segunda-feira, 10 de julho de 2017

a Espiritualidade das PAIXÕES da ALMA, no Cinema: PAIS e FILHAS

Os olhos são a lâmpada da alma! E por isso mesmo, se os teus olhos só enxergam experiências vazias de viver, em quão densas trevas tua alma vai estar depois de você vivenciar cada uma delas buscando ser! Eis o famoso conselho espiritual do Profeta Jesus, um pouco aumentado pra virar subtítulo do filme PAIS e FILHAS, com Russell Crowe, Amanda Syfried e Kylie Rogers, do diretor italiano Gabriele Muccino, 2016. Uma boa sinopse de Aysson Oliveira está na cineweb: "Crowe interpreta Jake Davis, um romancista ganhador do Pulitzer (...) Sozinho, ele tem de criar a filha pequena, Katie (Kylie Rogers), a quem trata carinhosamente como Batatinha. Anos mais tarde, já crescida, Katie é uma pós-graduanda em psicologia –interpretada por Seyfried– levemente ninfomaníca." Já Roberto Bueno, de observatoriodocinema, pontua algo a mais da direção e enredo do filme: "O diretor italiano (...) faz um tipo de trabalho que conjuga uma boa história com as novas tecnologias existentes que possibilitam conta-la de forma que prende mais ainda a atenção das pessoas... A história (...) mostra como o amor de um pai por sua filha não impede que ela tenha problemas na fase adulta. Por mais atenções, preocupações e lutas que ele tivesse por ela, os obstáculos que surgem ao longo da vida (...) alterarão como a jovem se relacionará com as outras pessoas." É isso. De forma interessante e envolvente, o filme PAIS e FILHAS apresenta como a história da nossa vida (alma) se constrói (destrói) devagar, e sempre, muitas vezes. Uma espécie de realidade pessoal da qual jamais se consegue fugir. O melhor, então, é encara-la logo de uma vez, espiritualmente também. E a primeira reflexão espiritual ao filme nos faz perceber como os dramas da vida (e infância) podem esvaziar nossa alma até nos fazer correr atrás do primeiro prazer passional que a vista enxerga. Eis aqui uma (grave) questão do espírito! Pois o maior drama interior que sempre temos não é tentar descobrir, logo, o que está certo ou errado conosco, seja lá por qual padrão e valor nos analisemos. A boa espiritualidade deseja perceber, sim, o quanto a vida que tivemos (e temos) nos torna alguém que não desejamos ser, hoje! Ou seja, será que há uma espécie de "vício" da alma e dependência do "espírito" que nos faz viver o que não queremos, em razão de tudo que já nos aconteceu? Uma (boa) cena pra exemplificar tal realidade abre o terço final do filme e sua conclusão, momento chave em que a protagonista jovem vivencia aos prantos seu hábito existencial sentimental que, ainda e sempre, enxerga somente a breve satisfação da paixão dos olhos enquanto único contato afetivo relacional possível pra si mesma. Uma experiência de vida e costume passional doloroso demais que sempre nos transforma em traíras de nós mesmos. Foi Cazuza quem maravilhosamente cantou acerca dessa experiência habitual que aniquila a alma e que faz brilhar os olhos dos apaixonados visuais ainda "cegos", enquanto rapidamente se tornam zumbis de si mesmos: "Mais uma dose? É claro que eu tô a fim. A noite nunca tem fim; Por que, a gente é assim? (...) Canibais de nós mesmos; Antes que a terra nos coma; Cem gramas, sem dramas; Por que a gente é assim? Yeahh." Yeah mesmo!, e difícil pra caramba, meu caro amigo espiritual. Mas, o que fazer, afinal, quando os olhos só alimentam a alma com "luzes" da escuridão, gerando um círculo (vicioso) desgraçado pra quem apenas vive a vida do único jeito que a própria sempre o fez existir? Bom, antes de conseguir olhar pra vida em busca de algo que realmente seja luz na nossa alma pra melhores experiências praticar; importa espiritualmente mover nossa personalidade rumo a um tratamento interior das nossas paixões, ainda canibais de nós mesmos. Por isso, vamos às soluções. Foi Jesus quem disse que antes de ser Profeta, era também mediador entre Deus e os homens. No caso, tanto pra oferecer alguns sentimentos de Deus pra nós, como também, pra levar algumas sensações nossas até Deus Pai, só pra ver o que com elas se pode fazer. O convite sacerdotal de Jesus pra promover o encontro do nosso espírito junto do Espírito de Deus está descrito numa frase singela, mas bastante forte: "Vinde a mim os cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei." O alivio prometido por Jesus tem pouco a ver com tratamentos psicológicos e doutrinais que apenas nos dizem o que fazer, ou até que tudo podemos fazer - pois Jesus deseja mesmo é nos dar a condição de, sim, escolher um sentimento ou desejo pra chamar de seu. O objetivo é que experimentemos uma relação (espiritual) que nos aceite como somos, a fim de que dela saíamos com a serenidade e a paz necessárias pra de alguma maneira sermos capazes de nos livrar do hábito de só fazer coisas que mais mal nos fazem, do que bem. Uma experiência relacional espiritual que ocorre mais ou menos assim: pense um pouco no profeta Jesus, e logo diga a oração (relação) espiritual ensinada por Ele; que é o "Pai Nosso". E já no primeiro pedido as coisas irão acontecer, pois ao dizer "Venha o teu reino e seja feita a tua vontade", também medite cuidadosamente nos sentimentos e paixões que considera complicados pra você viver, sozinho. Eis o jeito como você pede pra Deus vir governar esse negócio chamado tua alma, certo? Trata-se de um relacionamento místico teu junto do Espírito divino que fará Deus agir no seu coração pra começar a curar um pouco da sua história de vida. Ele vai livrar você de certos hábitos emocionais e desejos sentimentais, ruins demais. E siga assim, até que um dia, e logo, logo; você vai perceber seus olhos enxergando algo novo diante da sua vista pra você pegar. Acredite nisso! E boa espiritualidade pra você, também.

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