segunda-feira, 12 de setembro de 2016

a ESPIRITUALIDADE no Cinema, o LIVRO de ELI

"O Livro de Eli" é bom filme de ação com possíveis e interessantes reflexões. A perspectiva de pensar a Espiritualidade de todos nós surge tanto da época apocalíptica em que Denzel Washington vivencia suas aventuras, como da metáfora já (bem) utilizada pelo Apóstolo João e Jesus pra explicar como Deus ensina certas coisas, muitas vezes. No filme o Apocalipse já chegou, não tanto o bíblico, só o cultural. Isso porque o livro do "Apocalipse" na bíblia desenvolve mais o governo de Deus na história e o que anda acontecendo por aqui desde Jesus Cristo, aproveitando também pra revelar o fim da presente época. A ideia de fim do mundo e desgraças sem fim já é uma visão "apocalíptica" mais cultural, bastante desenvolvida quando o ano 2000 chegava e com ele as dúvidas e inquietações de um possível fim dos tempos. Enfim, é possível que após a Quarta Guerra mundial o mundo passe por uma experiência de calamidades naturais e horror sociais como a que observamos no filme, sim. Embora a Síria e região já vivenciem tal terror há algum tempo. Até quando a ONU e as potências mundiais irão respeitar ditadores sanguinários e vaidosos que posicionam mulheres e crianças à frente de suas bombas pra brincar de rei, isso eu não sei. Sem dúvida, trata-se de um engano e pobreza espirituais gravíssimos de nossos dias. Enquanto isso, todo mundo atrás do Eli... e seu livro. Que contém mensagens e princípios que podem tanto reiniciar as (boas) coisas por aqui, como também, servirão de apoio aos ditadores "profetas" e enganadores carismáticos que sempre teremos entre nós. Uma boa sacada, essa. Já a peculiaridade sensitiva de Eli, bem, essa Jesus e João já utilizaram pra explicar porque algumas pessoas são por Deus encontradas, ou mesmo jamais o encontrarão. Pois espiritualmente, aquele que pensa que têm, até o que tem se lhe será tirado. Mas o que não têm, esse irá receber mais. Pois o reino pertence aos pobres de espírito, que podem ser enriquecidos por ali; mas jamais será dos cheios de si, que já tem tudo de que precisam. Bom filme!

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