos religiosos da época que consideravam que ter "mãos sujas" é que era a principal doença espiritual da sociedade. Pois não era essa, não, gente. A maior das enfermidades era aquela que vêm direto do coração e da alma, sim - tudo aquilo, enfim, que torna o homem impuro em seu viver, tentando no mundo acontecer. Daí que o Espírito de Deus inicia direto lá na nossa alma (consciência) o aviso (tratamento) de que estamos doentes (de coração), por que não? Tá entendendo... Sim, é por aí mesmo. A culpa que aparece na consciência e se instala como insatisfação existencial no coração dos seres humanos é a própria voz de Deus nos ouvidos da humanidade, avisando que estamos, então... morrendo espiritualmente, vivendo quase como zumbis. Deus não é um cego a nos guiar e também não vai deixar isso acontecer conosco, assim, de qualquer jeito, sem avisos e afetos. Pois não é um "Pai" irresponsável da humanidade, muito pelo contrário. Portanto, não menospreze a sua consciência e jamais fuja das suas culpas, pois elas são os remédios (divinos) que iniciam a cura das mais graves doenças espirituais e físicas que se tem notícia, as nossas! "Procuro misericórdia, não religião", disse Jesus.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

a Espiritualidade no Cinema: TERRA das SOMBRAS, a vida de C S LEWIS

Dizem que Deus chama as pessoas para viverem suas vidas com um propósito bem definido. E quando elas decidem amar a Deus através da obediência a este chamado, Ele também faz todas as coisas cooperarem para o bem delas durante essa caminhada existencial única pra si mesmas. Estas pessoas passam a ter um objetivo tão importante na vida que até o Espírito de Deus intercede por elas para que permaneçam firmes e dentro da vontade de Deus enquanto vão vivendo suas histórias neste mundo. Agora, imagine que o propósito de Deus para uma certa situação da sua vida não é bem aquele que você pensa ser o seu objetivo mais importante naquele momento? Pois é, eis a razão pela qual assistir ao filme TERRA DAS SOMBRAS é quase uma obrigação para os "espirituais" de plantão, pois a mais profunda experiência espiritual existencial do renomado autor das "Crônicas de NARNIA" é a essência da história do filme. Nas próprias palavras de Clive Staples Lewis, o que ele descobriu durante o período em que sua vida virou do avesso foi que as suas "orações não mudam a Deus", mas sim, mudam ele mesmo, isso sim. O que não quer dizer que boas orações não façam Deus mover suas mãos pra lá e pra cá, pois, sem dúvida, isto realizam. Mas, aqui, o princípio espiritual é outro. E vale muito a pena prestar uma boa atenção nele, acredite. A situação de vida de C S Lewis narrada pelo filme não poderia ser mais dolorosa e complexa, pois desenvolve o drama que acometeu a própria esposa do escritor britânico, conforme bem explica a sinopse: "O escritor inglês C.S. Lewis é um solteiro convicto até se apaixonar pela poeta americana Joy Gresham. O romance é intenso e surpreendente. Quando Joy descobre que tem câncer, o casal se une ainda mais para criar sua própria versão do paraíso." O filme foi lançado no natal de 1993, e teve a direção de Richard Attenborough (Ghandi). Trata-se de um drama existencial espiritual maravilhoso, abrilhantado pela atuação de um dos maiores atores do século passado, Sir Anthony Hopkins. A cena espiritual crucial do filme que direciona a compreensão deste momento da vida de C S Lewis ocorre assim que sua esposa Joy Gresham retorna pra casa após uma etapa do tratamento médico. A saúde dela melhorou e com satisfação um sacerdote que acompanha C S Lewis comenta que ele deve estar muito feliz naquele momento, pois afinal, Deus finalmente "ouviu suas orações" e sua esposa sente-se bem. Eis o momento, amigos, em que a porca chamada história (espiritual) torce o rabo, sim. Pois só mesmo alguém como C S Lewis pra saber e responder com tal clareza e profundidade espirituais à fundamental questão que o comentário do amigo sacerdote faz surgir na alma dos espirituais. Afinal, estamos acostumados a buscar renovo espiritual e bênçãos divinas no objetivo de logo resolver as situações difíceis que vivenciamos. Muitas vezes nos é difícil aceitar que receber "somente" um consolo interior e boa paz mental sejam, igualmente, bênçãos grandiosas e mui importantes pra restaurar nossa alma cansada, e nos fazer continuar. No entanto, a afirmação do marido Lewis ao sacerdote expõe e valoriza exatamente este precioso valor espiritual à nossa geração: "Eu oro porque não posso ajudar a mim mesmo... Isso não muda a Deus, muda a mim." E acrescentou que jamais viveria ainda consciente e equilibrado toda aquela situação de tão grave doença familiar, se o próprio Deus não o mantivesse assim, forte e renovado para cada novo dia de vida, e lutas. Segue a afirmação completa de C S Lewis sobre esta experiência de resiliência e esperança em tempos de tribulação: "Eu oro porque não posso ajudar a mim mesmo. Eu oro porque sou indefeso. Eu oro porque a necessidade flui de mim o tempo todo, andando e dormindo. Isso não muda a Deus, muda a mim...". É isso! O que o autor das Crônicas de Narnia experimentou e entendeu é que a vida não existe apenas para conseguirmos dela o que imaginamos que ela deve ser. Da mesma forma que o próprio Deus não anda por aí somente pra deixar eu e você à deriva pela vida cercados de bênçãos só protetoras. Pois desse jeito seriamos apenas alunos espirituais que pouco aprendem e nada amadurecem durante esta importante jornada existencial de quase todo mundo. Pois, afinal, todos sabemos que a vida não é realmente fácil pra ninguém e que todos - todo mundo mesmo, passa por experiências profundas de perdas e dores que tanto entristecem sobremaneira alguns, como até derrubam pra valer tantos outros, que quase ficam pelo caminho. Em meio a essa realidade de uma vida de aflições que repete-se na história de todos nós, o que C S Lewis experimentou foi uma "bênção" espiritual um pouco diferente daquela que estamos acostumados a buscar, e crer. O que aconteceu foi que Lewis foi visitado por uma presença espiritual motivadora em si mesmo, a fim de não apenas crescer como o homem que sempre quis ser, como bem mais do que isso até, ele foi capacitado (empoderado) para virar o marido que sequer tinha noção de que poderia um dia se tornar. Ocorre que C S Lewis entendeu que o propósito maior que Deus tinha para sua vida naquele momento acabou se revelando bem diferente do objetivo inicial que o fez casar-se e jurar compromisso com a sua esposa. Tá entendendo? A sobriedade e rotina amistosas de uma vida de casal organizada a partir de uma ética digna conjugal não seriam suficientes para que Lewis experimentasse em seu relacionamento com Joy tudo o que Deus tinha determinado para a história deles nesta vida. A dor que faz parte da vida de todos nós acabou transformando um homem instruído doutrinalmente em um ser humano sensível espiritualmente - pois dependente de seus relacionamentos com Deus até pra conseguir levantar da cama a cada novo dia. Que baita aprendizado existencial, não é mesmo? Dizem que todas as coisas cooperam para o bem das pessoas que amam a Deus, pois respondem afirmativamente ao chamado de Deus para viverem suas vidas com um propósito maior do que elas mesmas. Os novos objetivos de vida destas pessoas são tão importantes que até o Espírito de Deus intercede por elas para que continuem firmes dentro destes planos de Deus enquanto vão vivendo suas histórias. Enfim, para que tais bênçãos espirituais ocorram também conosco, é necessário duas coisas: é preciso logo se aproximar de Deus e da sua vontade. E principalmente, é necessário criar o costume de fazer conhecidas de Deus (através de orações e súplicas) todas as nossas angústias e ansiedades. Pois este é um dos bons "meios" através dos quais Deus faz seu próprio Espírito Santo agir "dentro" de nossos sentimentos e ideias a fim de nos manter firmes na (boa) vontade existencial dele para nós! Bom filme.

sábado, 2 de setembro de 2017

a Espiritualidade dos GREGOS e ROMANOS

Não é de hoje que a humanidade aproxima o racional do espiritual pra tentar resolver a confusão em que se encontra desde sempre a vida de todo mundo neste planeta. Até os clássicos gregos sempre incluíam a alma humana e o "além" como personagens importantes na tentativa de resolver as dificeis questões que percebiam ao parar pra imaginar a vida da gente. Quase todos que sonharam uma solução pra nossa existência, também decidiram pensar tudo junto; corpo, alma e cultura. Vamos imaginar, então, que há três grupos de cidadãos pensando a existência da gente, espiritualmente. Nem que seja, também, em busca da energia. Os gregos são "aqueles" que sempre desejam acertar as diferenças da humanidade e as angústias de alguns pela descoberta de uma ideia e sentimento que seriam universais, só pra unificar quase todo mundo e assim aquietar o povo, todo. Os romanos olhavam os céus e além do horizonte em que existe um lugar, esperando (quase) sempre por alguns milagres pra garantir a continuidade de si mesmos e a prosperidade da vida, sem esquecer de suas propriedades e lazeres, que ninguém é de ferro. Os gregos da sabedoria especulativa e os romanos dos milagres religiosos continuam atuantes entre nós, desde sempre. Pois somos todos uma mesma humanidade, ou quase todo mundo é um pouco desse jeito, pelo menos. Os "romanos" são aquela (boa) gente da humanidade que acredita na religião, e por isso mesmo sempre sabem algo acerca desse negócio da alma e do além, milagres e bênçãos. Eles vivem (quase) sempre com um olho no peixe (céu) e outro no gato (terra). Lutando dia a dia pra manter o que se tem, enquanto esperam que a ajuda que lhes falta, nos socorra rápido lá do além. Pois afinal, Deus ajuda (sim) quem cedo madruga, ou bem tarde vai dormir pra trabalhar. O povo brasileiro é profundamente "romano", pois quase todo mundo tem uma interessante religião ocidental por aqui pra chamar de sua. Seja ela evangélica ou espírita, católica ou pentecostal. Algo que não é ruim, não. Os "gregos" também são boa gente, e não desprezam facilmente a metafísica. Pois todo mundo vive um pouco a partir do sobrenatural neste mundo latino ocidental recheado da clássica sabedoria transcendental. Só que suas mentes e corações mais analisam e desenvolvem - sem parar, aquelas reflexões e argumentos que tem um objetivo mais definido: a busca de uma boa (qualquer) unidade que seja, pra humanidade. Só pra oferecer pra quase todo mundo um projeto promissor e de esperança nestes dias de pouca bonança. Isso é bondade, também. Às vezes os romanos e gregos até se tornam um só, como quando unem organizadas doutrinas com especulações filosóficas sobrenaturais, sempre num projeto unificador de bondade universal, como faz a maçonaria. Mas, será que existe algum outro projeto espiritual pra conhecer aqui pela nossa região? Algo diferente e distinto dos desafios mentais sobrenaturais organizados pelos gregos e romanos? Bem, foi o Apóstolo São Paulo que afirmou ser um conhecedor entre nós da tal mensagem da "pregação", algo espiritual que só, dizia ele. Alias, Paulo era um cidadão grego-romano, veja só, que chique. Segundo São Paulo, a "pregação" é um convite relacional existencial espiritual que promove... mudança da personalidade! O cidadão é convocado a rever suas atitudes a partir de leituras e encontros místicos imediatos do terceiro grau. O símbolo visível e terráqueo dessa "justiça espiritual" é a água (batismal) que tanto limpa o corpo físico da gente, ao mesmo tempo que penetra até o interior dos ossos (espírito) de quase todo mundo que por aqui se lava. Coisas do Profeta Jesus, como sempre esclareceu o Apóstolo. Algo bom de se conhecer, claro, desde que o sujeito esteja disposto a comparecer consigo mesmo na mística "conversação", espiritual. O que não é algo simples de se viver, não. Mas, fica a dica, então, pois conforme (bem) explica Eugene Peterson, assim que o Espírito Santo aparece, então, algo novo acontece, e "tudo que temos - cabeça no lugar, vida correta, pecados perdoados e novo início - vem de Deus, por meio de Jesus Cristo." É isso! E uma boa espiritualidade pra quase todo mundo.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

a Espiritualidade da AUTORIDADE, no Cinema: PLANETA DOS MACACOS, A GUERRA

Se "cada um é eternamente responsável por aquilo que cativa", imagina, então, a responsabilidade que temos com aqueles que criamos? Eis o desafio espiritual que surge no cotidiano assim que lideramos alguém, que já chega aguardando aprender conosco o que fazer nesta vida pra nela dar certo. É isso! Falamos aqui da Espiritualidade da Autoridade - uma responsabilidade existencial daquelas pra nós que somos os seres racionais mais amadurecidos da região. Nem que seja da região lá de casa, afinal. Eis o tema maior pelo que o instigante filme PLANETA DOS MACACOS, A GUERRA mobiliza sentimentos e reflexões acerca da nossa real capacidade e pretensa condição de sermos boas autoridades "de vida" neste planeta. Pois, como já dizia meu professor de docência, "é preciso dar conta!"; pois agir com responsabilidade é a essência da personalidade daquele que assume ser autoridade de alguma coisa perante o outro. Enfim, eis que o terceiro (e melhor) filme da série Planeta dos MACACOS bem nos apresenta como a GUERRA e a opressão se tornam - de novo e quase sempre, a mais rápida escolha e decisão daquele que "precisa" governar o próximo. Pois é por aí que se move a superioridade humana na hora de decidir dar conta da "igual" presença existencial em nosso planeta de macacos inteligentes, que agora são. Uma análise crítica que indico é a de Mario Bastos: "Um épico de nosso tempo. Um trabalho que discute a natureza humana, temas políticos e profundas relações entre os seres, e desses seres com o mundo" (pocilga). E destaco alguns bons pensamentos da análise de Natalia Bridi: "Ironicamente, Planeta dos Macacos é uma das franquias mais humanas da cultura pop. Sua discussão sensível sobre evolução, intelecto e dominação toca fundo nas falhas da humanidade. A ascensão dos símios e a decadência dos homens leva à reflexão sobre esses erros e a uma torcida sincera contra a própria espécie.(...) A influência de filmes como Apocalipse Now, A Ponte do Rio Kwai e Os Dez Mandamentos é explícita. Nessa amálgama de gêneros, Reeves, que assina o roteiro com Mark Bomback, conta uma história épica sem cair em maniqueísmos e vai muito além da promessa de guerra do título. O Coronel não é mero vilão na sua oposição a César, assim como o herói não é perfeito ou infalível. O encontro dos dois expõe a natureza complexa que determina a “humanidade” na busca pela sobrevivência.(...) Planeta dos Macacos: A Guerra é uma experiência cinematográfica de qualidade técnica e alcance dramático. É o retorno do cinema clássico em embalagem tecnológica, feito para entreter, mas sem menosprezar seu público. A história de César não vai embora com o rolar dos créditos."(omelete) Mas afinal, e finalmente, de que maneira nossa racional espiritualidade coerente e nossa espiritual racionalidade razoável irão nos dar a condição de, enquanto autoridades sapiens, praticar uma responsabilidade bendita sobre aqueles que dominamos por aí? Tá entendendo? Pois a humana raça racional permanece sendo a única espécie "cabeça" deste mundo e criação - pelo menos aqui embaixo, na terra. O que faz da nossa convivência social uma relação cheia de autoridades, aqui, lá e em todo lugar; seja como pais e professores, chefes e policiais, juizes e governantes. Pois são eles (nós) que carregam o bastão de "autoridade" uns dos outros planeta adentro, só pra conduzir a humanidade até a maioridade. Que coisa, hein! Bem melhor que a anarquia, penso eu. Mas, será que o espírito nosso de cada dia tá pronto, pra tanto? Ou as vaidades da ira física e emocional seguirão, ainda e adiante da humanidade, esmagando os espíritos de nossos "filhos"? Tanto os naturais como os relacionais, não importa quais. Bem, é a partir daqui que os Espirituais se movem pra frente com uma melhor amplitude existencial, se é que me entende. Pois o reconhecimento de que somos todos, pessoas espirituais, é o que possibilita saber que nossa razão não é um mero "instinto" animal desenvolvido, mas sim, a essência da nossa personalidade físico-espiritual, humanoide. Portanto, sempre dá pra melhorar - de autoridade. Buscando princípios e experiências que nos tornem maiores que o "meio" em que vivemos, e melhores que os ídolos que temos. E na história dos aprendizados da Espiritualidade destaca-se o Profeta Jesus, que ensinou que a boa Autoridade tambem se constrói como se fora um serviço disponibilizado ao outro. Em um relacionamento de maior presença e sinceridade que se contrapõe ao governo das ordens sempre dadas à distância, tanto a física, quanto também a da pior das distâncias, que é a relacional. Pois responsavelmente escuta e absorve pra então orientar e exemplificar, "servindo" assim aos outros enquanto junto se vive. Eis como se cria uma relação de autoridade através de conselhos e abraços, afirmações e atitudes, fazendo às vezes de um garçom, sim, só que de alimentos existenciais, pra vida. Tudo construído com bastante afinidade e interesse, que é o que torna real entre nós a tal da boa Autoridade. Uma postura ética de ensino existencial prático que Jesus abraçava com tal honestidade que o tornou reconhecido entre os homens como um homem de autoridade, enquanto ensinava vida! Não é fácil, nem simples; mas já existe, de verdade, no meio da humanidade. Cuide-se, melhor, então, pois é possível dar conta. Sim!