O lugar aonde eu e você vamos praticar a Espiritualidade e a maneira como iremos experimentar algo místico em nossas vidas é uma questão fundamental. Parece uma escolha simples, mas já deu muita confusão na história por causa disso. Até o povo de Israel que se organizou espiritualmente com Moisés lá no Monte Sinai, acabou se dividindo depois por causa dessa disputa territorial espiritual. Isso ocorreu porque uma parte do povo decidiu cuidar da espiritualidade lá na cidade de Jerusalém, enquanto uma parcela ainda maior da nação escolheu a região de Samaria, ao norte, como o lugar santo em que deveria praticar suas atividades espirituais. Todos buscavam a mesma coisa: transformar e melhorar a vida a partir de experiências espirituais. Mas, definir o lugar e a maneira como eles iriam fazer isso se tornou uma dificuldade pra quase todos lá em Israel. Uma dúvida que eu e você podemos vir a experimentar, também. É um questionamento parecido com o da famosa "mulher samaritana", da bíblia, que ao encontrar o Profeta Jesus, logo lhe perguntou qual seria o lugar correto pra realizar suas práticas espirituais: seria lá na Samaria mesmo, ou então, somente na cidade de Jerusalém é que se deveria adorar a Deus? Jesus respondeu que o mais importante na hora de desenvolver uma boa espiritualidade era praticar isso participando com a própria personalidade. Ou seja, a mulher deveria vivenciar as "coisas do espírito" com a sua pessoa integral e verdadeira, sem máscaras e sem mentiras. Era o único jeito dela experimentar algo relevante em sua vida espiritual. Já dá pra perceber que descobrir a maneira correta pra fazer amadurecer a espiritualidade não é algo tão simples assim, certo? Mas agora, eu lembrei de algo que pode nos ajudar. No início desse ano eu passeava pelo litoral do Paraná e observei uma frase "desenhada" no banheiro público da praia, que dizia mais ou menos assim: "Não é a mente que manda, e sim a vontade... E agora, ser humaninho.". O autor da frase só queria lembrar que quando o banheiro chama, não existe força mental que consiga segurar as necessidades fisiológicas por muito tempo. Um fato bem verdadeiro esse, sem dúvida. E isso pode nos ajudar a descobrir onde é que se encontra, então, a pessoa mais verdadeira que existe em nós mesmos. Pois os seres humanos não tem uma personalidade definida só pelas decisões conscientes que todos escolhemos. Vivemos desse jeito, claro, mas também experimentamos a vida de muitas outras maneiras. Temos uma personalidade que carrega consigo um bom número de sensações racionais, claro; mas, também somos pessoas cheias de vontades ocultas, e algumas surgem tão de repente, que ao chegar, vêm logo pra ficar. E assim vamos existindo, pois de vontade em vontade é que vivemos a vida, muitas vezes... Você já percebeu isso? Enfim, aqui está a boa dica: o melhor jeito de você conseguir levar tua Pessoa verdadeira para suas atividades espirituais é revelando o maior número de vontades e desejos seus que você conseguir ao fazer isso. Portanto, quando você for orar e meditar é necessário praticar isso apresentando a tua pessoa mais íntima, pois essa será sempre, a tua Personalidade integral! Faça isso, então, e boas práticas espirituais pra você!
Os Sacramentos do Batismo e Ceia do Senhor tem seu conteúdo bíblico desenvolvido nos Artigos 27 a 29 da Confissão de Fé de Westsminter, e no sentido de ter uma reflexão orientada destes textos, iremos utilizar no ITEM 1 da aula os apontamentos do Teólogo A.A. Hodge, conforme o título: CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Comentada por A. A. Hodge. Editora Os Puritanos, 1 ed, 2007. CAPÍTULO XXVII. Dos Sacramentos. Seção I. Os Sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar a Cristo e a seus benefícios, e para confirmar nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertentecem à Igreja e o restante do mundo, e solenemente comprometê-los no serviço de Deus em Cristo, de acordo com sua Palavra. Seção II. Há em cada sacramento uma relação espiritual, ou união sacramental, entre o sinal e a coisa significada; daí o fato de que os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro. Catecismo Maior, questão 163. ...
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